Existem 5 estágios em uma carreira :
O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá,
porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa
e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por
exemplo, Heitor de contas a pagar.
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o
nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele:
Heitor, diretor do banco tal.
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal
conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor,
diretor do banco tal'.. Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo
contra sua vontade, em 'amigo profissional'.
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo, e um amigo
profissional.
Amigos que são amigos trocam sentimentos.
Amigos profissionais trocam cartões de visita.
Uma Amizade dura para sempre.
Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto
um estiver sendo útil ao outro.
Amigos de verdade perguntam se podem ajudar.
Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração.
Amigos profissionais estão em uma planilha.
É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos
"networking", um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom
não confundir uma coisa com a outra.
Amigos profissionais são necessários.
Amigos de verdade, indispensáveis.
Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos
contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de
amadores.
(Max Gehringer)
domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
POLÍTICA E CULTURA
MANTENDO A PALAVRA
Estamos de novo em campanha eleitoral, por acaso me lembro de outras por que já passamos, e ainda por acaso recordo de alguns fatos que, espero não se repitam por acaso.
Vamos ser convidados a participar de uma reunião da classe artística com um determinado candidato, levados por alguém que já está engajado na campanha, mas não tem nada a oferecer ao seu candidato.
Então ele marca um encontro para deixar o seu candidato por dentro das necessidades da classe artística, que por sua vez, não vota em companheiros de classe.
Na reunião todos levantam suas lebres, falta isso, não temos aquilo, esse outro já tivemos e por aí vai, o candidato só ouve e balança a cabeça, ora positivamente, ora negativamente.
O encaminhador da dita reunião, sempre de olho no candidato levado por ele, faz cara de insatisfação, ora de satisfação, sempre em direção ao seu candidato, dando a entender que está por dentro do assunto.
No final, cada um fez a defesa de sua área, (não da classe), e aí sim o levador do candidato pede a palavra e diz: bem agora o nosso (dele) candidato fará uso da palavra.
Bem, diz o candidato, estou pasmo com a falta de apoio a cultura de nosso Estado, ou Cidade, me comprometo e defender a nossa (dele?) cultura, junto a Administração, vou lutar para o desenvolvimento dela.
Isso posto o levador de candidato, sai da reunião, com ar de sabedor das causas culturais, a classe de sente ouvida, o candidato aliviado, por participar de uma reunião onde de nada sabe e nem ouviu falar.
No fritar dos ovos de codorna do bar, fica tudo do jeito que está ou não deveria ficar, passada essa eleição daqui a dois anos vem outra e quem levou, levou, quem não levou, espera o próximo levador, da próxima reunião da classe.
Carlinhos maracanã
Agitador cultural, com propostas de classe.
Estamos de novo em campanha eleitoral, por acaso me lembro de outras por que já passamos, e ainda por acaso recordo de alguns fatos que, espero não se repitam por acaso.
Vamos ser convidados a participar de uma reunião da classe artística com um determinado candidato, levados por alguém que já está engajado na campanha, mas não tem nada a oferecer ao seu candidato.
Então ele marca um encontro para deixar o seu candidato por dentro das necessidades da classe artística, que por sua vez, não vota em companheiros de classe.
Na reunião todos levantam suas lebres, falta isso, não temos aquilo, esse outro já tivemos e por aí vai, o candidato só ouve e balança a cabeça, ora positivamente, ora negativamente.
O encaminhador da dita reunião, sempre de olho no candidato levado por ele, faz cara de insatisfação, ora de satisfação, sempre em direção ao seu candidato, dando a entender que está por dentro do assunto.
No final, cada um fez a defesa de sua área, (não da classe), e aí sim o levador do candidato pede a palavra e diz: bem agora o nosso (dele) candidato fará uso da palavra.
Bem, diz o candidato, estou pasmo com a falta de apoio a cultura de nosso Estado, ou Cidade, me comprometo e defender a nossa (dele?) cultura, junto a Administração, vou lutar para o desenvolvimento dela.
