segunda-feira, 24 de maio de 2010

INCENTIVO A LEITURA

Um país que não lê



O Brasil é um país em que poucos têm acesso a livros e, por isso, poucos leem. Essa verdade, que já era conhecida dos brasileiros, agora foi confirmada pelo 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, feito pela FundaçãoGetúlio Vargas (FGV) para o Ministério da Cultura (Minc), em 4.905 cidades de todas as regiões.

OS NÚMEROS SÃO desanimadores.Em pelo menos 420 municípios, a população não conta com nenhuma biblioteca pública. E nem o crescimento significativo dos investimentos feitos pelo governo federal, que aumentaram 1.500% de 2003 a 2009, de R$ 6 milhões para R$95 milhões,mudoua situação negativa.

A PRINCIPAL RAZÃO apontada é a falta de estrutura nos municípios, além da necessidade de cumprir muitas exigências burocráticas.

Mas é claro que por trás do problema há uma questão muito mais ampla, que tem raízes culturais, econômicas e políticas, e é antiga na história do Brasil.

A EDUCAÇÃO PÚBLICA,em muitos municípios, ainda é encarada por administradores mais como despesa do que processo de crescimento social. Tanto que foi necessário definir na Constituição o percentual mínimo do orçamento que deve ser investido no setor.

À questão de custo se associa a falta de tradição de leitura dos brasileiros.

POR ISSO, É PRECISO que, além de liberar verbas, o governo desenvolva projetos de distribuição de livros e incentivo à leitura. E que eles não se restrinjam a bibliotecas. É preciso criar o hábito da leitura desde os primeiros anos na escola, com aulas específicas, profissionais preparados e acervo adequado.

O PAÍS NÃO PODE CAIR na armadilha de limitar o processo educacional à transmissão de conhecimentos básicos. A educação precisa ser transformadora e formadora de cidadãos com a melhor bagagem cultural possível. Afinal, como ensinouMonteiro Lobato, um país se faz com homens e livro.
Hierarquias do Candomblé

Hierarquia no Culto de Ifá
1. Babálawó ou Iyánifá Sacerdote do Orixá Orúnmilá-Ifá do Culto de Ifá.
Após duas iniciações ("Mãos"), e sob a obediência a rígidos códigos morais, o Babálawó recebe o direito de utilizar o Opele-Ifá (ou Rosário de Ifá) e os ikins (sementes de dendezeiro - igui ope, em yorubá). O Merindilogun (Jogo de búzios) é franqueado também às Iyápetebis (Mulheres iniciadas a Ifá) e aos Awófakans (Aqueles que receberam a "primeira mão"). Alguns Babálawós recebem o título de Oluwó. Ver: Ifá


Hierarquia no Culto aos Egungun

Masculinos:
1. Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás),
2. Alagbá Sacerdote (Chefe de um terreiro),
3. Ojê (iniciado com ritos completos),
4. Ojê agbá (ojê ancião),
5. Atokun (ojê que guia de Egum),
6. Amuixan (iniciado com ritos incompletos),
7. Alagbê (tocador de atabaque).
Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.

Femininos:
1. Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens),
2. Iyá egbé (lider de todas as mulheres),
3. Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá),
4. Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora),
5. Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun).

Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.
1. Assogba Supremo sacerdote do culto de Obaluaiyê
2. Babalosanyin: Responsável pela colheita das folhas.



