Após sete anos, Senado aprova Estatuto da Igualdade Racial
Previsão de cotas para negros foi retirada do projeto, que entra em vigor após sanção presidencial
16 de junho de 2010 | 19h 54
Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo / BRASÍLIA
Alvo de discussões acirradas nos sete anos de tramitação, o projeto de lei que institui no País o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado nesta quarta-feira, 16, no Senado, em votação simbólica, e entrará em vigor logo que for sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O substitutivo final negociado pelo governo e pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO) suprimiu do texto a previsão de cotas para negros na educação, serviço público e privado e nos partidos políticos. Deixou, ainda, de fora o ponto que previa a adoção de política pública de saúde exclusiva para população negra.
Representantes da comunidade negra, chegaram a ensaiar um protesto pela manhã, quando da aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O tom contrário deu lugar à receptividade, quando ouviram as explicações do autor do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS), do ex e do atual ministro da Igualdade Racial, respectivamente deputado Edson Santos (PT-RJ) e Elói Ferreira de Araujo. Segundo eles, embora não seja o ideal, o estatuto retrata 90% dos anseios dos movimentos negros do País.
O ministro e o deputado asseguram que, ao definir como política pública a implementação de programas de ações afirmativas, o estatuto dará condições ao governo de regulamentar por decreto a adoção de cotas ou outro tipo de bonificação em favor da população negra.
"Fazer um cavalo de batalha em cima das cotas, quando a ação afirmativa está assegurada, é pouco inteligente", afirmou o deputado. "A proposta foi negociada com todo o governo, até porque não teria sentido adotar medidas sem esse tipo de apoio", destaca ele.
O ministro da Igualdade Racial avalia que a aprovação do estatuto "foi uma vitória da Nação brasileira" porque reflete "o melhor entendimento possível em torno do assunto". O senador Paulo Paim disse que "não vai jogar a toalha com a aprovação do estatuto" e que continuará defendendo os direitos dos negros.
Conflitos
Durante a negociação do projeto, o relator Demóstenes Torres manteve a posição de não acatar medidas que, na sua opinião, resultaria no acirramento dos conflitos relacionados à cor da pele.
O senador citou como exemplo a adoção de cotas no serviço público ou privado, mediante a oferta de incentivos fiscais para empresas, o que - na sua opinião - resultaria na demissão de trabalhadores brancos pobres para contratação de negros.
Nos casos não previstos na Constituição, ele trocou a menção de "raça" pela de etnia, "para combater a falsa ideia de que existe outra raça, além da raça humana". Foi ainda contrário ao uso da expressão "fortalecer a identidade negra", por entender que não existe uma identidade paralela à identidade branca.
"O que existe é uma identidade brasileira", defende. "Apesar de existentes, o preconceito e a discriminação no País não serviram para impedir a formação de uma sociedade plural, diversa e miscigenada, na qual os valores nacionais são vivenciados pelos negros e pelos brancos".
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A mulher e a Educação
Antonieta de Barros: mulher, educadora e política
"Toda ação requer instrumento. E o instrumento máximo da vida é a instrução... E só vive, no sentido humano da palavra, o que pensa. Os outros se movem, tão somente".
( Antonieta de Barros-1933)
Filha de Rodolfo e Catarina de Barros, Antonieta de Barros nasceu em Florianópolis, Santa Catarina em 11 de julho de 1901.De família humilde muito cedo se tornou órfã de pai. Antonieta, filha de lavadeira, foi alfabetizada com cinco anos e, ao sete foi matriculada na Escola Lauro Muller para cursar o primário. Ingressou com 17 anos no curso normal com ajuda de um influente amigo da família. Sua vocação para o magistério mobilizou-a pela criação , em sua residência, de um curso para alfabetizar crianças carentes. Denominado "Curso Particular Antonieta de Barros" funcionou de 1922 à 1964 na rua Fernando Machado, número 32, no centro de Florianópolis.
No ano de 1933, com notável conhecimento da literatura e língua portuguesa, foi nomeada professora da Escola Complementar Lauro Muller. Em 1934 foi efetivada como professora da Escola Normal Catarinense. Lecionou no Colégio Coração de Jesus e no Instituto Estadual de Educação, este último dirigiu de 1944 à 1951 quando de sua aposentadoria.
Sua atuação como jornalista inicia-se em 1922 com a fundação do jornal "A Semana". Escreveu para vários jornais e, no ano de 1937, com o pseudônimo de Maria da Ilha publicou "Farrapos de idéias" onde reúne suas crônicas.
Influente, e com idéias firmes em defesa do magistério e do direito à educação para os menos favorecidos, em 1934 apresenta seu nome para a Constituinte Estadual concorrendo pelo Partido Liberal. Foi a primeira mulher a participar do processo constituinte no estado de Santa Catarina e foi eleita deputada estadual com 35.484 votos. Atuou como parlamentar até o ano de 1937 quando o então presidente Vargas determinou o fechamento do Congresso Nacional e das Assembléias Legislativas.
Retornou à política em 1948, como primeira suplente convocada à Assembléia Legislativa, atuando pelo Partido Social Democrático. Defendeu os professores e a implantação de concursos públicos para a categoria; apresentou projetos para a escolha de diretores de escolas e que propõe bolsas escolares para os cursos superiores.
Antonieta de Barros faleceu no dia 18 de março de 1952, aos 51 anos. E assim como sua irmã, a professora Leonor de Barros, empresta seu nome para Escolas e logradouros públicos. Chama-se também Antonieta de Barros, o túnel de Florianópolis e a medalha concedida anualmente pela Assembléia Legislativa a mulheres com relevantes serviços prestados em defesa dos diretos da mulher catarinense.
Por Oscar Henrique Cardoso, Especial para o Portal Palmares
"Toda ação requer instrumento. E o instrumento máximo da vida é a instrução... E só vive, no sentido humano da palavra, o que pensa. Os outros se movem, tão somente".
( Antonieta de Barros-1933)
Filha de Rodolfo e Catarina de Barros, Antonieta de Barros nasceu em Florianópolis, Santa Catarina em 11 de julho de 1901.De família humilde muito cedo se tornou órfã de pai. Antonieta, filha de lavadeira, foi alfabetizada com cinco anos e, ao sete foi matriculada na Escola Lauro Muller para cursar o primário. Ingressou com 17 anos no curso normal com ajuda de um influente amigo da família. Sua vocação para o magistério mobilizou-a pela criação , em sua residência, de um curso para alfabetizar crianças carentes. Denominado "Curso Particular Antonieta de Barros" funcionou de 1922 à 1964 na rua Fernando Machado, número 32, no centro de Florianópolis.