Isso posto o levador de candidato, sai da reunião, com ar de sabedor das causas culturais, a classe de sente ouvida, o candidato aliviado, por participar de uma reunião onde de nada sabe e nem ouviu falar.
No fritar dos ovos de codorna do bar, fica tudo do jeito que está ou não deveria ficar, passada essa eleição daqui a dois anos vem outra e quem levou, levou, quem não levou, espera o próximo levador, da próxima reunião da classe.
Carlinhos maracanã
Agitador cultural, com propostas de classe.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
AFRO-BRASILEIRO
EXPRESSIVIDADE E SIMBOLOGIA.
Custou para que a cultura afro-brasileira fosse percebida como algo importante, profundo e próprio.
Durante muito tempo ela foi perseguida, malvista e incompreendida: proibiram-se os atabaques, os batuques, o candomblé, a capoeira e ata os sambas, por isso, muitos nunca chegaram a conhecer de fato essas tradições, confundindo expressões de fé, de profunda sabedoria e de alegria com superstição ou, mais tarde, nomeando-as como folclore.
Para entender a expressividade e a simbologia dessas tradições, histórias e musicas certamente é preciso ouvi-las, vê-las e senti-las, também é necessário atenção para compreender trajetórias e memórias de indivíduos e comunidades e suas ancestralidade ainda pouco conhecidas.
Elas nos mostram outras percepções de mundo, evidenciam formas próprias de ser exigem respostas que talvez ainda não tenham sido dadas.
Apesar do evidente processo de reconhecimento da importância das tradições afro-brasileiras e de sua inclusão na sociedade moderna, mesmo que a passos lentos, há ainda muitas pessoas que não as igualam a outras mais conhecidas e difundidas, isso acontece, em geral, por desconhecimento ou por preconceitos criados e transmitidos por séculos, e que, infelizmente, perduram até os dias de hoje.
Fonte: Ângela Luhning.
Custou para que a cultura afro-brasileira fosse percebida como algo importante, profundo e próprio.
Durante muito tempo ela foi perseguida, malvista e incompreendida: proibiram-se os atabaques, os batuques, o candomblé, a capoeira e ata os sambas, por isso, muitos nunca chegaram a conhecer de fato essas tradições, confundindo expressões de fé, de profunda sabedoria e de alegria com superstição ou, mais tarde, nomeando-as como folclore.
Para entender a expressividade e a simbologia dessas tradições, histórias e musicas certamente é preciso ouvi-las, vê-las e senti-las, também é necessário atenção para compreender trajetórias e memórias de indivíduos e comunidades e suas ancestralidade ainda pouco conhecidas.
Elas nos mostram outras percepções de mundo, evidenciam formas próprias de ser exigem respostas que talvez ainda não tenham sido dadas.
Apesar do evidente processo de reconhecimento da importância das tradições afro-brasileiras e de sua inclusão na sociedade moderna, mesmo que a passos lentos, há ainda muitas pessoas que não as igualam a outras mais conhecidas e difundidas, isso acontece, em geral, por desconhecimento ou por preconceitos criados e transmitidos por séculos, e que, infelizmente, perduram até os dias de hoje.
Fonte: Ângela Luhning.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
QUE BOM
A Volta da Esperança
Amir Haddad (*)
Estive em Porto Velho para o “Amazônia Encena na Rua”. Saí de lá com a sensação exata, de que em apenas um dia e duas noites de permanência, eu tinha participado de um evento que, de tão grande, que poderia ser, fazia com que ele então parecesse pequeno, diante do que ainda poderá ser.
Nos tempos em que vivemos raramente a esperança tem nos visitado. Na imensidão da Amazônia, em um novo mundo em formação, os caminhos ainda estão abertos, mais abertos que nos grandes centro e aglomerados urbanos.