1. Iyá / Babá: significado das palavras iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
2. Iyalorixá / Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
3. Iyaegbé / Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia.
4. Iyalaxé (mulher): Mãe do axé, a que distribui o axé e cuida dos objetos ritual.
5. Iyakekerê (mulher): Mãe Pequena, segunda sacerdotisa do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
6. Babakekerê (homem): Pai pequeno, segundo sacerdote do axé ou da comunidade. Sempre pronto a ajudar e ensinar a todos iniciados.
7. Ojubonã ou Agibonã: É a mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação.
8. Iyamorô: ou BabamorôResponsável pelo Ipadê de Exú.
9. Iyaefun ou Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iaôs.
10. Iyadagan e Ossidagã: Auxiliam a Iyamorô.
11. Iyabassê: (mulher): Responsável no preparo dos alimentos sagrados as comidas-de-santo.
12. Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
13. Iyatebexê ou Babatebexê: Responsável pelas cantigas nas festas públicas de candomblé.
14. Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas.
15. Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
16. Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
17. Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
18. Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
19. Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
20. Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hirarquia.
21. Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Trabalha em conjunto com Iyalorixá / Babalorixá, iniciados e Ogans. Não pode errar. (não entram em transe).
22. Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. (não entram em transe). Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens. No Candomblé Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
23. Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
24. Ebômi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho). Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e na Angola,chamada "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil
25. Iaô: filho-de-santo (que já foi iniciado e entra em transe com o Orixá dono de sua cabeça), nem todo Iaô será um pai ou mãe de santo quando terminar a obrigação de sete anos. Ifá ou o jogo de búzios é que vai dizer se a pessoa tem cargo de abrir casa ou não. Caso não tenha que abrir casa o mesmo jogo poderá dizer se terá cargo na casa do pai ou mãe de santo além de ser um egbomi.
26. Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
27. Sarepebê ou sarapebê é responsável pela comunicação do egbe (similar a relações públicas).




Hierarquia do candomblé Jeje
No Jeje-Mahi.

1. Doté é o sacerdote, cargo ilustre do filho de Sogbô
2. Doné é a sacerdotisa, cargo feminino, esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó. similar à Iyalorixá
Os vodunsis da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviungo, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné
No Jeje-Mina Casa das Minas

1. Toivoduno
2. Noche
No Kwé Ceja Houndé
• Gaiaku, cargo exclusivamente feminino
• Ekede
Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados: Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor". O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.



Hierarquia do candomblé Bantu

Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo
1. Tata Nkisi - Zelador.
2. Mametu Nkisi - Zeladora.
3. Tata Ndenge - pai pequeno.
4. Mametu Ndenge - Mãe pequena(há quem chame de Kota Tororó, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida).
5. Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
6. Kambondos - Ogãs.
7. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
8. Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
9. Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
10. Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exú (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher mestrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não mestruar mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
11. Mametu Mukamba - Cozinheira da casa, que por sua vez, deve de prefer~encia ser uma senhora de idade e que não mestrue mais.
12. Mametu Ndemburo - Mãe criadeira da casa(ndemburo = runko).
13. Kota ou Maganga - Em outras nações EKEJI (todos os mais velhos que já passaram de 7 anos, mesmo sem dar obrigação, ou que estão presentes na casa, também são chamados de Kota).
14. Tata Nganga Muzambù - babalawo - pessoa preparada para jogar búzios.
15. Kutala - Herdeiro da casa.
16. Mona Nkisi - Filho de santo.
17. Mona Muhatu Wá Nkisi - Filha de santo (mulher).
18. Mona Diala Wá Nkisi - Filho de santo(homem).
19. Tata Numbi - Não rodante que trata de babá Egun(Ojé).

Sacerdotes na África
BANTU (ANGOLA-KONGO).
• Kubama..................adivinhador de 1a categoria.
• Tabi....................adivinhador de 2a categoria.
• Nganga-a-ngombo.........adivinhador de 3a categoria.
• Kimbanda................feiticeiro ou curandeiro.
• Nganga-a-mukixi.........sacerdote do culto de possessão (Angola).
• Niganga-a-nikisi........sacerdote do culto de possessão (Kongo).
• Mukúa-umbanda...........sacerdote do culto de possessão (Angola-Kongo).

