GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA
SECRETARIA DE ESTADO DOS ESPORTES, DA CULTURA E DO LAZER
Casa da Cultura Ivan Marrocos
PROGROGRAMAÇÃO DE EVENTOS – 2010
JUNHO
EVENTO
ESPAÇO
DATA
HORÁRIO
RESPONSÁVEL
CONTATO
Curso Livre de Xilogravura
2ª Edição
PIONEIROS
01, 04, 08, 11, 15, 18, 22, 23, 25 e 29
14 às 18h
Ângela
9265-6560
Exposição da artista Ariana Boaventura
EBÓS
GALERIA AFONSO LIGÓRIO
04 a 28
20;30h
Ariana
9217-1705
Exposição
SELEÇÃO BRASILEIRA NAS COPAS DO MUNDO
FPB
07/06 a 11/07
Abertura
09;30h
Vicente Kleber
3228-5100
9959-5819
3901-1282
Exposição do Curso Livre de Xilogravura
2ª Edição
PIONEIROS
MEZANINO
01 a 15/07
20h
Ângela
9265-6560
Exposição Monocromática do artista Assis Shathobriand
GALERIA AFONSO LIGÓRIO
02 a 20/07
Abertura
às 20;30h
Assis Shathobriand
9963-9202
3223-4224
Geraldo Cruz
30 anos de arte
segunda-feira, 21 de junho de 2010
PRÊMIO
Concurso cultura Hip Hop
O Prêmio Cultura Hip Hop 2010 - Edição Preto Ghóez valorizará iniciativas que incorporem, associem e incentivem o intercâmbio de outras formas artísticas com a cultura Hip Hop. Os interessados em participar do concurso, cujas inscrições estarão abertas até o dia 12 de julho de 2010, e que desenvolvam projetos culturais do Hip Hop com estas características, poderão se inscrever na categoria Conexões do Edital.
A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC) criou um sistema de Dúvidas mais Freqüentes para esclarecer as principais dúvidas dos interessados, que também poderão conferir no site da SID (www.cultura.gov.br/sid) uma série de matérias sobre as categorias a serem premiadas.
O concurso distribuirá R$ 1,7 milhão em prêmios e serão contempladas 135 iniciativas de pessoas físicas, instituições e grupos informais nas seguintes categorias: Reconhecimento, Escola de Rua, Correria, Conhecimento (5º elemento) e Conexões.
Nesta edição, será abordada a categoria Conexões que tem como objetivo premiar iniciativas que promovam o intercâmbio de outras formas artísticas com a cultura Hip Hop. Serão 35 premiados nesta categoria, sendo sete para cada macrorregião do país.
Conexão
No caso dessa categoria, a associação mais comum da cultura Hip Hop no Brasil se dá com as expressões culturais afrodescendentes. Como exemplo de iniciativas culturais da categoria Conexões, temos grupos musicais como o Z’África Brasil, que tem como característica o forte apelo da cultura afro em suas letras; grafiteiros como Speto, que mistura o graffiti com a xilogravura; crews de dançarinos como o grupo Discípulos do Ritmo que mistura novos conceitos com as danças do Hip Hop; e DJs como KL Jay que, além de tocar, organiza festas e campeonatos.
O Hip Hop surgiu no Brasil nas décadas de 70/80 reunindo os quatro segmentos centrais da arte: o Breaking (dança de rua), o Graffiti (artes plásticas), o MC (mestre de cerimônias, ou, rapper), e o DJ (Disck Joquei). Mas outras expressões como o Beat Box (músico que faz o som dos instrumentos com a boca) e até os esportes como o skate e, principalmente o basquete de rua, se incorporaram nessa cultura de rua.
O Prêmio Cultura Hip Hop 2010 - Edição Preto Ghóez é uma realização das Secretarias da Identidade e da Diversidade Cultural (SID) e de Cidadania Cultural (SCC) do Ministério da Cultura, em parceria com o instituto Empreender e com a Ação Educativa.
Participe!
O Prêmio Cultura Hip Hop 2010 - Edição Preto Ghóez valorizará iniciativas que incorporem, associem e incentivem o intercâmbio de outras formas artísticas com a cultura Hip Hop. Os interessados em participar do concurso, cujas inscrições estarão abertas até o dia 12 de julho de 2010, e que desenvolvam projetos culturais do Hip Hop com estas características, poderão se inscrever na categoria Conexões do Edital.
A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC) criou um sistema de Dúvidas mais Freqüentes para esclarecer as principais dúvidas dos interessados, que também poderão conferir no site da SID (www.cultura.gov.br/sid) uma série de matérias sobre as categorias a serem premiadas.
O concurso distribuirá R$ 1,7 milhão em prêmios e serão contempladas 135 iniciativas de pessoas físicas, instituições e grupos informais nas seguintes categorias: Reconhecimento, Escola de Rua, Correria, Conhecimento (5º elemento) e Conexões.
Nesta edição, será abordada a categoria Conexões que tem como objetivo premiar iniciativas que promovam o intercâmbio de outras formas artísticas com a cultura Hip Hop. Serão 35 premiados nesta categoria, sendo sete para cada macrorregião do país.
