RIO, AZUL DA COR DO MAR
Carta de Navegação
A bravura e o destemor dos navegantes foram determinantes para que o homem criasse rotas marítimas e, através delas, promovesse o comércio e o intercâmbio entre os povos mais distantes e de diferentes culturas. Este aprendizado foi essencial para a evolução da humanidade; e a consolidação do que convencionamos chamar de “globalização”.
Desde os primórdios, o homem entendeu a importância do mar para alcançar os seus objetivos de interação, comunicação, comércio, conquistas e, em sentido mais amplo, de sobrevivência.
Nas civilizações mais remotas – e entre elas destacamos os egípcios, chineses e gregos – o homem se valeu de embarcações rudimentares para enfrentar o maior de seus desafios: o mar. Para se orientar na imensidão e no desconhecido, aprendeu a decifrar a configuração das constelações.
Estrelas foram companheiras em missões de comércio e conquista, transformando aventuras em expedições com metas pré-estabelecidas. Mesmo assim, esses homens foram obrigados a enfrentar o medo espalhado pelos sete mares.
Para encontrar um caminho que os levassem às terras das especiarias – condimentos usados para tempero e conservação dos alimentos – tiveram que cruzar regiões supostamente habitadas por monstros e terríveis criaturas das profundezas, acostumados a devorar quem ousasse cruzar os seus domínios.
Tratava-se de uma estratégia usada pelos mercadores árabes para atemorizar os concorrentes europeus, protegendo - com a criação dessas lendas e mitos - o monopólio de mercadorias que tinham, na época, a mesma importância que o petróleo possui atualmente para a economia mundial. Nesse Mar Tenebroso, a ambição dos colonizadores inaugurou também a rota do tráfico negreiro.
Essas linhas de comércio e conquista ultrapassaram os limites do Mediterrâneo, ganharam o Atlântico e o Pacífico, traçando novas etapas na História da Humanidade. Consolidaram “estradas” que até hoje são essenciais para o transporte dos mais diversos tipos de mercadorias e equipamentos, bem como de viajantes que se locomovem por todos os quadrantes. São vitais para a nossa sobrevivência.
Dentro desse contexto, a Portela dedicará um momento especial de sua apresentação para homenagear os 100 anos do Porto do Rio – historicamente, a porta de entrada de nosso país, por onde também exportamos produtos gerados pela mão-de-obra e tecnologia brasileiras. É lá que a Cidade Maravilhosa ganha um novo impulso, sendo referência do comércio exterior.
Manancial inesgotável de inspiração, consolidado em todos os gêneros de arte, o mar conduzirá a Portela a uma nova missão: mais do que um Rio, ela se propõe a ser um Mar que passará em nossas vidas. E, certamente, nossos corações se deixarão levar.
Venha, navegue conosco!
Autores: Marta Queiroz, Cláudio Vieira e Roberto Szaniecki
Desenvolvimento: Roberto Szaniecki
RIO, AZUL DA COR DO MAR
Sinopse
Porto de Sapucahy , verão de 2011
Soltem as amarras e deixem as velas enfunarem ao sabor do vento. Vejam o cais se distanciar e, com ele, as lembranças que ficaram. Na bagagem, trazemos sonhos e esperança. Nossos olhos já não conseguem divisar o que é mar, o que é céu, e tentam traçar uma linha de equilíbrio no horizonte. Singramos no azul!
Subamos à gávea para conversar com as estrelas, companheiras de saudades e solidão. Ora, direis, ouvir estrelas… Por que não?
Estrelas são quase tudo o que temos. Além delas, trazemos instrumentos que nos ajudarão a decifrá-las. Elas se espalham pelo céu formando desenhos e um deles nos chama a atenção. É uma águia! Sim, uma águia em forma de constelação. E será esta que escolheremos para nos guiar pela imensidão.
Dizem que o destino está traçado nas estrelas. Ensinam que precisaremos de muita coragem para enfrentar os perigos e, sobretudo, determinação. E, com fé em Deus, navegaremos pelos sete mares que abrirão os portais do coração.
No Reino de Poseidon, tempestade e bonança
Estamos a muitas braças do continente, nessa noite tenebrosa. A fúria do vento força a resistência dos cabos que sustentam o mastro principal. O tecido das velas parece que não conseguirá resistir. Ondas se agigantam, cobrindo o casco. Raios, relâmpagos e trovões abrem fendas no firmamento.