No ano de 1933, com notável conhecimento da literatura e língua portuguesa, foi nomeada professora da Escola Complementar Lauro Muller. Em 1934 foi efetivada como professora da Escola Normal Catarinense. Lecionou no Colégio Coração de Jesus e no Instituto Estadual de Educação, este último dirigiu de 1944 à 1951 quando de sua aposentadoria.
Sua atuação como jornalista inicia-se em 1922 com a fundação do jornal "A Semana". Escreveu para vários jornais e, no ano de 1937, com o pseudônimo de Maria da Ilha publicou "Farrapos de idéias" onde reúne suas crônicas.
Influente, e com idéias firmes em defesa do magistério e do direito à educação para os menos favorecidos, em 1934 apresenta seu nome para a Constituinte Estadual concorrendo pelo Partido Liberal. Foi a primeira mulher a participar do processo constituinte no estado de Santa Catarina e foi eleita deputada estadual com 35.484 votos. Atuou como parlamentar até o ano de 1937 quando o então presidente Vargas determinou o fechamento do Congresso Nacional e das Assembléias Legislativas.
Retornou à política em 1948, como primeira suplente convocada à Assembléia Legislativa, atuando pelo Partido Social Democrático. Defendeu os professores e a implantação de concursos públicos para a categoria; apresentou projetos para a escolha de diretores de escolas e que propõe bolsas escolares para os cursos superiores.
Antonieta de Barros faleceu no dia 18 de março de 1952, aos 51 anos. E assim como sua irmã, a professora Leonor de Barros, empresta seu nome para Escolas e logradouros públicos. Chama-se também Antonieta de Barros, o túnel de Florianópolis e a medalha concedida anualmente pela Assembléia Legislativa a mulheres com relevantes serviços prestados em defesa dos diretos da mulher catarinense.
Por Oscar Henrique Cardoso, Especial para o Portal Palmares
RESISTÊNCIA NEGRA
Ubirajara Fidalgo - ator e dramaturgo -
foi precursor em levar o debate racial para dentro dos palcos
- Ubirajara Fidalgo, criador do TEPRON - Teatro Profissional do Negro - nasceu no Maranhão, e já aos 17 anos, despertou para o fato de que era um "negro falso", como ele mesmo dizia: era necessário ter uma conscientização de sua origem e de sua própria raça.
Em 1968, ainda em São Luis, ingressou no curso de iniciação teatral de Jesus Chediak e daí não parou mais.
Já em 69, realizou o curso de Formação de Atores na Universidade do Maranhão, dando continuidade do curso na Universidade do Rio de Janeiro, e em 1970, participou do Seminário Permanente com o Professor Ronaldo Carijó, onde participou do Ballet Descobrimento do Brasil, com música do maestro Heitor Villa-Lobos.
No ano seguinte, em 71, inicia o curso de preparação de Artes Cênicas com o professor N. de Paiva, promovido pelo Serviço Nacional de Teatro - SNT. Neste mesmo ano, é premiado como melhor ator pela sua expressão corporal no infantil de Pedro Porfírio, dirigido por Procópio Mariano: Faça Alguma Coisa Pelo Coelho, Bicho!
Em 72 passa a ser presença constante em mesas de debates sobre a problemática da raça negra, sendo também convidado para entrevistas em rádio e tv. No ano seguinte, monta o infantil Os Gazeteiros, com um elenco todo formado por atores negros realizava então o seu grande ideal: "Queria ver negros interpretando papéis de cidadãos!"
Seu casamento em 28 de Janeiro de 74 com Alzira Fidalgo, vem solidificar sua brilhante trajetória. O grupo de teatro TEPRON foi a maneira encontrada por Ubirajara para chamar a atenção das pessoas para a falta de espaço para um ator negro. Durante 3 anos, cerca de 300 alunos de teatro passaram pela escola de Fidalgo. Este escritor e autor maranhense sempre teve a preocupação em fazer um trabalho que refletisse também sua condição de negro.
Logo após ter escrito Tuti, em 73, procurou negros famosos para avaliar seu trabalho e para juntos, criarem um espaço alternativo como opção profissional: "Todos, a princípio, ficaram fascinados com a idéia, mas desistiram ante a dificuldade em conseguir verbas", afirmava.
Fidalgo continuou apostando na possibilidade de comercialização da dramaturgia negra e conseguiu provar que estava certo! Na estréia do monólogo Desfuga, em 82 (em cartaz durante 3 anos), sob os aplausos do público, confirmou que é possível um teatro comercial com uma temática envolvente e estimulante como a da consciência racial.
Por Aida Josefina de Honório, Especial para o Portal Palmares
foi precursor em levar o debate racial para dentro dos palcos
- Ubirajara Fidalgo, criador do TEPRON - Teatro Profissional do Negro - nasceu no Maranhão, e já aos 17 anos, despertou para o fato de que era um "negro falso", como ele mesmo dizia: era necessário ter uma conscientização de sua origem e de sua própria raça.
Em 1968, ainda em São Luis, ingressou no curso de iniciação teatral de Jesus Chediak e daí não parou mais.
Já em 69, realizou o curso de Formação de Atores na Universidade do Maranhão, dando continuidade do curso na Universidade do Rio de Janeiro, e em 1970, participou do Seminário Permanente com o Professor Ronaldo Carijó, onde participou do Ballet Descobrimento do Brasil, com música do maestro Heitor Villa-Lobos.
No ano seguinte, em 71, inicia o curso de preparação de Artes Cênicas com o professor N. de Paiva, promovido pelo Serviço Nacional de Teatro - SNT. Neste mesmo ano, é premiado como melhor ator pela sua expressão corporal no infantil de Pedro Porfírio, dirigido por Procópio Mariano: Faça Alguma Coisa Pelo Coelho, Bicho!
Em 72 passa a ser presença constante em mesas de debates sobre a problemática da raça negra, sendo também convidado para entrevistas em rádio e tv. No ano seguinte, monta o infantil Os Gazeteiros, com um elenco todo formado por atores negros realizava então o seu grande ideal: "Queria ver negros interpretando papéis de cidadãos!"