Que ninguém mais se vanglorie do progresso acelerado. Já sabemos onde isto nos leva. Porto Velho pode construir uma corrente de Desenvolvimento Cultural e Cidadania, que a ajudará escapar da encruzilhada e dos perigos deste “progresso acelerado”
Por suas características urbanas e geográficas, é uma cidade apta a acolher em seus braços e praças a manifestação livre e espontânea da cidadania, através de seus ritos e celebrações culturais. Os moradores, e advindos de outras regiões também, trazem consigo manifestações, em algum lugar, de sua etnia e Identidade Cultural. E a cidade ainda não soterrou a todos embaixo da poeira cinza esbranquiçada do desenvolvimento econômico, voraz e destruidor, apesar de algumas boas intenções...
Em Porto Velho ainda há possibilidade de um vislumbre de esperança, se a Vida Cultural não for descuidada. Alem do que já está feito, sente-se que ainda há muito o que fazer, e muito o que crescer. Por isto ainda tão pequeno. Por isto tão grande.
Por isso também o “Amazônia em Cena na Rua” me pareceu tão promissor, jovem, vibrante, transformador. O evento tem as características necessárias para promover o desenvolvimento de uma política cultural de ocupação dos espaços públicos urbanos e devolve-los para o convívio e valorização da cidadania e da cidade.
Dentro de cada apresentação naquela pequena grande praça iluminada, havia uma luz maior que a de fora: a luz do prazer de se apresentar em praça publica para todos, e de trazer dentro do peito o sonho ainda possível da Utopia.
Parabéns aos organizadores e boa sorte no futuro.
(*) Amir Haddad é diretor, ator e autor de textos teatrais, um dos maiores incentivadores do teatro de rua.
Amir Haddad (*)
Estive em Porto Velho para o “Amazônia Encena na Rua”. Saí de lá com a sensação exata, de que em apenas um dia e duas noites de permanência, eu tinha participado de um evento que, de tão grande, que poderia ser, fazia com que ele então parecesse pequeno, diante do que ainda poderá ser.
Nos tempos em que vivemos raramente a esperança tem nos visitado. Na imensidão da Amazônia, em um novo mundo em formação, os caminhos ainda estão abertos, mais abertos que nos grandes centro e aglomerados urbanos.
Que ninguém mais se vanglorie do progresso acelerado. Já sabemos onde isto nos leva. Porto Velho pode construir uma corrente de Desenvolvimento Cultural e Cidadania, que a ajudará escapar da encruzilhada e dos perigos deste “progresso acelerado”
Por suas características urbanas e geográficas, é uma cidade apta a acolher em seus braços e praças a manifestação livre e espontânea da cidadania, através de seus ritos e celebrações culturais. Os moradores, e advindos de outras regiões também, trazem consigo manifestações, em algum lugar, de sua etnia e Identidade Cultural. E a cidade ainda não soterrou a todos embaixo da poeira cinza esbranquiçada do desenvolvimento econômico, voraz e destruidor, apesar de algumas boas intenções...
Em Porto Velho ainda há possibilidade de um vislumbre de esperança, se a Vida Cultural não for descuidada. Alem do que já está feito, sente-se que ainda há muito o que fazer, e muito o que crescer. Por isto ainda tão pequeno. Por isto tão grande.
Por isso também o “Amazônia em Cena na Rua” me pareceu tão promissor, jovem, vibrante, transformador. O evento tem as características necessárias para promover o desenvolvimento de uma política cultural de ocupação dos espaços públicos urbanos e devolve-los para o convívio e valorização da cidadania e da cidade.
Dentro de cada apresentação naquela pequena grande praça iluminada, havia uma luz maior que a de fora: a luz do prazer de se apresentar em praça publica para todos, e de trazer dentro do peito o sonho ainda possível da Utopia.
Parabéns aos organizadores e boa sorte no futuro.
(*) Amir Haddad é diretor, ator e autor de textos teatrais, um dos maiores incentivadores do teatro de rua.
SERÁ QUE AGORA SAI?
MinC recomenda a instalação de conselhos de cultura nos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia.