Começamos a enfrentar o desafio do desconhecido. E, sem que tenhamos tempo de raciocinar, nos deparamos com o medo escondido em nossos porões.
Das profundezas surgem criaturas fantásticas! São polvos, serpentes e dragões abrindo uma estrada na espuma, levando-nos por um turbilhão sem fim.
Ao abrirmos os olhos, porém, tudo se transforma. Cavalos marinhos conduzidos por guerreiros transportam o cortejo de reis e rainhas que governavam a crença de civilizações que desapareceram no mar abissal.
O que tenta nos dizer a tempestade, afinal?
Respeitar o que é do mar, mas nunca temer. Acima de toda maldade, o bem sempre há de vencer.
Mare Nostrum, sob a luz de Alexandria
Estas galés que cruzam o nosso caminho transportam toras de cedro, tapetes, tecidos, cerâmicas, corantes, jóias, peças de metal e outros produtos que as mãos do homem foram capazes de moldar.
Do Oriente partem gigantescas embarcações. São os chineses oferecendo novas trocas, ampliando suas rotas, construindo relações.
São mercadorias que remontam aos tempos dos primeiros navegantes, que se lançaram ao mar. Para trocá-las em outros portos, fenícios e egípcios não imaginavam que também deixariam vestígios de sua cultura milenar.
Gregos e romanos inauguraram um tempo de conquistas, ampliando as frentes de comércio e os limites de seus territórios.
Da distante Alexandria, brilha uma chama, transformando a noite em dia.
A caminho de Calicut
Debruçados sobre mapas, lendas e antigos relatos tentamos encontrar o caminho que nos levará às misteriosas terras das especiarias. É para lá que apontam nossos olhos, mergulhados em fascínio.
Para proteger este comércio, mercadores árabes semearam lendas de monstros e gigantes que devoravam quem ousasse cruzar os seus domínios.
Tudo mentira. O pesadelo agora é um sonho. As águas ganham novos matizes e como atrizes representam cada uma de nossas expectativas: cravo, canela, açafrão, flor de lótus e também porcelanas, tapetes, sedas e joias que não se cansam de brilhar.
As mais variadas fragrâncias se misturam no ar. Conseguimos, estamos em Calicut! Mas não devemos nos demorar.
Atlântico, em direção ao Pacífico
O Velho Mundo despertou para um novo século sabendo que não estava mais só. Por trás do horizonte, entre o nascente e o poente, existiam outras terras e riquezas a se alcançar.
Eram terras primitivas, que ficavam muito além da calmaria e daqui podemos vê-las. Ao dia, parece uma deslumbrante miragem, ocupada por nativos, adornadas pelas praias e a plumagem dos pássaros mais bonitos que já se viu. Eis a visão do paraiso tropical.
São tantas terras que nossos olhos se perdem ao tentar abraçá-las. Elas se escondem sob florestas, percorrem montanhas e flutuam nas nuvens, onde guardam segredos e mistérios de antigos impérios, que se curvavam diante do Sol.
Quantas riquezas brotam de suas nascentes! Ouro, prata, pedras preciosas e uma madeira estranha, que tinge de sangue o tecido mais nobre. Dizem que o futuro a perpetuará na força de um gigante chamado Brasil.
Mare Liberum, numa ilha do Caribe
Quantas estradas se abrem neste azul sem fim! O Atlântico é cortado em todas as direções. Embarcações de diversas bandeiras transportam cana-de-açúcar, café, tabaco e algodão.
Já não existem fronteiras para o comércio, nem medidas para a ambição. Outras galés rumam para a África, inaugurando a rota do tráfico negreiro. Trazem milhões de escravos, despejando-os em solo americano. Aceleram a produção, deixando uma dor que não se apaga e uma chaga que ainda marca o sentimento humano.
Negros vão, corsários vem. O mar já não pertence nem à Armada do Rei. Agora, é terra de ninguém.
Brasil, entre riquezas e belezas
Abençoada natureza, que sempre encantará os olhos de quem veleja no aconchego dessa Baía. A mesma brisa que traz lembranças do passado, sopra na direção do futuro, ensinando que o mar foi, é e será a principal via de comunicação entre os povos mais distantes.