Seu casamento em 28 de Janeiro de 74 com Alzira Fidalgo, vem solidificar sua brilhante trajetória. O grupo de teatro TEPRON foi a maneira encontrada por Ubirajara para chamar a atenção das pessoas para a falta de espaço para um ator negro. Durante 3 anos, cerca de 300 alunos de teatro passaram pela escola de Fidalgo. Este escritor e autor maranhense sempre teve a preocupação em fazer um trabalho que refletisse também sua condição de negro.
Logo após ter escrito Tuti, em 73, procurou negros famosos para avaliar seu trabalho e para juntos, criarem um espaço alternativo como opção profissional: "Todos, a princípio, ficaram fascinados com a idéia, mas desistiram ante a dificuldade em conseguir verbas", afirmava.
Fidalgo continuou apostando na possibilidade de comercialização da dramaturgia negra e conseguiu provar que estava certo! Na estréia do monólogo Desfuga, em 82 (em cartaz durante 3 anos), sob os aplausos do público, confirmou que é possível um teatro comercial com uma temática envolvente e estimulante como a da consciência racial.
Por Aida Josefina de Honório, Especial para o Portal Palmares
AMOR AO SAMBA
Paulo da Portela, amor e poesia para o samba carioca
- Paulo Benjamin de Oliveira tem sua história confundida com o surgimento e a fixação do próprio samba na cidade do Rio de Janeiro. De origem negra e proletária, vivendo no subúrbio carioca de Oswaldo Cruz, logo percebeu a importância desse gênero musical e a possibilidade de organização e valorização de sua gente a partir do samba. Nascido em 17 de junho de 1901 (comemoramos seu centenário em 2001), na Santa Casa de Misericórdia, era filho de Joana Baptista da Conceição e Mário Benjamin de Oliveira, que mais tarde abandonaria a mulher e os três filhos, tornando-se uma figura nebulosa na vida de Paulo. Paulo só teve a instrução primária e trabalhou desde cedo para ajudar a família que mudou-se para Oswaldo Cruz no início dos anos 20. O subúrbio de então era comparado a uma roça, sem estrutura apropriada para abrigar a população de baixa renda. Porém, os pobres se divertiam em fandangos e em animados pagodes. Como muitos moradores vinham do Estado do Rio ou de Minas Gerais, cultivava-se o Jongo e o Caxambu.
Aos 20 anos de idade, Paulo já era conhecido por suas boas maneiras e jeito elegante em se vestir, apesar dos poucos recursos. Freqüentador assíduo de festas, ajudava em suas organizações tendo fundado o primeiro bloco (e pretenso rancho como o costume da época) de Oswaldo Cruz: o Ouro Sobre Azul. Os pais de Natal, que viria a ser, muito mais tarde, presidente da G.R.E.S. Portela, relacionavam-se com alguns sambistas do bairro do Estácio, entre eles os jovens bambas Ismael, Aurélio, Baiaco e Brancura, que passaram a travar relacionamento com Paulo.
Em 1922, ao lado dos companheiros Antônio Rufino dos Reis e Antônio da Silva Caetano, Paulo fundou o bloco Baianinhas de Oswaldo Cruz. Vem dessa época o nome artístico Paulo da Portela (referência à Estrada do Portela), que servia para diferenciá-lo de outro Paulo, também sambista, de Bento Ribeiro. O nome Portela ficou conhecido inicialmente a partir do próprio Paulo. A escola veio depois. Os três companheiros passaram a se reunir sob uma mangueira no número 461 da estrada do Portela, visando uma atividade sócio-cultural que reunisse os amigos. Foi um sucesso e virou uma referência de samba no bairro.
No dia 11 de abril do ano de 1926, fundou-se o Conjunto Carnavalesco Escola de Samba de Oswaldo Cruz. Antes de estabelecer-se na Estrada do Portela, a futura agremiação teve muitas sedes provisórias. A mais curiosa foi um vagão do trem que partia da Central do Brasil às 6:04h em direção ao subúrbio, onde os sambistas se reuniam diariamente para passar o samba. Um grupo saía de Oswaldo Cruz para encontrá-los pontualmente na Central do Brasil e dar início à atividade. Aos domingos, todos conheciam os sambas ensaiados durante a semana. Conta-se que Paulo advertia quem se comportava mal e dava bom exemplo usando terno, gravata e chapéu, sendo seguido por alguns companheiros. "Seu" Paulo, como fazia questão de ser chamado, gostava de ver todos com "pés e pescoços ocupados". Paulo da Portela tinha consciência de que a atividade artística que produziam era rica e poderia tornar-se profissional, daí a preocupação em diferenciar a imagem do sambista do malandro vadio perseguido pela polícia. Paulo era conhecido por "professor" e é assim que muitos sambistas, ainda hoje, se referem a ele.
A Portela apresentou-se pela primeira vez com o nome "Quem Nos Faz É O Capricho", no carnaval de 1930. A partir de 1931, desfilou com o nome de "Vai Como Pode". A partir do dia 1 de março de 1935, a escola assumiu o nome G.R.E.S. Portela, a pedido de um delegado de polícia que não gostava do antigo nome.
Inúmeros depoimentos dão testemunho da criatividade, inteligência e liderança de Paulo da Portela, de fato um verdadeiro professor que, apesar do baixo nível de escolaridade, lia muito e expressava-se muito bem, capaz de memoráveis discursos improvisados. Seus sambas cantam o próprio samba e o jeito simples da vida suburbana, cantam o amor da forma mais singela e terna, exaltam a mulher e a cidade que o conheceu e o aplaudiu. Paulo da Portela foi um sambista, mas também um cronista de sua gente simples que tanto soube valorizar.
Paulo afastou-se de sua escola querida em 1941 após desentendimento em pleno desfile, saindo magoado como revelam os versos de O Meu Nome Já Caiu No Esquecimento: O meu nome já caiu no esquecimento/ O meu nome não interessa a mais ninguém/ E o tempo foi passando/ E a velhice vem chegando/ Já me olham com desdém/ Ai quantas saudades/ De um passado que se vai no além/ Chora, cavaquinho, chora/ Chora, violão, também/ O Paulo no esquecimento/ Não interessa a mais ninguém/ Chora, Portela/ Minha Portela querida/ Eu que te fundei/ Serás minha toda vida.
