quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Para Refletir Democraticamente!

Empreiteiras e Banqueiros doaram mais de dois BILHÕES aos candidatos e partidos em todo o Brasil


“Tudo em nome da democracia e da erradicação da miséria”

Os números até agora contabilizados pelo TSE somam mais de 237 milhões de reais e somados as médias e pequenas empreiteiras, banqueiros e as grandes concessionárias de serviços públicos privadas, os números passam de dois bilhões. Nesta conta, não estão os valores repassados via “caixa dois”, aqueles em que todos sabem que doou e ninguém quer registrar que recebeu, porém alimentam as campanhas onde o dinheiro não pode aparecer, já que os candidatos costumam não declarar recursos gastos com espionagem e segurança, gastos com empresas de pesquisas, gastos com postos de gasolina na sua totalidade, gastos com agências de propagandas, gastos com bancas de advogados e gastos principalmente com acertos com lideres religiosas e comunitários no fechamento de votos na semana anterior ao sufrágio. Sem falar dos “cabos eleitorais e formiguinhas” de última honra para votar e pedir votos para a família e a sua comunidade.

Com as prestações de contas junto ao TSE de forma parcial, o retrato de como o dinheiro público vira apoio eleitoral fica evidente já que 90% das empreiteiras, banqueiros, prestadores de serviços e concessionárias que doaram grana viva para os políticos estão com contratos direitos com o governo federal, governos estaduais e até as médias e pequenas empreiteiras com obras municipais ligadas aos convênios do PAC e emendas parlamentares.

Só para esclarecer o volume de desvio de dinheiro público, atualmente o PAC da União comanda um pacote de obras com recursos superiores a 300 bilhões de reais com as grandes empreiteiras e outros 400 bilhões correm em obras federais, estaduais e municipais com obras descentralizadas através de convênios, emendas parlamentares e de bancadas em todo o Brasil.

Os órgãos de fiscalização do governo federal, já auditaram 70% das obras do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento e foi detectado superfaturamento, corrupção, desvio de recursos e outras mazelas, que dão uma dimensão do problema e mostra o caminho de grande parte destes bilionários recursos.

As principais empreiteiras que oficialmente doaram foram OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Votorantim, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Delta e Serveng-Civilsan juntos já registram o volume de 237 milhões de reais para campanhas nestas eleições, sem computar as duas campanhas de presidente e governadores no segundo turno, que as prestações finais serão apresentadas até o final de novembro de 2010.

No site do TSE, já podemos levantar que 155 milhões de reais foram repassados por meio dos comitês financeiros ou das direções partidárias. Esse valor representa 65% das doações feitas pelas sete maiores construtoras na campanha de primeiro turno.

Os números até o memento são milionários, superiores aos maiores prêmios da mega-sena, ou seja: Queiroz Galvão, com 46,9 milhões de reais, é a primeira colocada em doações por esse formato. Logo em seguida vem a Camargo Correa, com 44 milhões, e Andrade Gutierrez, com 41 milhões e os prêmios partidários seguem caminhos sombrios ligados as grandes obras públicas do PAC e dos cofres públicos.

O que se espera é que até dezembro, prazo final para as analises técnicas e financeiras de todos os candidatos do primeiro e segundo turno, o eleitor ficará sabendo e poderá perceber com as amostras finais dos valores doados por empreiteiros, banqueiros e grandes empresas prestadoras de serviços e outras com obras diretas com os governos federal, estaduais e municipais, que, quem realmente teve chance de vencer as eleições, foram aqueles que receberam “ajuda” financeira indireta dos cofres públicos através das empreiteiras com contratos milionários de obras públicas. “A democracia e as oportunidades de ser eleito aos cargos no Brasil ainda estão atrelados aos grandes partidos ligados diretamente as grandes obras de infra-estruturas”.

Neste trem da alegria e festa do erário indiretamente nas campanhas eleitorais e com os partidos políticos deveremos computar em breve os milionários recursos doados por estatais, ex-estatais privatizadas e os grandes bancos privados. Já com as campanhas regionais de governadores, senadores e deputados, a farra com eleição vem de prestadores de serviços com recursos da educação, saúde e segurança pública, sendo essas empresas terceirizadas e ligadas diretamente aos recursos constitucionais como os maiores doadores locais. Os números aí deverão ser superiores aos 20 bilhões de reais, tudo em nome da democracia e da erradicação da miséria. Será???

Com os dados a serem apurados no próximo ano do valor de recursos oriundos das grandes empreiteiras, banqueiros, prestadores de serviços e concessionárias de serviços tipo telefonia, pedágio, energia elétrica, entre outras, para o financiamento das campanhas eleitorais e a avaliação do custo e benefício, aliado aos formatos legais e os corruptos que escandalizam a cidadania, haja vista as mazelas públicas, com a falta de segurança, saúde e educação pública eficiente, caberá uma urgente reforma política já prometida por todos os eleitos, e quem sabe, o financiamento das campanhas diretamente pelos cofres públicos e punições drásticas às manobras de desvios de condutas com caixa dois eleitoral, sendo essa a formula da ética nos pleitos.


Autor : João Cipriano
Fonte : João Cipriano