Salve, Porto centenário, e esse intenso vai-e-vem do comércio exterior. Foi aqui que começaram e depois se intensificaram nossas relações com o estrangeiro.
Esse marulhar fustiga a todo instante, recordando investidas e o leva-e-traz . As ondas não se cansam de contar todos os tesouros que ficaram para trás; mas ainda guardam nas profundezas a mais preciosa das riquezas, que, por muito tempo, nos impulsionará.
Rio de Janeiro, ponto de encontro de brasileiros de Norte a Sul, de Leste a Oeste; que recebe de braços abertos o jangadeiro e outros irmãos do Nordeste. Rio das praias, das raias, cruzeiros, pescadores da noite e da vida marinha. Terra de São Sebastião, paraíso dos golfinhos.
Porto dos Amores, Fonte da Inspiração
Aqui da proa, quando olhamos para trás, não conseguimos dar conta do tempo que passou. Orientados pelas estrelas, desafiamos tempestades, enfrentamos inimigos e aprendemos que navegar é preciso – mas na mesma direção!
Foi assim que descobrimos novos continentes, inauguramos a rota do Oriente e encontramos em pleno mar a Fonte da Inspiração.
Traduzimos os sentimentos em música, transportamos a emoção para a ópera e o teatro, recriamos aventuras em romances, no cinema eternizamos sagas e amores em paginas de clássicos memoráveis. Quando pintamos uma marina, tentando retratar a fascinação que existe em tanto mar, deixamos o azul brincar na tela.
Descobrimos que o mar não é apenas um tema: ele tem início, meio e fim, é um enredo. E toda essa experiência começou quando vencemos o medo, desfraldando as velas no Carnaval.
Pois, o amor é azul. O céu é azul. O mar é azul.
E entre eles, navega a nossa querida Portela!
GRES PORTELA
Presidente: Nilo Figueiredo
Coordenadora de Projetos Sociais: Val Carvalho
Carnavalesco: Roberto Szaniecki
Harmonia: Alex Fab e Marcelo Jacob
Assessoria de Imprensa: Enildo do Rosário (Viola)
(Texto divulgado à Imprensa)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
DO LADO ESQUERDO DO PEITO
Existem 5 estágios em uma carreira :
O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá,
porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa
e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por
exemplo, Heitor de contas a pagar.
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o
nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele:
Heitor, diretor do banco tal.
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal
conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor,
diretor do banco tal'.. Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo
contra sua vontade, em 'amigo profissional'.
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo, e um amigo
profissional.
Amigos que são amigos trocam sentimentos.
Amigos profissionais trocam cartões de visita.
Uma Amizade dura para sempre.
Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto
um estiver sendo útil ao outro.
Amigos de verdade perguntam se podem ajudar.
Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração.
Amigos profissionais estão em uma planilha.
É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos
"networking", um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom
não confundir uma coisa com a outra.
Amigos profissionais são necessários.
Amigos de verdade, indispensáveis.
Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos
contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de
amadores.
(Max Gehringer)
O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá,
porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa
e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por
exemplo, Heitor de contas a pagar.
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o
nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele:
Heitor, diretor do banco tal.
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal
conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor,
diretor do banco tal'.. Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo
contra sua vontade, em 'amigo profissional'.
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo, e um amigo
profissional.
Amigos que são amigos trocam sentimentos.
Amigos profissionais trocam cartões de visita.
Uma Amizade dura para sempre.
Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto
um estiver sendo útil ao outro.
Amigos de verdade perguntam se podem ajudar.
Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração.
Amigos profissionais estão em uma planilha.
É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos
"networking", um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom
não confundir uma coisa com a outra.
Amigos profissionais são necessários.
Amigos de verdade, indispensáveis.
Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos
contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de
amadores.
(Max Gehringer)
sábado, 7 de agosto de 2010
POLÍTICA E CULTURA
MANTENDO A PALAVRA
Estamos de novo em campanha eleitoral, por acaso me lembro de outras por que já passamos, e ainda por acaso recordo de alguns fatos que, espero não se repitam por acaso.
Vamos ser convidados a participar de uma reunião da classe artística com um determinado candidato, levados por alguém que já está engajado na campanha, mas não tem nada a oferecer ao seu candidato.