Paulo saiu da Portela e levou seu carisma para a Lira do Amor, pequena escola que o recebeu de braços abertos. Poderia ter ido para o Estácio ou a Mangueira, onde tinha companheiros como o compositor Cartola, mas já era muito conhecido e foi emprestar seu nome e sua imagem a Lira do Amor, escola de Bento Ribeiro.
Paulo faleceu em 31 de janeiro de 1949, vítima de um ataque cardíaco. Seu cortejo fúnebre foi acompanhado por cerca de 15.000 pessoas. O comércio de Madureira fechou na véspera de mais um carnaval para chorar de saudade por seu poeta e professor.
Nas inúmeras rodas de samba que alegram a cidade, Paulo da Portela é lembrado pelos versos de O Quitandeiro (samba cuja segunda parte é assinada por Monarco, compositor e integrante da Velha Guarda da Portela). Cocorocó é outro divertido samba, para sempre registrado na voz de Clementina de Jesus.
No ano de seu centenário de nascimento, esperava-se uma homenagem maior da agremiação que ajudou a fundar. Mas a Portela não correspondeu aos desejos dos admiradores da obra de Paulo da Portela. No carnaval de 2001, o professor foi homenageado pelo bloco Mis a Mis com o enredo "De Pés e Pescoços Ocupados".
Edição: Oscar Henrique Cardoso, ACS/FCP/MinC
- Paulo Benjamin de Oliveira tem sua história confundida com o surgimento e a fixação do próprio samba na cidade do Rio de Janeiro. De origem negra e proletária, vivendo no subúrbio carioca de Oswaldo Cruz, logo percebeu a importância desse gênero musical e a possibilidade de organização e valorização de sua gente a partir do samba. Nascido em 17 de junho de 1901 (comemoramos seu centenário em 2001), na Santa Casa de Misericórdia, era filho de Joana Baptista da Conceição e Mário Benjamin de Oliveira, que mais tarde abandonaria a mulher e os três filhos, tornando-se uma figura nebulosa na vida de Paulo. Paulo só teve a instrução primária e trabalhou desde cedo para ajudar a família que mudou-se para Oswaldo Cruz no início dos anos 20. O subúrbio de então era comparado a uma roça, sem estrutura apropriada para abrigar a população de baixa renda. Porém, os pobres se divertiam em fandangos e em animados pagodes. Como muitos moradores vinham do Estado do Rio ou de Minas Gerais, cultivava-se o Jongo e o Caxambu.
Aos 20 anos de idade, Paulo já era conhecido por suas boas maneiras e jeito elegante em se vestir, apesar dos poucos recursos. Freqüentador assíduo de festas, ajudava em suas organizações tendo fundado o primeiro bloco (e pretenso rancho como o costume da época) de Oswaldo Cruz: o Ouro Sobre Azul. Os pais de Natal, que viria a ser, muito mais tarde, presidente da G.R.E.S. Portela, relacionavam-se com alguns sambistas do bairro do Estácio, entre eles os jovens bambas Ismael, Aurélio, Baiaco e Brancura, que passaram a travar relacionamento com Paulo.
Em 1922, ao lado dos companheiros Antônio Rufino dos Reis e Antônio da Silva Caetano, Paulo fundou o bloco Baianinhas de Oswaldo Cruz. Vem dessa época o nome artístico Paulo da Portela (referência à Estrada do Portela), que servia para diferenciá-lo de outro Paulo, também sambista, de Bento Ribeiro. O nome Portela ficou conhecido inicialmente a partir do próprio Paulo. A escola veio depois. Os três companheiros passaram a se reunir sob uma mangueira no número 461 da estrada do Portela, visando uma atividade sócio-cultural que reunisse os amigos. Foi um sucesso e virou uma referência de samba no bairro.
No dia 11 de abril do ano de 1926, fundou-se o Conjunto Carnavalesco Escola de Samba de Oswaldo Cruz. Antes de estabelecer-se na Estrada do Portela, a futura agremiação teve muitas sedes provisórias. A mais curiosa foi um vagão do trem que partia da Central do Brasil às 6:04h em direção ao subúrbio, onde os sambistas se reuniam diariamente para passar o samba. Um grupo saía de Oswaldo Cruz para encontrá-los pontualmente na Central do Brasil e dar início à atividade. Aos domingos, todos conheciam os sambas ensaiados durante a semana. Conta-se que Paulo advertia quem se comportava mal e dava bom exemplo usando terno, gravata e chapéu, sendo seguido por alguns companheiros. "Seu" Paulo, como fazia questão de ser chamado, gostava de ver todos com "pés e pescoços ocupados". Paulo da Portela tinha consciência de que a atividade artística que produziam era rica e poderia tornar-se profissional, daí a preocupação em diferenciar a imagem do sambista do malandro vadio perseguido pela polícia. Paulo era conhecido por "professor" e é assim que muitos sambistas, ainda hoje, se referem a ele.
A Portela apresentou-se pela primeira vez com o nome "Quem Nos Faz É O Capricho", no carnaval de 1930. A partir de 1931, desfilou com o nome de "Vai Como Pode". A partir do dia 1 de março de 1935, a escola assumiu o nome G.R.E.S. Portela, a pedido de um delegado de polícia que não gostava do antigo nome.
Inúmeros depoimentos dão testemunho da criatividade, inteligência e liderança de Paulo da Portela, de fato um verdadeiro professor que, apesar do baixo nível de escolaridade, lia muito e expressava-se muito bem, capaz de memoráveis discursos improvisados. Seus sambas cantam o próprio samba e o jeito simples da vida suburbana, cantam o amor da forma mais singela e terna, exaltam a mulher e a cidade que o conheceu e o aplaudiu. Paulo da Portela foi um sambista, mas também um cronista de sua gente simples que tanto soube valorizar.
Paulo afastou-se de sua escola querida em 1941 após desentendimento em pleno desfile, saindo magoado como revelam os versos de O Meu Nome Já Caiu No Esquecimento: O meu nome já caiu no esquecimento/ O meu nome não interessa a mais ninguém/ E o tempo foi passando/ E a velhice vem chegando/ Já me olham com desdém/ Ai quantas saudades/ De um passado que se vai no além/ Chora, cavaquinho, chora/ Chora, violão, também/ O Paulo no esquecimento/ Não interessa a mais ninguém/ Chora, Portela/ Minha Portela querida/ Eu que te fundei/ Serás minha toda vida.