Divisão Sacerdotais no Brasil

Angola - língua quimbundo - Kongo - língua quicongo


• Mam’etu ria mukixi......sacerdotisa no Angola.
• Tat’etu ria mukixi......sacerdote no Angola.
• Nengua-a-nkisi..........sacerdotisa no Kongo.
• Nganga-a-nkisi.........sacerdote no Kongo.
• Mam’etu ndenge..........mãe pequena no Angola.
• Tat’etu ndenge..........Pai pequeno no Angola.
• Nengua ndumba...........mãe pequena no Kongo.
• Nganga ndumba...........pai pequeno no Kongo.
• Kambundo ou Kambondo....todos os homens confirmados.
• Kimbanda................Feiticeiro, curandeiro.
• Kisaba.................pai das sagradas folhas.
• Tata utala..............pai do altar.
• Kivonda.................Sacrificador de animais (Kongo).
• Kambondo poko...........sacrificador de animais (Angola).
• Kuxika ia ngombe........Tocador (kongo).
• Muxiki..................tocador( Angola).
• Njimbidi................cantador.
• Kambondo mabaia.........responsável pelo barracão.
• Kota....................todas as mulheres confirmadas.
• Kota mbakisi............responsável pelas divindades.
• Hongolo matona..........especialista nas pinturas corporais.
• Kota ambelai............toma conta e atende aos iniciados.
• Kota kididi............toma conta de tudo e mantém a paz.
• Kota rifula.............responsável em preparar as comidas sagradas.
• Mosoioio................as (os) mais antigas.
• Kota manganza............título alcançado após a obrigação de 7 anos.
• Manganza.................título dado aos iniciados.
• Uandumba................designa a pessoa durante a fase iniciatória.
• Ndumbe..................designa a pessoa não iniciada.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Soldado da Borracha/ o Filme

LOCAL: Espaço Cultural Vrena
DATA: 24 de maio de 2010
HORÁRIO: 10h

A Produtora concederá uma entrevista coletiva antes de embarcar para EUA

História dos soldados da borracha vai para Hollywood

Filha de Soldado da Borracha conta ao mundo a saga dos heróis esquecidos.


Legenda:

“Soldados da Borracha” é um filme documentário de longa-metragem em fase de conclusão que retrata o drama dos nordestinos, que sobreviveram ao inferno verde da selva Amazônica. A cineasta Eva Neide idealizadora deste brilhante trabalho autoral vai tecer o destino destes heróis anônimos, que ainda lutam obstinadamente para serem reconhecidos pelo governo brasileiro.

Esta dívida histórica, no entanto, já se arrasta desde a 2ª Guerra Mundial, na década de quarenta, (século passado). Nesta obra, os sobreviventes desta epopéia dos arigós contam em detalhes as suas histórias singulares, os seus dramas pessoais e as lembranças da terra amada.

O documentário é um retrato desta brigada esquecida, que contribuiu para povoar os rincões da Região Norte. A diretora nasceu no município de Feijó, no estado do Acre, filha do Soldado da Borracha Sr. Manoel Gomes da Silva, um cearense enviado para a região Amazônica pelo o governo brasileiro para atender o Acordo de Washington, com apenas vinte anos de idade, Eva Neide traz estas histórias à tona com muita sensibilidade por ter vivido essa experiência na pele.

Eva Neide conta que pela primeira vez, a sociedade brasileira e internacional conhecerá estes rostos carcomidos pelo tempo, os seus nomes e suas histórias, que sempre foram ignoradas pelas autoridades, que passaram pelo Governo Central. Durante as locações, a equipe de produção se surpreendeu com a coragem e a obstinação destes soldados da borracha, para superarem as adversidades da vida.

O filme “Soldados da Borracha” está com o lançamento previsto para o final deste ano. Há oito anos, a diretora luta para concretizar este sonho de infância, de levar para as telas do cinema a história destes abnegados nordestinos, que foram esquecidos nos confins da Floresta Amazônica. “Cresci escutando o meu pai falar sobre os seringais por onde ele cortou seringa, no Vale do Envira”, comenta Eva Neide em tom de resignação. “Este ainda vai ser um filme documentário, mas eu não vou sossegar enquanto eu não contar esta história de maneira ainda mais abrangente, numa grande produção.”

O material bruto, que correspondente a mais de 150 horas de gravação está sendo editado em Los Angeles. “A equipe percorreu cinco Estados da Federação, vasculhando bibliotecas à procura de acervos no Brasil e Estados Unidos em busca deste acontecimento ocorrido em plena 2ª Guerra Mundial”, enfatizou a diretora.

Eva Neide revela que começou a captação de “Soldados da Borracha”, no final do ano de 2004, depois de dois anos de pesquisa e um ano de preparação técnica. Apesar de estar ainda em fase de pós-produção, o documentário “Soldados da Borracha”, já conquistou o seu primeiro prêmio dado por uma audiência numa pequena amostra de cinco minutos, na cidade americana de Los Angeles, numa pequena competição, através da National Association of Latino Producers (Nalip).“Não imaginei que fôssemos ganhar, pois estávamos concorrendo com doze filmes de ficção que já haviam sido terminados e nossa amostra era de cinco minutos de imagens brutas”, disse Eva Neide, surpreendida com primeiro lugar.