Então ele marca um encontro para deixar o seu candidato por dentro das necessidades da classe artística, que por sua vez, não vota em companheiros de classe.
Na reunião todos levantam suas lebres, falta isso, não temos aquilo, esse outro já tivemos e por aí vai, o candidato só ouve e balança a cabeça, ora positivamente, ora negativamente.
O encaminhador da dita reunião, sempre de olho no candidato levado por ele, faz cara de insatisfação, ora de satisfação, sempre em direção ao seu candidato, dando a entender que está por dentro do assunto.
No final, cada um fez a defesa de sua área, (não da classe), e aí sim o levador do candidato pede a palavra e diz: bem agora o nosso (dele) candidato fará uso da palavra.
Bem, diz o candidato, estou pasmo com a falta de apoio a cultura de nosso Estado, ou Cidade, me comprometo e defender a nossa (dele?) cultura, junto a Administração, vou lutar para o desenvolvimento dela.
Isso posto o levador de candidato, sai da reunião, com ar de sabedor das causas culturais, a classe de sente ouvida, o candidato aliviado, por participar de uma reunião onde de nada sabe e nem ouviu falar.
No fritar dos ovos de codorna do bar, fica tudo do jeito que está ou não deveria ficar, passada essa eleição daqui a dois anos vem outra e quem levou, levou, quem não levou, espera o próximo levador, da próxima reunião da classe.
Carlinhos maracanã
Agitador cultural, com propostas de classe.
Estamos de novo em campanha eleitoral, por acaso me lembro de outras por que já passamos, e ainda por acaso recordo de alguns fatos que, espero não se repitam por acaso.
Vamos ser convidados a participar de uma reunião da classe artística com um determinado candidato, levados por alguém que já está engajado na campanha, mas não tem nada a oferecer ao seu candidato.
Então ele marca um encontro para deixar o seu candidato por dentro das necessidades da classe artística, que por sua vez, não vota em companheiros de classe.
Na reunião todos levantam suas lebres, falta isso, não temos aquilo, esse outro já tivemos e por aí vai, o candidato só ouve e balança a cabeça, ora positivamente, ora negativamente.
O encaminhador da dita reunião, sempre de olho no candidato levado por ele, faz cara de insatisfação, ora de satisfação, sempre em direção ao seu candidato, dando a entender que está por dentro do assunto.
No final, cada um fez a defesa de sua área, (não da classe), e aí sim o levador do candidato pede a palavra e diz: bem agora o nosso (dele) candidato fará uso da palavra.
Bem, diz o candidato, estou pasmo com a falta de apoio a cultura de nosso Estado, ou Cidade, me comprometo e defender a nossa (dele?) cultura, junto a Administração, vou lutar para o desenvolvimento dela.
Isso posto o levador de candidato, sai da reunião, com ar de sabedor das causas culturais, a classe de sente ouvida, o candidato aliviado, por participar de uma reunião onde de nada sabe e nem ouviu falar.
No fritar dos ovos de codorna do bar, fica tudo do jeito que está ou não deveria ficar, passada essa eleição daqui a dois anos vem outra e quem levou, levou, quem não levou, espera o próximo levador, da próxima reunião da classe.
Carlinhos maracanã
Agitador cultural, com propostas de classe.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
AFRO-BRASILEIRO
EXPRESSIVIDADE E SIMBOLOGIA.
Custou para que a cultura afro-brasileira fosse percebida como algo importante, profundo e próprio.
Durante muito tempo ela foi perseguida, malvista e incompreendida: proibiram-se os atabaques, os batuques, o candomblé, a capoeira e ata os sambas, por isso, muitos nunca chegaram a conhecer de fato essas tradições, confundindo expressões de fé, de profunda sabedoria e de alegria com superstição ou, mais tarde, nomeando-as como folclore.
Para entender a expressividade e a simbologia dessas tradições, histórias e musicas certamente é preciso ouvi-las, vê-las e senti-las, também é necessário atenção para compreender trajetórias e memórias de indivíduos e comunidades e suas ancestralidade ainda pouco conhecidas.
Elas nos mostram outras percepções de mundo, evidenciam formas próprias de ser exigem respostas que talvez ainda não tenham sido dadas.