Paulo saiu da Portela e levou seu carisma para a Lira do Amor, pequena escola que o recebeu de braços abertos. Poderia ter ido para o Estácio ou a Mangueira, onde tinha companheiros como o compositor Cartola, mas já era muito conhecido e foi emprestar seu nome e sua imagem a Lira do Amor, escola de Bento Ribeiro.
Paulo faleceu em 31 de janeiro de 1949, vítima de um ataque cardíaco. Seu cortejo fúnebre foi acompanhado por cerca de 15.000 pessoas. O comércio de Madureira fechou na véspera de mais um carnaval para chorar de saudade por seu poeta e professor.
Nas inúmeras rodas de samba que alegram a cidade, Paulo da Portela é lembrado pelos versos de O Quitandeiro (samba cuja segunda parte é assinada por Monarco, compositor e integrante da Velha Guarda da Portela). Cocorocó é outro divertido samba, para sempre registrado na voz de Clementina de Jesus.
No ano de seu centenário de nascimento, esperava-se uma homenagem maior da agremiação que ajudou a fundar. Mas a Portela não correspondeu aos desejos dos admiradores da obra de Paulo da Portela. No carnaval de 2001, o professor foi homenageado pelo bloco Mis a Mis com o enredo "De Pés e Pescoços Ocupados".
Edição: Oscar Henrique Cardoso, ACS/FCP/MinC
sexta-feira, 11 de junho de 2010
MUDA PORTO VELHO
Por Sílvio Persivo
Ora direis, eis um sonhador! Que seja! Assumo que sou, porém, houve um tempo, muito tempo atrás, mais de cinco anos, ou seja, na pré-história, em que nós, jovens técnicos de Rondônia, como Luiz Cesar Auvray Guedes, Jorge Elage, Marcelino Pontes Moreira, William Cury, Lucindo Quintans, Antônio da Rocha Guedes, Aldenor Neves e tantos, tantos outros que já esqueci, sonhamos em criar um Estado mais justo, com crescimento equilibrado e pensávamos que seria possível criar também uma capital muito melhor. Nós, pensávamos, era um tempo antigo, ainda se pensava, que seria possível fazer habitações adaptadas à região, não permitir que na época o BNH, o Minha Casa, Minha Vida daquela época, enchesse nossa cidade de pombais, casinhas pequenas, casinhas abjetas na imensidão geográfica da Amazônia. Foi uma batalha que perdemos, mas, perdemos honrosamente, perdemos, porém, ainda assim, graças mais a um Capitão Silvio, a um Assis Canuto, a um Lindoso, a um Modesto, que implantaram no campo pequenas propriedades, fazendo uma sociedade menos injusta, embora, é verdade, sem memória. Mas, perder, para mim, jamais significou perder a guerra; sempre foi só perder uma batalha.
E continuo pensando que é possível fazer de Porto Velho uma bela cidade. Para mim, aliás, apesar de tudo é sua predestinação. É claro que sei que para se ter uma bela cidade se deve começar pela limpeza das ruas, pela educação do povo e depois passar para a forma como são acolhidos os visitantes, como se cuida das belezas da arquitetura, do verde, das praças e, ó dor, também do trânsito. Sem falar de que meus ouvidos, criados com João Gilberto e Tom Jobim, se queixam, com toda razão, da poluição sonora. O silêncio, meus bárbaros e queridos amigos de veículos tonitroantes, é indispensável em certas horas e lugares. Não, não me estenderei sobre as calçadas mal cuidadas, nem falarei de flanelinhas, camelôs e pedintes que infestam nossas ruas. Coisas de pobreza e do nível de economia de nosso povo.
Com todos os pecados e problemas ainda assim, podem dizer o quanto sou crédulo, ainda creio que já existe uma Porto Velho, adolescente ainda, mal ajambrada ainda, mas, já "quase bela". Sei que ainda sem vestes, ainda meio sem graça, ainda padecendo de doenças sem cura rápida, como a falta de uma boa educação, apesar da proliferação das escolas e universidades. Não, não estou fazendo vista grossa aos celulares empunhados em qualquer lugar, inclusive no caótico transito. Nem que, usualmente, fala-se muito alto, como se o assunto fosse de interesse geral. Não esqueço da poeira no verão, nem dos esgotos pestilentos, nem que se a chuva chega as ruas viram igarapés, largos rios e a sujeira jogada se amontoa de forma que a má educação se revela na sujeira boiando como que gritando contra a educação do povo.
Nem vou falar de orelhões quebrados, de montes de lixos jogados em calçadas, de mato ou até mesmo de estátuas, cadeiras quebradas e sujeira nas salas de aulas de escolas e universidades. Dos banheiros que são públicos, meu Deus, livrai-nos deles! Por falar em Deus até mesmo em templos e igrejas se perde a noção de que o Senhor gosta das coisas limpas e daí é melhor esquecer a política. E mesmo assim continuo otimista? Sim. Somos homens não anjos. E a solução é tratar o homem na medida do que precisa. Não respeita cruzamentos, pára em paradas de ônibus, na faixa ou em fila dupla? Eleva o nível do alto-falante e passeia com música estridente? Bem, o jeito é multar. Assim como se deve educar para o trânsito também se deve utilizar a autoridade para educar. E se em propaganda o PT é bom que se use sua formula de repetição, no rádio e na televisão, para tratar destes temas, dizer que o que se anda fazendo é muito errado, ilegal e representa má educação. Não digo de quem a idéia, mas, um querido amigo meu já pensou em filmar as barbaridades que se faz em nosso trânsito e passar para que as pessoas caiam na real sobre o absurdo de seu comportamento. Sei que não deveria ser preciso dizer, porém, é imperativo que se diga para as pessoas: - Seja gentil, seja educado, não suje a rua, trate bem as pessoas, dê a preferência, ajude a manter a cidade limpa, não pense que todo mundo é obrigado a ter seu gosto musical, não buzine. Já é um repertório inicial muito bom, que pode modificar muitas coisas. É preciso educar Porto Velho. È preciso que se recupere o velho hábito dos religiosos de dizer para as pessoas o que devem fazer para serem mais gentis e, por conseqüência, mais felizes. È preciso repetir nas escolas, no trabalho, nas igrejas, nos bares, nas faculdades, com os amigos, nas festas, e em casa também, que Porto Velho precisa ser melhor e, para isto, é preciso tratar melhor os outros e a cidade. Mas, meu amigo que me lê, isto começa por você. Ajude a educar Porto Velho. Só se mudarmos a indiferença que nos cerca Porto Velho será, realmente, bela. Só precisa de você. O por do sol está aí toda hora caindo docemente nos mostrando que quem perturba a natureza é o homem. E a delicadeza como cozinhar bem ou jogar futebol precisa de prática, no fundo, é uma tecnologia dos bons modos.