POLÍTICA CULTURAL
Transcrição do Diário oficial da União de 29 de julho de 2010
Ministério da Cultura
GABINETE DO MINISTRO
RECOMENDAÇÃO No- 7, DE 23 DE JUNHO DE 2010
Recomenda a instalação de conselhos de cultura nos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia.
O CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA CULTURAL - CNPC, reunido em Sessão Ordinária, nos dias 22 e 23 de junho de 2010, e no uso das competências que lhe são conferidas pelo Decreto nº 5.520, de 24 de agosto de 2005, alterado pelo Decreto nº 6.973/2009, tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, aprovado pela Portaria nº 28, de 19 de março de 2010, e: Considerando o esforço nacional efetuado no sentido de construir uma política nacional de cultura com ampla participação popular, e que a não participação dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia neste processo exclui quase 20% da população brasileira do debate sobre a implementação do Sistema Nacional de Cultura e das deliberações da II Conferência Nacional de Cultura; e Considerando que a consolidação do Fundo Nacional de Cultura exigirá, para repasse de recursos federais, a constituição dos conselhos nas esferas estaduais e municipais, além da constituição dos respectivos fundos, o que torna ainda mais grave a ausência destes três estados neste processo, excluindo suas populações do acesso a projetos financiados por recursos federais; Recomenda aos governos dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia, os únicos três estados da federação brasileira a ainda não terem instituído e instalado conselhos estaduais de política cultural, que tomem providências no sentido de constituírem seus conselhos estaduais; e Recomenda que a instalação e implantação destes conselhos seja resultado de processos democráticos de participação popular, estabelecidos em conferências
que devem ser convocadas para este fim.
JOÃO LUIZ SILVA FERREIRA
Presidente do Conselho Nacional de Política Cultural
GUSTAVO VIDIGAL
Secretário-Geral do Conselho Nacional de Política Cultural
Fonte: Diário Oficial da União
POLÍTICA CULTURAL
Transcrição do Diário oficial da União de 29 de julho de 2010
Ministério da Cultura
GABINETE DO MINISTRO
RECOMENDAÇÃO No- 7, DE 23 DE JUNHO DE 2010
Recomenda a instalação de conselhos de cultura nos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia.
O CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA CULTURAL - CNPC, reunido em Sessão Ordinária, nos dias 22 e 23 de junho de 2010, e no uso das competências que lhe são conferidas pelo Decreto nº 5.520, de 24 de agosto de 2005, alterado pelo Decreto nº 6.973/2009, tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, aprovado pela Portaria nº 28, de 19 de março de 2010, e: Considerando o esforço nacional efetuado no sentido de construir uma política nacional de cultura com ampla participação popular, e que a não participação dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia neste processo exclui quase 20% da população brasileira do debate sobre a implementação do Sistema Nacional de Cultura e das deliberações da II Conferência Nacional de Cultura; e Considerando que a consolidação do Fundo Nacional de Cultura exigirá, para repasse de recursos federais, a constituição dos conselhos nas esferas estaduais e municipais, além da constituição dos respectivos fundos, o que torna ainda mais grave a ausência destes três estados neste processo, excluindo suas populações do acesso a projetos financiados por recursos federais; Recomenda aos governos dos estados de Minas Gerais, Paraná e Rondônia, os únicos três estados da federação brasileira a ainda não terem instituído e instalado conselhos estaduais de política cultural, que tomem providências no sentido de constituírem seus conselhos estaduais; e Recomenda que a instalação e implantação destes conselhos seja resultado de processos democráticos de participação popular, estabelecidos em conferências
que devem ser convocadas para este fim.