Apesar do evidente processo de reconhecimento da importância das tradições afro-brasileiras e de sua inclusão na sociedade moderna, mesmo que a passos lentos, há ainda muitas pessoas que não as igualam a outras mais conhecidas e difundidas, isso acontece, em geral, por desconhecimento ou por preconceitos criados e transmitidos por séculos, e que, infelizmente, perduram até os dias de hoje.
Fonte: Ângela Luhning.
Custou para que a cultura afro-brasileira fosse percebida como algo importante, profundo e próprio.
Durante muito tempo ela foi perseguida, malvista e incompreendida: proibiram-se os atabaques, os batuques, o candomblé, a capoeira e ata os sambas, por isso, muitos nunca chegaram a conhecer de fato essas tradições, confundindo expressões de fé, de profunda sabedoria e de alegria com superstição ou, mais tarde, nomeando-as como folclore.
Para entender a expressividade e a simbologia dessas tradições, histórias e musicas certamente é preciso ouvi-las, vê-las e senti-las, também é necessário atenção para compreender trajetórias e memórias de indivíduos e comunidades e suas ancestralidade ainda pouco conhecidas.
Elas nos mostram outras percepções de mundo, evidenciam formas próprias de ser exigem respostas que talvez ainda não tenham sido dadas.
Apesar do evidente processo de reconhecimento da importância das tradições afro-brasileiras e de sua inclusão na sociedade moderna, mesmo que a passos lentos, há ainda muitas pessoas que não as igualam a outras mais conhecidas e difundidas, isso acontece, em geral, por desconhecimento ou por preconceitos criados e transmitidos por séculos, e que, infelizmente, perduram até os dias de hoje.
Fonte: Ângela Luhning.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
QUE BOM
A Volta da Esperança
Amir Haddad (*)
Estive em Porto Velho para o “Amazônia Encena na Rua”. Saí de lá com a sensação exata, de que em apenas um dia e duas noites de permanência, eu tinha participado de um evento que, de tão grande, que poderia ser, fazia com que ele então parecesse pequeno, diante do que ainda poderá ser.
Nos tempos em que vivemos raramente a esperança tem nos visitado. Na imensidão da Amazônia, em um novo mundo em formação, os caminhos ainda estão abertos, mais abertos que nos grandes centro e aglomerados urbanos.
Que ninguém mais se vanglorie do progresso acelerado. Já sabemos onde isto nos leva. Porto Velho pode construir uma corrente de Desenvolvimento Cultural e Cidadania, que a ajudará escapar da encruzilhada e dos perigos deste “progresso acelerado”
Por suas características urbanas e geográficas, é uma cidade apta a acolher em seus braços e praças a manifestação livre e espontânea da cidadania, através de seus ritos e celebrações culturais. Os moradores, e advindos de outras regiões também, trazem consigo manifestações, em algum lugar, de sua etnia e Identidade Cultural. E a cidade ainda não soterrou a todos embaixo da poeira cinza esbranquiçada do desenvolvimento econômico, voraz e destruidor, apesar de algumas boas intenções...
Em Porto Velho ainda há possibilidade de um vislumbre de esperança, se a Vida Cultural não for descuidada. Alem do que já está feito, sente-se que ainda há muito o que fazer, e muito o que crescer. Por isto ainda tão pequeno. Por isto tão grande.
Por isso também o “Amazônia em Cena na Rua” me pareceu tão promissor, jovem, vibrante, transformador. O evento tem as características necessárias para promover o desenvolvimento de uma política cultural de ocupação dos espaços públicos urbanos e devolve-los para o convívio e valorização da cidadania e da cidade.
Dentro de cada apresentação naquela pequena grande praça iluminada, havia uma luz maior que a de fora: a luz do prazer de se apresentar em praça publica para todos, e de trazer dentro do peito o sonho ainda possível da Utopia.
Parabéns aos organizadores e boa sorte no futuro.
(*) Amir Haddad é diretor, ator e autor de textos teatrais, um dos maiores incentivadores do teatro de rua.
Amir Haddad (*)
Estive em Porto Velho para o “Amazônia Encena na Rua”. Saí de lá com a sensação exata, de que em apenas um dia e duas noites de permanência, eu tinha participado de um evento que, de tão grande, que poderia ser, fazia com que ele então parecesse pequeno, diante do que ainda poderá ser.