Ora direis, eis um sonhador! Que seja! Assumo que sou, porém, houve um tempo, muito tempo atrás, mais de cinco anos, ou seja, na pré-história, em que nós, jovens técnicos de Rondônia, como Luiz Cesar Auvray Guedes, Jorge Elage, Marcelino Pontes Moreira, William Cury, Lucindo Quintans, Antônio da Rocha Guedes, Aldenor Neves e tantos, tantos outros que já esqueci, sonhamos em criar um Estado mais justo, com crescimento equilibrado e pensávamos que seria possível criar também uma capital muito melhor. Nós, pensávamos, era um tempo antigo, ainda se pensava, que seria possível fazer habitações adaptadas à região, não permitir que na época o BNH, o Minha Casa, Minha Vida daquela época, enchesse nossa cidade de pombais, casinhas pequenas, casinhas abjetas na imensidão geográfica da Amazônia. Foi uma batalha que perdemos, mas, perdemos honrosamente, perdemos, porém, ainda assim, graças mais a um Capitão Silvio, a um Assis Canuto, a um Lindoso, a um Modesto, que implantaram no campo pequenas propriedades, fazendo uma sociedade menos injusta, embora, é verdade, sem memória. Mas, perder, para mim, jamais significou perder a guerra; sempre foi só perder uma batalha.
E continuo pensando que é possível fazer de Porto Velho uma bela cidade. Para mim, aliás, apesar de tudo é sua predestinação. É claro que sei que para se ter uma bela cidade se deve começar pela limpeza das ruas, pela educação do povo e depois passar para a forma como são acolhidos os visitantes, como se cuida das belezas da arquitetura, do verde, das praças e, ó dor, também do trânsito. Sem falar de que meus ouvidos, criados com João Gilberto e Tom Jobim, se queixam, com toda razão, da poluição sonora. O silêncio, meus bárbaros e queridos amigos de veículos tonitroantes, é indispensável em certas horas e lugares. Não, não me estenderei sobre as calçadas mal cuidadas, nem falarei de flanelinhas, camelôs e pedintes que infestam nossas ruas. Coisas de pobreza e do nível de economia de nosso povo.
Com todos os pecados e problemas ainda assim, podem dizer o quanto sou crédulo, ainda creio que já existe uma Porto Velho, adolescente ainda, mal ajambrada ainda, mas, já "quase bela". Sei que ainda sem vestes, ainda meio sem graça, ainda padecendo de doenças sem cura rápida, como a falta de uma boa educação, apesar da proliferação das escolas e universidades. Não, não estou fazendo vista grossa aos celulares empunhados em qualquer lugar, inclusive no caótico transito. Nem que, usualmente, fala-se muito alto, como se o assunto fosse de interesse geral. Não esqueço da poeira no verão, nem dos esgotos pestilentos, nem que se a chuva chega as ruas viram igarapés, largos rios e a sujeira jogada se amontoa de forma que a má educação se revela na sujeira boiando como que gritando contra a educação do povo.
Nem vou falar de orelhões quebrados, de montes de lixos jogados em calçadas, de mato ou até mesmo de estátuas, cadeiras quebradas e sujeira nas salas de aulas de escolas e universidades. Dos banheiros que são públicos, meu Deus, livrai-nos deles! Por falar em Deus até mesmo em templos e igrejas se perde a noção de que o Senhor gosta das coisas limpas e daí é melhor esquecer a política. E mesmo assim continuo otimista? Sim. Somos homens não anjos. E a solução é tratar o homem na medida do que precisa. Não respeita cruzamentos, pára em paradas de ônibus, na faixa ou em fila dupla? Eleva o nível do alto-falante e passeia com música estridente? Bem, o jeito é multar. Assim como se deve educar para o trânsito também se deve utilizar a autoridade para educar. E se em propaganda o PT é bom que se use sua formula de repetição, no rádio e na televisão, para tratar destes temas, dizer que o que se anda fazendo é muito errado, ilegal e representa má educação. Não digo de quem a idéia, mas, um querido amigo meu já pensou em filmar as barbaridades que se faz em nosso trânsito e passar para que as pessoas caiam na real sobre o absurdo de seu comportamento. Sei que não deveria ser preciso dizer, porém, é imperativo que se diga para as pessoas: - Seja gentil, seja educado, não suje a rua, trate bem as pessoas, dê a preferência, ajude a manter a cidade limpa, não pense que todo mundo é obrigado a ter seu gosto musical, não buzine. Já é um repertório inicial muito bom, que pode modificar muitas coisas. É preciso educar Porto Velho. È preciso que se recupere o velho hábito dos religiosos de dizer para as pessoas o que devem fazer para serem mais gentis e, por conseqüência, mais felizes. È preciso repetir nas escolas, no trabalho, nas igrejas, nos bares, nas faculdades, com os amigos, nas festas, e em casa também, que Porto Velho precisa ser melhor e, para isto, é preciso tratar melhor os outros e a cidade. Mas, meu amigo que me lê, isto começa por você. Ajude a educar Porto Velho. Só se mudarmos a indiferença que nos cerca Porto Velho será, realmente, bela. Só precisa de você. O por do sol está aí toda hora caindo docemente nos mostrando que quem perturba a natureza é o homem. E a delicadeza como cozinhar bem ou jogar futebol precisa de prática, no fundo, é uma tecnologia dos bons modos.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
RUA DA COPA
Lenha na Fogueira
zekatraca.
A partir de hoje 11 de junho, até o dia 11 de julho vamos viver por conta da Copa do Mundo da África o Sul.