JOÃO LUIZ SILVA FERREIRA
Presidente do Conselho Nacional de Política Cultural
GUSTAVO VIDIGAL
Secretário-Geral do Conselho Nacional de Política Cultural
Fonte: Diário Oficial da União
SAÚDE NA AMAZÔNIA
Radis leva exposição Saúde é terra, identidade e cidadania a Manaus
Os jornalistas Rogério Lannes e Adriano De Lavor, do programa Radis da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inauguram, próximo dia 10 de agosto, no saguão do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM), a exposição “Saúde é terra, identidade e cidadania”. A exposição revela, em cerca de 50 fotografias, aspectos da paisagem natural, do cotidiano e dos hábitos de saúde das comunidades de diferentes etnias que vivem no Alto Rio Negro e Rio Xié, no Amazonas, e os momentos de organização política que marcaram a 9ª Assembléia do Povo Xukuru do Ororubá, em Pernambuco. As fotos foram produzidas originalmente para reportagens publicadas pela revista Radis (www.ensp.fiocruz.br/radis) nas edições de abril e agosto de 2009.
Alto Rio Negro
Na Amazônia, cerca de 250 agentes de saúde indígena de 23 etnias da região de São Gabriel da Cachoeira, próxima à divisa do Brasil com Colômbia e Venezuela, participaram em 2009 do Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde, promovido por uma dezena de instituições mobilizadas pela Fiocruz Amazonas. Os alunos receberam ao mesmo tempo formação escolar de nível médio e habilitação como técnicos de saúde indígena. A ideia é capacitá-los para que melhor integrem as equipes que cuidam da saúde de populações com alta vulnerabilidade social e sanitária em 800 assentamentos, que apresentam grandes distâncias físicas entre si, dificuldades de obtenção de alimentos, altos índices de natalidade e mortalidade infantil e elevada incidência de doenças transmissíveis.
Xukurus do Ororubá
No município de Pesqueira, Agreste pernambucano, o assassinato de Xicão — lendário cacique que uniu o povo Xukuru nos anos 1980 e 90, para resgatar a identidade cultural e demarcar e retomar suas terras conforme a Constituição — lembra o de tantos líderes de trabalhadores rurais. A luta dos xukurus continua. Anualmente, em uma assembléia política, eles reafirmam sua caminhada de reconstrução identitária através da defesa do uso produtivo da terra, da educação inclusiva e das tradições indígenas, e reconstroem o último caminho percorrido pelo cacique, assassinado por fazendeiros da região.
Sobre o Radis
Radis (Reunião, Análise e Difusão de Informações sobre Saúde) é um programa nacional de jornalismo em saúde pública, ligado à Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão Ministério da Saúde. Criado em 1982, o programa publica, desde 2002, a revista Radis, enviada gratuitamente para leitores em todo o país. Seu cadastro inclui todas as secretarias de saúde do Brasil, municipais e estaduais, organizações governamentais e não governamentais ligadas à saúde, associações sindicais e de moradores, escolas e profissionais de todos os níveis das áreas da saúde e afins. A assinatura é gratuita, fundada no princípio constitucional de que "saúde é direito de todos e dever do Estado". O Radis entende que tal princípio inclui como dever do Estado e direito de todo brasileiro o acesso a informações claras, precisas e qualificadas sobre saúde.
Créditos e contatos:
SAÚDE É TERRA, IDENTIDADE E CIDADANIA
Local - saguão do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM)
Data – de 10 a 31 de agosto de 2010
Fotos: Rogério Lannes (21) 8810.8633 – rogério@ensp.fiocruz.br / Adriano De Lavor (21) 8107.0705 – delavor@ensp.fiocruz.br
Tratamento de imagens: Marian Starosta e Aristides Dutra
Produção: Justa Helena Franco
Instituição: Programa Radis/Ensp/Fiocruz
Os jornalistas Rogério Lannes e Adriano De Lavor, do programa Radis da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inauguram, próximo dia 10 de agosto, no saguão do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM), a exposição “Saúde é terra, identidade e cidadania”. A exposição revela, em cerca de 50 fotografias, aspectos da paisagem natural, do cotidiano e dos hábitos de saúde das comunidades de diferentes etnias que vivem no Alto Rio Negro e Rio Xié, no Amazonas, e os momentos de organização política que marcaram a 9ª Assembléia do Povo Xukuru do Ororubá, em Pernambuco. As fotos foram produzidas originalmente para reportagens publicadas pela revista Radis (www.ensp.fiocruz.br/radis) nas edições de abril e agosto de 2009.