Fonte: Geraldo Cruz
Casa da Cultura Ivan Marrocos

quinta-feira, 20 de maio de 2010

48 ANOS DE ZIZI/ UM ANO DE MERCADO CULTURAL

No primeiro aniversário de inauguração do Mercado Cultural e nos festejos dos 48 anos de existência do Bar do Zizi, Porto Velho, pode dizer que realizou sua “1ª Virada Cultural”. Durante três dias a travessa Renato Medeiros abrigou dezenas de fãs da música produzida em Porto Velho. Se no sudeste do país as “Viradas” acontecem durante 24 horas, em Porto Velho durou muito mais, pois começou na quinta feira com o show da cantora Fátima Miranda, prosseguiu na sexta com a Fina Flor do Samba e continuou sábado com uma vasta programação cultural, desenvolvida dentro e fora do Mercado. Pela manhã os músicos da Escola de Música Jorge Andrade sob o comando do Telêmaco se apresentaram na Praça Getúlio Vargas com o “Som Instrumental na Praça”. Durante a tarde, o público pode apreciar exibições de vídeos que retratavam a Porto Velho antiga, produzidos pelo pesquisador João Luiz Kerd’s.

O grande momento da festa, aconteceu a noite. A Fundação Iaripuna responsável pela programação musical do evento, programou, para a partir das 19 horas, uma série de apresentações, entre elas o show musical dos integrantes do projeto Fina Flor do Samba, e do grupo de seresta, Os Anjos da Madrugada. Ainda deram canja a banda de rock “Bichos do Lodo”, o violonista e cantor Quintela e o compositor e cantor H. Montenegro. Não fora a falta de organização, poderíamos estar escrevendo que a festa de aniversário do Mercado Cultural teria sido a melhor entre todas já realizadas pela Fundação Iaripuna. Infelizmente não foi assim. O grupo Anjos da Madrugada programado para se apresentar por volta das 22h00, só começou a cantar, depois da meia noite, tudo provocado pela falta de pulso da pessoa responsável pela coordenação das apresentações. Nenhuma das atrações que se apresentaram antes dos Anjos cumpriu com o horário determinado. Cada uma queria ficar o maior espaço de tempo mostrando seu trabalho, isso fez com que os seresteiro só começassem a se apresentar após a meia noite. O pior foi quando eles iam começar a cantar uma neblina caiu e a produção resolveu transferir o show para dentro do Mercado, o que causou protesto da maioria do público presente.

O bom disso tudo, foi que podemos observar que Porto Velho tem artistas a altura de realizar e participar de qualquer evento cultural, artista de ótima qualidade. O que está faltando, é apenas mais um pouco de organização por parte de quem promove eventos desse Porte.

Ainda não foi a nossa “Virada Cultural”, mas, foi um super espetáculo musical.

Fonte: Zé Katraca

MÚSICA DE QUALIDADAE

SHOW: A música da Amazônia no Mercado Cultural

Por Silvio M. Santos

Que outros espetáculos no estilo “Gente da Mesma Floresta” sejam realizados na Aldeia Porto Velho

O Mercado Cultural de Porto Velho abrigou na noite do último sábado (8), o que podemos considerar como o maior encontro de compositores e cantores da Amazônia já realizado na capital do estado de Rondônia.
Inicialmente marcado para acontecer no lado de fora do prédio, em virtude da chuva que caiu no final da tarde, o espetáculo foi montado no palco interno do Mercado Cultural. Apesar da péssima acústica, Bado (RO), Eliakin Rufino (RR), Zé Miguel (AP), Célio Cruz (AM), Nilson Chaves (PA) e Graça Gomes (AC) os que fazem parte do show “Gente da Mesma Floresta” cujo DVD foi lançado naquela noite, se juntaram ao Zezinho Maranhão, Llitsia Moreno, Banda Leão do Norte e Ceiça Farias todos militantes musicais em Porto Velho e mostraram o que a Amazônia tem de melhor em se tratando de música.