Um mês de bom futebol.
Na esperança de festejarmos no dia 11 de julho mais um título mundial com a seleção brasileira de futebol.
Com certeza a maioria dos brasileiros já esqueceu a polêmica da não convocação dos meninos de ouro do Santos.
Queiram ou não, nossa seleção ou a seleção do Dunga como muitos dizem, é uma das melhores entre as consideradas de ponta que estão na África do Sul.
Só não seremos hexa se Deus não quiser.
Mas, como o ditado diz que “Deus é Brasileiro” com certeza, não será agora que ele não vai querer que sejamos hexas campões do mundo.
Vamos torcer a partir de terça feira quando mo Brasil estréia contra a Coréia do Norte a partir das 14h30 (horário local).
Neste final de semana a Comissão da Iaripuna coordenadora do concurso “Rua da Copa” deve escolher a campeã. Espero que seja a rua onde moro, ou seja, a rua Bolívia entre a Joaquim Nabuco e a Brasília.
Por falar em Rua da Copa!
Você sabia que o idealizador desse concurso é o amigo agitador cultural e apresentador do programa “Butequim do Samba”, Carlinhos Maracanã.
Para lembrar o fato, Carlinhos nos enviou o seguinte e-mail.
Rua da Copa 16 anos.
O Concurso A Rua da Copa, foi criado em junho de 1994, na gestão do Prefeito José Guedes.
Coordenado pelo então Chefe de Esportes e Recreação Carlinhos Maracanã, da extinta SEMCE, (Secretaria Municipal de Cultura Esportes e Turismo).
Na época 52 ruas se inscreveram para participar da primeira edição da rua da copa, o apoio e o acompanhamento da imprensa foi fundamental para o sucesso do evento.
O patrocínio ficou com a SKOL, premiando com caixas de cerveja (em garrafa). Alguns fornecedores colaboraram com troféus e medalhas.
O corpo de jurados foi formado por três personalidades:
A artista plástica Rita Queiroz, o urbanista Luiz Leite, e o desportista Valter Santos, a rua vencedora foi a Rua Duque de Caxias, entre a Brasília e a Joaquim Nabuco, foi emocionante.
A equipe começou a fazer a avaliação ás 07 horas de manhã e encerrou ás 19 horas, em frente à Dismar, (SKOL), com a entrega dos prêmios.
Alguns podem achar que não representa nada, mas, na verdade, a cidade fica mais bonita, e traz de volta a participação de moradores e comerciantes, vizinhos se conhecem ou se reconhecem, é muito interessante, traz a cidadania e a brasilidade, tão pouco exercida ultimamente.
Parabenizamos a iniciativa da Prefeitura e da SEMES, e esperamos faturar o prêmio de melhor decoração, inclusive convidamos o líder maior e responsável direto pela copa no continente africano, (Madhiba), ou simplesmente Nelson Mandela.
Estamos realmente em clima de Copa do Mundo!
zekatraca.
A partir de hoje 11 de junho, até o dia 11 de julho vamos viver por conta da Copa do Mundo da África o Sul.
Um mês de bom futebol.
Na esperança de festejarmos no dia 11 de julho mais um título mundial com a seleção brasileira de futebol.
Com certeza a maioria dos brasileiros já esqueceu a polêmica da não convocação dos meninos de ouro do Santos.
Queiram ou não, nossa seleção ou a seleção do Dunga como muitos dizem, é uma das melhores entre as consideradas de ponta que estão na África do Sul.
Só não seremos hexa se Deus não quiser.
Mas, como o ditado diz que “Deus é Brasileiro” com certeza, não será agora que ele não vai querer que sejamos hexas campões do mundo.
Vamos torcer a partir de terça feira quando mo Brasil estréia contra a Coréia do Norte a partir das 14h30 (horário local).
Neste final de semana a Comissão da Iaripuna coordenadora do concurso “Rua da Copa” deve escolher a campeã. Espero que seja a rua onde moro, ou seja, a rua Bolívia entre a Joaquim Nabuco e a Brasília.
Por falar em Rua da Copa!
Você sabia que o idealizador desse concurso é o amigo agitador cultural e apresentador do programa “Butequim do Samba”, Carlinhos Maracanã.
Para lembrar o fato, Carlinhos nos enviou o seguinte e-mail.
Rua da Copa 16 anos.
O Concurso A Rua da Copa, foi criado em junho de 1994, na gestão do Prefeito José Guedes.
Coordenado pelo então Chefe de Esportes e Recreação Carlinhos Maracanã, da extinta SEMCE, (Secretaria Municipal de Cultura Esportes e Turismo).
Na época 52 ruas se inscreveram para participar da primeira edição da rua da copa, o apoio e o acompanhamento da imprensa foi fundamental para o sucesso do evento.
O patrocínio ficou com a SKOL, premiando com caixas de cerveja (em garrafa). Alguns fornecedores colaboraram com troféus e medalhas.
O corpo de jurados foi formado por três personalidades:
A artista plástica Rita Queiroz, o urbanista Luiz Leite, e o desportista Valter Santos, a rua vencedora foi a Rua Duque de Caxias, entre a Brasília e a Joaquim Nabuco, foi emocionante.
A equipe começou a fazer a avaliação ás 07 horas de manhã e encerrou ás 19 horas, em frente à Dismar, (SKOL), com a entrega dos prêmios.
Alguns podem achar que não representa nada, mas, na verdade, a cidade fica mais bonita, e traz de volta a participação de moradores e comerciantes, vizinhos se conhecem ou se reconhecem, é muito interessante, traz a cidadania e a brasilidade, tão pouco exercida ultimamente.
Parabenizamos a iniciativa da Prefeitura e da SEMES, e esperamos faturar o prêmio de melhor decoração, inclusive convidamos o líder maior e responsável direto pela copa no continente africano, (Madhiba), ou simplesmente Nelson Mandela.
Estamos realmente em clima de Copa do Mundo!
4 anos de leitura
Perguntas e respostas sobre o Leitura no Ônibus
1) O que é?
Leitura no Ônibus é um informativo cultural distribuído gratuitamente à população.
2) O que apresenta?
Apresenta temas variados: Contos; Crônicas; Gramática; História e Geografia Regional e Geral; Humor; Medicina e Saúde; Dicas; Curiosidades; Comentários; etc., além de fotos de prédios, espaços ou trabalhos de artistas de Porto Velho 3) Qual seu objetivo?