Nos tempos em que vivemos raramente a esperança tem nos visitado. Na imensidão da Amazônia, em um novo mundo em formação, os caminhos ainda estão abertos, mais abertos que nos grandes centro e aglomerados urbanos.
Que ninguém mais se vanglorie do progresso acelerado. Já sabemos onde isto nos leva. Porto Velho pode construir uma corrente de Desenvolvimento Cultural e Cidadania, que a ajudará escapar da encruzilhada e dos perigos deste “progresso acelerado”
Por suas características urbanas e geográficas, é uma cidade apta a acolher em seus braços e praças a manifestação livre e espontânea da cidadania, através de seus ritos e celebrações culturais. Os moradores, e advindos de outras regiões também, trazem consigo manifestações, em algum lugar, de sua etnia e Identidade Cultural. E a cidade ainda não soterrou a todos embaixo da poeira cinza esbranquiçada do desenvolvimento econômico, voraz e destruidor, apesar de algumas boas intenções...
Em Porto Velho ainda há possibilidade de um vislumbre de esperança, se a Vida Cultural não for descuidada. Alem do que já está feito, sente-se que ainda há muito o que fazer, e muito o que crescer. Por isto ainda tão pequeno. Por isto tão grande.
Por isso também o “Amazônia em Cena na Rua” me pareceu tão promissor, jovem, vibrante, transformador. O evento tem as características necessárias para promover o desenvolvimento de uma política cultural de ocupação dos espaços públicos urbanos e devolve-los para o convívio e valorização da cidadania e da cidade.
Dentro de cada apresentação naquela pequena grande praça iluminada, havia uma luz maior que a de fora: a luz do prazer de se apresentar em praça publica para todos, e de trazer dentro do peito o sonho ainda possível da Utopia.
Parabéns aos organizadores e boa sorte no futuro.
(*) Amir Haddad é diretor, ator e autor de textos teatrais, um dos maiores incentivadores do teatro de rua.
SERÁ QUE AGORA SAI?
MinC recomenda a instalação de conselhos de cultura nos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia.
POLÍTICA CULTURAL
Transcrição do Diário oficial da União de 29 de julho de 2010
Ministério da Cultura
GABINETE DO MINISTRO
RECOMENDAÇÃO No- 7, DE 23 DE JUNHO DE 2010
Recomenda a instalação de conselhos de cultura nos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia.
O CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA CULTURAL - CNPC, reunido em Sessão Ordinária, nos dias 22 e 23 de junho de 2010, e no uso das competências que lhe são conferidas pelo Decreto nº 5.520, de 24 de agosto de 2005, alterado pelo Decreto nº 6.973/2009, tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, aprovado pela Portaria nº 28, de 19 de março de 2010, e: Considerando o esforço nacional efetuado no sentido de construir uma política nacional de cultura com ampla participação popular, e que a não participação dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia neste processo exclui quase 20% da população brasileira do debate sobre a implementação do Sistema Nacional de Cultura e das deliberações da II Conferência Nacional de Cultura; e Considerando que a consolidação do Fundo Nacional de Cultura exigirá, para repasse de recursos federais, a constituição dos conselhos nas esferas estaduais e municipais, além da constituição dos respectivos fundos, o que torna ainda mais grave a ausência destes três estados neste processo, excluindo suas populações do acesso a projetos financiados por recursos federais; Recomenda aos governos dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia, os únicos três estados da federação brasileira a ainda não terem instituído e instalado conselhos estaduais de política cultural, que tomem providências no sentido de constituírem seus conselhos estaduais; e Recomenda que a instalação e implantação destes conselhos seja resultado de processos democráticos de participação popular, estabelecidos em conferências
que devem ser convocadas para este fim.
JOÃO LUIZ SILVA FERREIRA
Presidente do Conselho Nacional de Política Cultural
GUSTAVO VIDIGAL
Secretário-Geral do Conselho Nacional de Política Cultural
Fonte: Diário Oficial da União
POLÍTICA CULTURAL
Transcrição do Diário oficial da União de 29 de julho de 2010
Ministério da Cultura
GABINETE DO MINISTRO
RECOMENDAÇÃO No- 7, DE 23 DE JUNHO DE 2010
Recomenda a instalação de conselhos de cultura nos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia.
O CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA CULTURAL - CNPC, reunido em Sessão Ordinária, nos dias 22 e 23 de junho de 2010, e no uso das competências que lhe são conferidas pelo Decreto nº 5.520, de 24 de agosto de 2005, alterado pelo Decreto nº 6.973/2009, tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, aprovado pela Portaria nº 28, de 19 de março de 2010, e: Considerando o esforço nacional efetuado no sentido de construir uma política nacional de cultura com ampla participação popular, e que a não participação dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia neste processo exclui quase 20% da população brasileira do debate sobre a implementação do Sistema Nacional de Cultura e das deliberações da II Conferência Nacional de Cultura; e Considerando que a consolidação do Fundo Nacional de Cultura exigirá, para repasse de recursos federais, a constituição dos conselhos nas esferas estaduais e municipais, além da constituição dos respectivos fundos, o que torna ainda mais grave a ausência destes três estados neste processo, excluindo suas populações do acesso a projetos financiados por recursos federais; Recomenda aos governos dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia, os únicos três estados da federação brasileira a ainda não terem instituído e instalado conselhos estaduais de política cultural, que tomem providências no sentido de constituírem seus conselhos estaduais; e Recomenda que a instalação e implantação destes conselhos seja resultado de processos democráticos de participação popular, estabelecidos em conferências
que devem ser convocadas para este fim.
JOÃO LUIZ SILVA FERREIRA
Presidente do Conselho Nacional de Política Cultural
GUSTAVO VIDIGAL
Secretário-Geral do Conselho Nacional de Política Cultural
Fonte: Diário Oficial da União
SAÚDE NA AMAZÔNIA
Radis leva exposição Saúde é terra, identidade e cidadania a Manaus
Os jornalistas Rogério Lannes e Adriano De Lavor, do programa Radis da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inauguram, próximo dia 10 de agosto, no saguão do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM), a exposição “Saúde é terra, identidade e cidadania”. A exposição revela, em cerca de 50 fotografias, aspectos da paisagem natural, do cotidiano e dos hábitos de saúde das comunidades de diferentes etnias que vivem no Alto Rio Negro e Rio Xié, no Amazonas, e os momentos de organização política que marcaram a 9ª Assembléia do Povo Xukuru do Ororubá, em Pernambuco. As fotos foram produzidas originalmente para reportagens publicadas pela revista Radis (www.ensp.fiocruz.br/radis) nas edições de abril e agosto de 2009.
Alto Rio Negro
Na Amazônia, cerca de 250 agentes de saúde indígena de 23 etnias da região de São Gabriel da Cachoeira, próxima à divisa do Brasil com Colômbia e Venezuela, participaram em 2009 do Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde, promovido por uma dezena de instituições mobilizadas pela Fiocruz Amazonas. Os alunos receberam ao mesmo tempo formação escolar de nível médio e habilitação como técnicos de saúde indígena. A ideia é capacitá-los para que melhor integrem as equipes que cuidam da saúde de populações com alta vulnerabilidade social e sanitária em 800 assentamentos, que apresentam grandes distâncias físicas entre si, dificuldades de obtenção de alimentos, altos índices de natalidade e mortalidade infantil e elevada incidência de doenças transmissíveis.
Xukurus do Ororubá
No município de Pesqueira, Agreste pernambucano, o assassinato de Xicão — lendário cacique que uniu o povo Xukuru nos anos 1980 e 90, para resgatar a identidade cultural e demarcar e retomar suas terras conforme a Constituição — lembra o de tantos líderes de trabalhadores rurais. A luta dos xukurus continua. Anualmente, em uma assembléia política, eles reafirmam sua caminhada de reconstrução identitária através da defesa do uso produtivo da terra, da educação inclusiva e das tradições indígenas, e reconstroem o último caminho percorrido pelo cacique, assassinado por fazendeiros da região.
Sobre o Radis
Radis (Reunião, Análise e Difusão de Informações sobre Saúde) é um programa nacional de jornalismo em saúde pública, ligado à Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão Ministério da Saúde. Criado em 1982, o programa publica, desde 2002, a revista Radis, enviada gratuitamente para leitores em todo o país. Seu cadastro inclui todas as secretarias de saúde do Brasil, municipais e estaduais, organizações governamentais e não governamentais ligadas à saúde, associações sindicais e de moradores, escolas e profissionais de todos os níveis das áreas da saúde e afins. A assinatura é gratuita, fundada no princípio constitucional de que "saúde é direito de todos e dever do Estado". O Radis entende que tal princípio inclui como dever do Estado e direito de todo brasileiro o acesso a informações claras, precisas e qualificadas sobre saúde.