O público literalmente lotou o ambiente e com paciência, encarou o atraso provocado pela mudança do ambiente e principalmente o calor quase insuportável dentro do Mercado. Aliás, o comentário, era que a prefeitura deveria tomar providencias no sentido de amenizar a alta temperatura no ambiente.

Nilson Chaves foi o encarregado pela abertura do espetáculo “Gente da Mesma Floresta”: “Aí você partiu pro Canadá e eu Fiquei no já vou já”. Foi a dica para a platéia dominar o espetáculo. A cada refrão o canto ecoava e era ouvia desde a Carlos Gomes até a Praça Rondon. “Põe tapioca, põe farinha d’água...”. Era o sabor açaí exalando e lembrando as "banqueiras" do velho Mercado Municipal hoje Mercado Cultural. Chega o Bado e o ambiente que já estava quente pegou “fogo” de vez, “Ô dona Arara...” invocou nosso cantor e a cada acorde do “Reggae no Ibirapuera” a vibração aumentava, E chega a Graça Gomes com sua maravilhosa voz e canta o samba da “Felicidade”. Felicidade que veio com o canto de “Pérola Azulada” do Zé Miguel “Como o povo gosta do Zé Miguel”, comentou a gerente de cultura da Secel Cândrica Madalena e o espetáculo prossegui com Célio Cruz com seu “Sentimento Cintilante” que prepara o público para a Dança “Parixara” de Eliakin Rufino o poeta da Amazônia dizendo que “Somos Todos da Mesma Aldeia – Tudo Índio”. O espetáculo está terminando e o público querendo mais.

Salve o canto da nossa floresta. Salve os cantores que cantam a Amazônia pelo mundo. Que outros espetáculos musicais no estilo “Gente da Mesma Floresta” sejam realizados na Aldeia Porto Velho.

terça-feira, 18 de maio de 2010

BAR DO ALÍPIO

OS ÓRFÃOS DO VILLAS BAR (III)

Por: Altair Santos (Tatá)*

Pois bem amigos e amigas é o fim da tormenta após diluvianos chororôs de quarenta dias e quarenta noites. Depois da deriva, depois de afogar-se em copos estranhos e dormir pesados sonos nas mesas de outros bares, as águas da tristeza baixaram. A arca dos perdidos atracou e um novo monte Ararat, em forma de bar, haverá de acolher os sobreviventes. É hora de vida nova. Conforme prometido vamos passar a régua nessa conta e dar por encerrada a inventariação e partilha da herança imaterial decorrente do fechamento do Villas Bar. O certo é que o adiós boteco deixou inapagáveis chamas de tristeza no coração de muitos e como são muitos! Dados do último recenseamento do IEG - Instituto Ébrio Geográfico (especializado em localizar, identificar, registrar e documentar a densidade demográfica de pinguços da cidade) diz ali no Villas Bar, ter convivido a mais heterogênea sociedade freqüentadora de botecos das últimas décadas em Porto Velho. Rondonienses e gaúchos, baianos e acreanos, cariocas e mineiros, sergipanos, chilenos e peruanos, gregos, troianos e bolivianos, todos ali se achegaram e beberam livres dos requisitos do passaporte ou do visto, era trânsito livre, era free life para aquela sociedade evoluída. A grande legião de órfãos ainda recolhe-se em sofrimento, mas já se agrupa numa e noutra esquina da cidade. São os novos e bons sinais. Dores e lamentos à parte, quem quiser, a partir de então, promover seus reclames que o façam perante a autoridade do gabaritado Doutor Destino e, com ele, lá em seu escritório, em audiência, tenham sobre todos os “porquês” que o assunto ainda demanda. Ele é autoriadade máxima no assunto e confortará a todos atrasadinhos. Mesmo assim fazemos aqui alguns registros em contabilidade final, é a repescagem. Carlinhos Maracanã, por exemplo, trancou-se em casa e suportou o by by Villas calado, sozinho e triste, não reclamou. Pelo recolhimento e atitude humilde que surpreenderia até mesmo alguns eméritos da categoria de Ghandi, São Francisco, Madre Teresa de Calcutá e Monges tibetanos, o botafoguense da boina irá ao guichê da saudade buscar a sua parte. A mana Almira que, noite após noite, vindo da Faculdade Católica, fazia pit-stop no Villas pra molhar a palavra e discutir Marilena Chauí, dentre outros autores, também receberá um hollerith cheio de promessas. O Bruno Rocha (Brunão) que morou aqui mandou e-mail e lá da região da Avenida Paulista, em São Paulo, se disse muito triste e quase chorou por causa do bar. Pobre moço! Pra resolver a situação dele consultamos o saldo em caixa, fizemos as contas e vamos mandar pelo SBI - Saudade Bank International, o seu FGTVB, leia-se: Fundo de Garantia por Tempo de Villas Bar. Então senhoras e senhores sintonizem seus rádios porque vai começar a partida, a seleção está em campo e as emoções estão afloradas, preparem seus corações porque, antes mesmo de começar a copa, essa turma de órfãos do Villas Bar já estará fortemente barulhenta e inquieta, assinando ficha de filiação e sediando-se - outra vez- em algum boteco do centro da cidade. Por enquanto a confraria continua trabalhando em quase absoluto silêncio, exigente, criteriosa e seletiva, assim como a FIFA para aprovação de cidades brasileiras para a copa de 2014. Eles - os órfãos - à luz dos seus secretíssimos e invioláveis critérios avaliam vários locais para a nova sede. Onde vai ser? É pergunta que não quer calar. Por enquanto ninguém sabe, nem eles mesmos, mas, quem viver verá! Um brinde, saúde e vida longa a todos.