Incentivar a leitura em todos os segmentos da sociedade.
4) Como é a sua circulação?
São 10 mil exemplares a cada 15 dias (totalizando 20 mil por mês), colocados nos pontos de distribuição sempre na primeira e segunda quinzena de cada mês
5) Quais são os pontos de distribuição?
Além dos anunciantes, que recebem exemplares para seus clientes, são mais 122 pontos de distribuição entre farmácias, panificadoras, mercados, lanchonetes, entidades culturais e outros, nas seguintes localidades: Avs. 7 de Setembro e Nações Unidas (Centro); Av. Jatuarana e Campos Sales (Zona Sul); Rua José Amador dos Reis e adjacências (Zona Leste); Av. Calama (Zona Norte)
6) Qual o alcance junto ao publico?
Em média, cada exemplar é lido por 3 ou mais pessoas. Como são 2 edições quinzenais de 10 mil (20 mil mensais), o total de leitores por mês é acima de 60 mil pessoas.
7) Quantos já foram distribuídos?
O Leitura no Ônibus teve sua 1ª edição distribuída em 05 de maio de 2006. Até a edição de n° 103, que circula nesta 2º quinzena de maio/2010, foram 880 mil exemplares distribuídos (no início, as edições eram de 5 mil exemplares).
8) Quem paga os custos de criação, de edição, da impressão, da distribuição, etc.?
O Leitura no Ônibus é mantido pelo apoio cultural de empresas que, em contrapartida, têm seus anúncios publicados no mesmo 9) Informações, duvidas, anúncios, metérias, textos para publicação, etc.
Ligar para Luiz Albuquerque no fone 9205-7003, ou enviar e-mail para leituranoonibus@gmail.com
Por que foi criado o Leitura no Ônibus
É costume falar que “brasileiro não gosta de ler”. Por não acreditar nisso, o consultor comercial e escritor Luiz Albuquerque criou o Movimento Cultural “Leitura no Ônibus”, pelo qual passou a distribuir 10 mil exemplares em cada edição, à princípio semanalmente e, depois, quinzenalmente, colocando-os à disposição dos leitores em 122 pontos nas áreas comerciais das Zonas Norte, Leste, Sul e Central de Porto Velho. Com temas diversificados, que vão desde a Literatura Clássica até as Populares Piadas, o “Leitura no Ônibus”, com seus textos curtos, de linguagem simples e fáceis de ler, atraiu – e conquistou – desde leitores que já tinham a leitura como costume até aqueles que costumam dizer: “Ah!, eu não gosto de ler nada”. Hoje, baseado na experiência do “Leitura no Ônibus”, pode-se afirmar que brasileiro lê, sim. E gosta de ler! Depende só do tipo de leitura. E é comum chegar mensagens e e-mails de leitores que fazem questão de dizer que acompanham – e até colecionam – o “Leitura no Ônibus” desde o início. A cada edição aumenta o número de leitores.
1) O que é?
Leitura no Ônibus é um informativo cultural distribuído gratuitamente à população.
2) O que apresenta?
Apresenta temas variados: Contos; Crônicas; Gramática; História e Geografia Regional e Geral; Humor; Medicina e Saúde; Dicas; Curiosidades; Comentários; etc., além de fotos de prédios, espaços ou trabalhos de artistas de Porto Velho 3) Qual seu objetivo?
Incentivar a leitura em todos os segmentos da sociedade.
4) Como é a sua circulação?
São 10 mil exemplares a cada 15 dias (totalizando 20 mil por mês), colocados nos pontos de distribuição sempre na primeira e segunda quinzena de cada mês
5) Quais são os pontos de distribuição?
Além dos anunciantes, que recebem exemplares para seus clientes, são mais 122 pontos de distribuição entre farmácias, panificadoras, mercados, lanchonetes, entidades culturais e outros, nas seguintes localidades: Avs. 7 de Setembro e Nações Unidas (Centro); Av. Jatuarana e Campos Sales (Zona Sul); Rua José Amador dos Reis e adjacências (Zona Leste); Av. Calama (Zona Norte)
6) Qual o alcance junto ao publico?
Em média, cada exemplar é lido por 3 ou mais pessoas. Como são 2 edições quinzenais de 10 mil (20 mil mensais), o total de leitores por mês é acima de 60 mil pessoas.
7) Quantos já foram distribuídos?
O Leitura no Ônibus teve sua 1ª edição distribuída em 05 de maio de 2006. Até a edição de n° 103, que circula nesta 2º quinzena de maio/2010, foram 880 mil exemplares distribuídos (no início, as edições eram de 5 mil exemplares).
8) Quem paga os custos de criação, de edição, da impressão, da distribuição, etc.?
O Leitura no Ônibus é mantido pelo apoio cultural de empresas que, em contrapartida, têm seus anúncios publicados no mesmo 9) Informações, duvidas, anúncios, metérias, textos para publicação, etc.
Ligar para Luiz Albuquerque no fone 9205-7003, ou enviar e-mail para leituranoonibus@gmail.com
Por que foi criado o Leitura no Ônibus
É costume falar que “brasileiro não gosta de ler”. Por não acreditar nisso, o consultor comercial e escritor Luiz Albuquerque criou o Movimento Cultural “Leitura no Ônibus”, pelo qual passou a distribuir 10 mil exemplares em cada edição, à princípio semanalmente e, depois, quinzenalmente, colocando-os à disposição dos leitores em 122 pontos nas áreas comerciais das Zonas Norte, Leste, Sul e Central de Porto Velho. Com temas diversificados, que vão desde a Literatura Clássica até as Populares Piadas, o “Leitura no Ônibus”, com seus textos curtos, de linguagem simples e fáceis de ler, atraiu – e conquistou – desde leitores que já tinham a leitura como costume até aqueles que costumam dizer: “Ah!, eu não gosto de ler nada”. Hoje, baseado na experiência do “Leitura no Ônibus”, pode-se afirmar que brasileiro lê, sim. E gosta de ler! Depende só do tipo de leitura. E é comum chegar mensagens e e-mails de leitores que fazem questão de dizer que acompanham – e até colecionam – o “Leitura no Ônibus” desde o início. A cada edição aumenta o número de leitores.
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