Alto Rio Negro
Na Amazônia, cerca de 250 agentes de saúde indígena de 23 etnias da região de São Gabriel da Cachoeira, próxima à divisa do Brasil com Colômbia e Venezuela, participaram em 2009 do Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde, promovido por uma dezena de instituições mobilizadas pela Fiocruz Amazonas. Os alunos receberam ao mesmo tempo formação escolar de nível médio e habilitação como técnicos de saúde indígena. A ideia é capacitá-los para que melhor integrem as equipes que cuidam da saúde de populações com alta vulnerabilidade social e sanitária em 800 assentamentos, que apresentam grandes distâncias físicas entre si, dificuldades de obtenção de alimentos, altos índices de natalidade e mortalidade infantil e elevada incidência de doenças transmissíveis.
Xukurus do Ororubá
No município de Pesqueira, Agreste pernambucano, o assassinato de Xicão — lendário cacique que uniu o povo Xukuru nos anos 1980 e 90, para resgatar a identidade cultural e demarcar e retomar suas terras conforme a Constituição — lembra o de tantos líderes de trabalhadores rurais. A luta dos xukurus continua. Anualmente, em uma assembléia política, eles reafirmam sua caminhada de reconstrução identitária através da defesa do uso produtivo da terra, da educação inclusiva e das tradições indígenas, e reconstroem o último caminho percorrido pelo cacique, assassinado por fazendeiros da região.
Sobre o Radis
Radis (Reunião, Análise e Difusão de Informações sobre Saúde) é um programa nacional de jornalismo em saúde pública, ligado à Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão Ministério da Saúde. Criado em 1982, o programa publica, desde 2002, a revista Radis, enviada gratuitamente para leitores em todo o país. Seu cadastro inclui todas as secretarias de saúde do Brasil, municipais e estaduais, organizações governamentais e não governamentais ligadas à saúde, associações sindicais e de moradores, escolas e profissionais de todos os níveis das áreas da saúde e afins. A assinatura é gratuita, fundada no princípio constitucional de que "saúde é direito de todos e dever do Estado". O Radis entende que tal princípio inclui como dever do Estado e direito de todo brasileiro o acesso a informações claras, precisas e qualificadas sobre saúde.
Créditos e contatos:
SAÚDE É TERRA, IDENTIDADE E CIDADANIA
Local - saguão do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus (AM)
Data – de 10 a 31 de agosto de 2010
Fotos: Rogério Lannes (21) 8810.8633 – rogério@ensp.fiocruz.br / Adriano De Lavor (21) 8107.0705 – delavor@ensp.fiocruz.br
Tratamento de imagens: Marian Starosta e Aristides Dutra
Produção: Justa Helena Franco
Instituição: Programa Radis/Ensp/Fiocruz
A LUZ DO ARTISTA
Show de Sílvio Santos brilha na escuridão
Por Antônio Serpa do Amaral Filho
Apesar da Fundação Iaripuna tem deixado o palco às escura, por falta de iluminação artística, o show de Sílvio Santos brilhou no escuro da noite como um diamante fosforescente desafiando as trevas da falta de sensibilidade operacional dos nossos gerentes administrativos. A apresentação do incandescente compositor e folclorista Sílvio Santos aconteceu no último circuito do projeto “Ernesto Melo e a Fina do Samba”, apresentado dia 30 de julho, na sexta-feira passada, no Mercado Cultura, no centro histórico de Porto Velho.