Créditos e contatos:
SAÚDE É TERRA, IDENTIDADE E CIDADANIA
Local - saguão do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM)
Data – de 10 a 31 de agosto de 2010
Fotos: Rogério Lannes (21) 8810.8633 – rogério@ensp.fiocruz.br / Adriano De Lavor (21) 8107.0705 – delavor@ensp.fiocruz.br
Tratamento de imagens: Marian Starosta e Aristides Dutra
Produção: Justa Helena Franco
Instituição: Programa Radis/Ensp/Fiocruz
Os jornalistas Rogério Lannes e Adriano De Lavor, do programa Radis da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inauguram, próximo dia 10 de agosto, no saguão do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM), a exposição “Saúde é terra, identidade e cidadania”. A exposição revela, em cerca de 50 fotografias, aspectos da paisagem natural, do cotidiano e dos hábitos de saúde das comunidades de diferentes etnias que vivem no Alto Rio Negro e Rio Xié, no Amazonas, e os momentos de organização política que marcaram a 9ª Assembléia do Povo Xukuru do Ororubá, em Pernambuco. As fotos foram produzidas originalmente para reportagens publicadas pela revista Radis (www.ensp.fiocruz.br/radis) nas edições de abril e agosto de 2009.
Alto Rio Negro
Na Amazônia, cerca de 250 agentes de saúde indígena de 23 etnias da região de São Gabriel da Cachoeira, próxima à divisa do Brasil com Colômbia e Venezuela, participaram em 2009 do Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde, promovido por uma dezena de instituições mobilizadas pela Fiocruz Amazonas. Os alunos receberam ao mesmo tempo formação escolar de nível médio e habilitação como técnicos de saúde indígena. A ideia é capacitá-los para que melhor integrem as equipes que cuidam da saúde de populações com alta vulnerabilidade social e sanitária em 800 assentamentos, que apresentam grandes distâncias físicas entre si, dificuldades de obtenção de alimentos, altos índices de natalidade e mortalidade infantil e elevada incidência de doenças transmissíveis.
Xukurus do Ororubá
No município de Pesqueira, Agreste pernambucano, o assassinato de Xicão — lendário cacique que uniu o povo Xukuru nos anos 1980 e 90, para resgatar a identidade cultural e demarcar e retomar suas terras conforme a Constituição — lembra o de tantos líderes de trabalhadores rurais. A luta dos xukurus continua. Anualmente, em uma assembléia política, eles reafirmam sua caminhada de reconstrução identitária através da defesa do uso produtivo da terra, da educação inclusiva e das tradições indígenas, e reconstroem o último caminho percorrido pelo cacique, assassinado por fazendeiros da região.
Sobre o Radis
Radis (Reunião, Análise e Difusão de Informações sobre Saúde) é um programa nacional de jornalismo em saúde pública, ligado à Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão Ministério da Saúde. Criado em 1982, o programa publica, desde 2002, a revista Radis, enviada gratuitamente para leitores em todo o país. Seu cadastro inclui todas as secretarias de saúde do Brasil, municipais e estaduais, organizações governamentais e não governamentais ligadas à saúde, associações sindicais e de moradores, escolas e profissionais de todos os níveis das áreas da saúde e afins. A assinatura é gratuita, fundada no princípio constitucional de que "saúde é direito de todos e dever do Estado". O Radis entende que tal princípio inclui como dever do Estado e direito de todo brasileiro o acesso a informações claras, precisas e qualificadas sobre saúde.
Créditos e contatos:
SAÚDE É TERRA, IDENTIDADE E CIDADANIA
Local - saguão do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM)
Data – de 10 a 31 de agosto de 2010
Fotos: Rogério Lannes (21) 8810.8633 – rogério@ensp.fiocruz.br / Adriano De Lavor (21) 8107.0705 – delavor@ensp.fiocruz.br
Tratamento de imagens: Marian Starosta e Aristides Dutra
Produção: Justa Helena Franco
Instituição: Programa Radis/Ensp/Fiocruz
Assinar:
Postagens (Atom)