(*) O autor é Presidente de Fundação Cultural Iaripuna.

tatadeportovelho@gmail.com
Por Beto Ramos

Teatro do Esquecimento

Diz à lenda que ver uma estrela sem brilho no chão é como compreender a derrota por meio de palavras sem sentido. Como um céu nublado e cheio de nuvens carregadas, o artista perdeu a sua grandeza e deixou seu rosto beijando o chão, por um momento onde não mediu a conseqüência de suas palavras. É preciso ser cultura e não estar cultura. O artista precisa ser louco, mas, sua loucura precisa ser criativa e não algo que traga destruição. O palco da loucura de um artista é o respeito por seu talento, por sua obra, por suas viagens alucinantes em busca da coisa perfeita. Diz à lenda que poucas palavras podem destruir e construir a honra de um artista. O palco do nosso Mercado Cultural possui a grandeza da nossa história. As cinzas devem ficar apenas na lembrança. A época dos generais se passou e levou no seu manto negro um pouco da nossa história. Precisamos de respeito e não de grosserias, que poderiam fazer a criança que ouviu as palavras insensatas, dizer, não venho nunca mais neste tal Mercado Cultural. A falta de sentido em tal reação nos dá a sensação que no lugar certo estão pessoas erradas. A obrigação de cumprir determinada ordem de quem comanda, é básico para que as coisas não se tornem muitos dias com nuvens carregadas. Diz à lenda que o respeito é o mínimo que poderíamos pedir a quem representa nossa cultura. Diz à lenda que tal reação se tornou de domínio público. Talvez uma reação pequena, mas, que foi presenciada por um público que aprendeu a respeitar o que esta sendo construído para engrandecer a nossa história. Erros de comunicação podem acontecer. O que não pode acontecer é lavar roupa suja diante de pessoas que simplesmente apreciam a beleza da revitalização do nosso centro histórico. A mãe cultura carrega em seus braços os órfãos do Vilas Bar, e os carrega no seu seio fraterno onde existe a união pela nossa história. Nossas sextas feiras estão mais ricas com a presença do BUBU com o seu vozeirão. E o nosso Mercado Cultural é lugar de engrandecimento da nossa cultura. Diz à lenda que não precisamos de atitudes inconseqüentes, que venham a fazer o povo imaginar que estamos sem comando. Somos o nosso tempo. Somos a história. Estaremos sempre prontos a defender o que escolhemos como bandeira da luta diária, “a nossa cultura beradeira”. Diz à lenda que as pequenas atitudes impensadas podem crescer se não colocarem as peças certas nos lugares certos. Os espaços de cultura precisam ser ocupados por espetáculos de arte, e não por cenas de somente um ato de uma peça de teatro que poderia ter o nome de esquecimento.

Diz a lenda.