Em que pese o projeto Fina Flor do Samba ser hoje o maior ponto de encontro de sambistas da capital e ser também a produção cultural que mais divulga uma das maiores obras do prefeito Roberto Sobrinho, o Mercado Cultural, a administração petista insiste em tratar o projeto com a miopia digna dos que têm olhos sãos e não querem enxergar um elefante branco trotando à luz do dia. Sílvio, que não dá bom dia a cavalo, foi providencialmente irônico e, na abertura do seu espetáculo musical, cumprimentou e agradeceu ao Tátá, presidente da Fundação Iaripuna, “o patrocínio da iluminação do show”. A platéia compareceu em massa, curtiu, cantou e dançou, prestigiando a performance do compositor.
Trajando um blazer estiloso, Sílvio inaugurou seu leque repertorial com “Amor de Quatro Dias’, relembrando nostalgicamente, ainda que de passagem, o caso de amor da dupla mais romântica dos velhos carnavais: os clássicos Pierrot e Colombina. E a partir daí seguiu desfiando seu novelo de composições, surpreendendo a quem só o conhecia como amo de boi e jornalista do Diário da Amazônia e maravilhando quem já sabia desse seu potencial. O samba do Cara de Paca, como também é chamado, tem a marca da heterogeneidade, tanto temática quanto estilística. Daí ele ser capaz de encerrar um belíssimo samba-canção e ingressar frenético em meia dúzia de sambas-enredos, depois de ter passeado de sapatinho branco na passarela do samba de breque.
Em “Porto, Velho Porto” sua veia memorialista deságua na ilharga de uma suburbana cidadela temperada pelo papo sadio, pequenos senões e uma beleza sem par numa Porto Velho de João Barril que ninguém imaginava que fosse se transformar no que é hoje. Acelerando o andamento e colocando no arranjo um acorde perfeito maior, Zé Katraca, como também é conhecido o compositor, apresentou ao público seu pout porri de marcantes e vitoriosos sambas-enredos, construídos a partir de profundo mergulho na literatura nacional, na lembrança dos personagens históricos da cidade e do nosso carnaval, como Camões, o poeta genial, e Afonso Henriques, fundador da primeira dinastia (de Borgonha), Marize Castiel, o bairro Caiari, a feira e outros.
A canção “Odoiá Bahia”, feita em parceria com Valdemir Pinheiro da Silva, o Bainha, merece registro especial por ter sido a grande vencedora do primeiro Festival de Música Popular Brasileira de Rondônia – o FEMPOBRO. Uma outra pétala clássica do buquê de notas musicais de Sílvio, a lendária “Ceará, Lendas, Rendas e Crenças”, escrita em parceria com Babá e Haroldo, fez o público relembrar e cantar junto uma das mais bonitas páginas da composição regional no gênero samba-enredo. Nesse momento de absoluto êxtase musical, depois de ter reverenciado o também compositor Ernesto Melo, cantando Veriana, de 1984, todos os espíritos que perfazem a história e a memória da cidade desceram no centro histórico, como se estivessem sendo abduzidos por seus cavalos no chão de terra batida de Santa Bárbara e Samburucu.
Para fechar em grande estilo sua apresentação e mostrar o potencial criativo da gente Guaporé só faltava mesmo Sílvio Santos convidar o povo a cantar as marchinhas do maior bloco carnavalesco da amazônia ocidental, a Banda do Vai Quem Quer. O que foi feito. A lua brilhando no céu e a fluorescente poesia do samba reluzindo em frente ao Palácio Presidente Vargas deixaram uma só certeza: nada substitui o talento e a espiritualidade da gente desta terra, em meio ao violento processo de transformação por que estamos passando. Apesar dos pesares, o show de Sílvio Santos brilhou na escuridão cênica do Bar do Zizi. Salve o compositor popular!
Por Antônio Serpa do Amaral Filho
Apesar da Fundação Iaripuna tem deixado o palco às escura, por falta de iluminação artística, o show de Sílvio Santos brilhou no escuro da noite como um diamante fosforescente desafiando as trevas da falta de sensibilidade operacional dos nossos gerentes administrativos. A apresentação do incandescente compositor e folclorista Sílvio Santos aconteceu no último circuito do projeto “Ernesto Melo e a Fina do Samba”, apresentado dia 30 de julho, na sexta-feira passada, no Mercado Cultura, no centro histórico de Porto Velho.
Em que pese o projeto Fina Flor do Samba ser hoje o maior ponto de encontro de sambistas da capital e ser também a produção cultural que mais divulga uma das maiores obras do prefeito Roberto Sobrinho, o Mercado Cultural, a administração petista insiste em tratar o projeto com a miopia digna dos que têm olhos sãos e não querem enxergar um elefante branco trotando à luz do dia. Sílvio, que não dá bom dia a cavalo, foi providencialmente irônico e, na abertura do seu espetáculo musical, cumprimentou e agradeceu ao Tátá, presidente da Fundação Iaripuna, “o patrocínio da iluminação do show”. A platéia compareceu em massa, curtiu, cantou e dançou, prestigiando a performance do compositor.
Trajando um blazer estiloso, Sílvio inaugurou seu leque repertorial com “Amor de Quatro Dias’, relembrando nostalgicamente, ainda que de passagem, o caso de amor da dupla mais romântica dos velhos carnavais: os clássicos Pierrot e Colombina. E a partir daí seguiu desfiando seu novelo de composições, surpreendendo a quem só o conhecia como amo de boi e jornalista do Diário da Amazônia e maravilhando quem já sabia desse seu potencial. O samba do Cara de Paca, como também é chamado, tem a marca da heterogeneidade, tanto temática quanto estilística. Daí ele ser capaz de encerrar um belíssimo samba-canção e ingressar frenético em meia dúzia de sambas-enredos, depois de ter passeado de sapatinho branco na passarela do samba de breque.
Em “Porto, Velho Porto” sua veia memorialista deságua na ilharga de uma suburbana cidadela temperada pelo papo sadio, pequenos senões e uma beleza sem par numa Porto Velho de João Barril que ninguém imaginava que fosse se transformar no que é hoje. Acelerando o andamento e colocando no arranjo um acorde perfeito maior, Zé Katraca, como também é conhecido o compositor, apresentou ao público seu pout porri de marcantes e vitoriosos sambas-enredos, construídos a partir de profundo mergulho na literatura nacional, na lembrança dos personagens históricos da cidade e do nosso carnaval, como Camões, o poeta genial, e Afonso Henriques, fundador da primeira dinastia (de Borgonha), Marize Castiel, o bairro Caiari, a feira e outros.
A canção “Odoiá Bahia”, feita em parceria com Valdemir Pinheiro da Silva, o Bainha, merece registro especial por ter sido a grande vencedora do primeiro Festival de Música Popular Brasileira de Rondônia – o FEMPOBRO. Uma outra pétala clássica do buquê de notas musicais de Sílvio, a lendária “Ceará, Lendas, Rendas e Crenças”, escrita em parceria com Babá e Haroldo, fez o público relembrar e cantar junto uma das mais bonitas páginas da composição regional no gênero samba-enredo. Nesse momento de absoluto êxtase musical, depois de ter reverenciado o também compositor Ernesto Melo, cantando Veriana, de 1984, todos os espíritos que perfazem a história e a memória da cidade desceram no centro histórico, como se estivessem sendo abduzidos por seus cavalos no chão de terra batida de Santa Bárbara e Samburucu.
Para fechar em grande estilo sua apresentação e mostrar o potencial criativo da gente Guaporé só faltava mesmo Sílvio Santos convidar o povo a cantar as marchinhas do maior bloco carnavalesco da amazônia ocidental, a Banda do Vai Quem Quer. O que foi feito. A lua brilhando no céu e a fluorescente poesia do samba reluzindo em frente ao Palácio Presidente Vargas deixaram uma só certeza: nada substitui o talento e a espiritualidade da gente desta terra, em meio ao violento processo de transformação por que estamos passando. Apesar dos pesares, o show de Sílvio Santos brilhou na escuridão cênica do Bar do Zizi. Salve o compositor popular!
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