Conexão
No caso dessa categoria, a associação mais comum da cultura Hip Hop no Brasil se dá com as expressões culturais afrodescendentes. Como exemplo de iniciativas culturais da categoria Conexões, temos grupos musicais como o Z’África Brasil, que tem como característica o forte apelo da cultura afro em suas letras; grafiteiros como Speto, que mistura o graffiti com a xilogravura; crews de dançarinos como o grupo Discípulos do Ritmo que mistura novos conceitos com as danças do Hip Hop; e DJs como KL Jay que, além de tocar, organiza festas e campeonatos.
O Hip Hop surgiu no Brasil nas décadas de 70/80 reunindo os quatro segmentos centrais da arte: o Breaking (dança de rua), o Graffiti (artes plásticas), o MC (mestre de cerimônias, ou, rapper), e o DJ (Disck Joquei). Mas outras expressões como o Beat Box (músico que faz o som dos instrumentos com a boca) e até os esportes como o skate e, principalmente o basquete de rua, se incorporaram nessa cultura de rua.
O Prêmio Cultura Hip Hop 2010 - Edição Preto Ghóez é uma realização das Secretarias da Identidade e da Diversidade Cultural (SID) e de Cidadania Cultural (SCC) do Ministério da Cultura, em parceria com o instituto Empreender e com a Ação Educativa.
Participe!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
DIZ A LENDA
MEIO DA LADEIRA
Por Beto Ramos
Gostamos de ficar no meio da ladeira esperando a chuva cair, molhando nossas palavras jogadas ao vento, que chegam a incomodar o centro histórico.
O que molha é o que pode saciar a sede do medo de alguns de se expor, por simples vaidades, por medo de perder pequenos espaços que ficam ladeira acima ou ladeira abaixo.
O que molha traz novidades. E ficar na chuva é para se molhar.
Nascem lendas todos os dias nesta cultura que não pode ficar restrita a um grupo que se intitula o dono da voz. Cultura não possui cor, partido político, e nem deve ficar entre quatro paredes sendo resolvida no intervalo de dois mundos que não resolve se é real ou irreal.
Cultura precisa de técnicos capacitados para o engrandecimento de todos. O resolver depois precisa ser esquecido e deixado dentro de alguma gaveta, onde ficam guardados os anseios de realizações de quem deseja fazer cultura. O pouco que é feito nada mais é que a obrigação de realizar dentro do calendário o que não fica nem ladeira acima e nem ladeira abaixo. E ficamos no meio da ladeira vendo as escolas de samba, quadrilhas, bois, grupos folclóricos que vão descendo ladeira abaixo, sem saber se serão vistos com bons olhos, ou maus olhos.
Somos presenteados todos os dias com lendas de ingerência, de falsas promessas, de um silêncio profundo que pode abrir as portas do fundo da história para os que possuem o medo de se molhar. Nossas palavras não são gritos. Os que gritam demonstram as suas faltas de argumentos.
Diz a Lenda que conhecemos as suas histórias.
Coisas de bastidores onde o barulho é imperceptível.
No meio da ladeira vamos ficando com o que molha.
E podemos assassinar a gramática e a fonética enfiando poesia em tudo.
O que importa é incomodar o silêncio de alguns para que possam despertar e abrir suas portas entrando nesta chuva onde o que vale é o crescimento e a valorização de nossa cultura.
O real é o Rei. Mas quem é o Rei?
Diz a lenda.
Por Beto Ramos
Gostamos de ficar no meio da ladeira esperando a chuva cair, molhando nossas palavras jogadas ao vento, que chegam a incomodar o centro histórico.
O que molha é o que pode saciar a sede do medo de alguns de se expor, por simples vaidades, por medo de perder pequenos espaços que ficam ladeira acima ou ladeira abaixo.
O que molha traz novidades. E ficar na chuva é para se molhar.
Nascem lendas todos os dias nesta cultura que não pode ficar restrita a um grupo que se intitula o dono da voz. Cultura não possui cor, partido político, e nem deve ficar entre quatro paredes sendo resolvida no intervalo de dois mundos que não resolve se é real ou irreal.
Cultura precisa de técnicos capacitados para o engrandecimento de todos. O resolver depois precisa ser esquecido e deixado dentro de alguma gaveta, onde ficam guardados os anseios de realizações de quem deseja fazer cultura. O pouco que é feito nada mais é que a obrigação de realizar dentro do calendário o que não fica nem ladeira acima e nem ladeira abaixo. E ficamos no meio da ladeira vendo as escolas de samba, quadrilhas, bois, grupos folclóricos que vão descendo ladeira abaixo, sem saber se serão vistos com bons olhos, ou maus olhos.
Somos presenteados todos os dias com lendas de ingerência, de falsas promessas, de um silêncio profundo que pode abrir as portas do fundo da história para os que possuem o medo de se molhar. Nossas palavras não são gritos. Os que gritam demonstram as suas faltas de argumentos.
Diz a Lenda que conhecemos as suas histórias.
Coisas de bastidores onde o barulho é imperceptível.
No meio da ladeira vamos ficando com o que molha.
E podemos assassinar a gramática e a fonética enfiando poesia em tudo.
O que importa é incomodar o silêncio de alguns para que possam despertar e abrir suas portas entrando nesta chuva onde o que vale é o crescimento e a valorização de nossa cultura.
O real é o Rei. Mas quem é o Rei?
Diz a lenda.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Beija flor e o Rei
Beija-Flor apresentou a sinopse do enredo para o Rei
TUDO DE SAMBA - Por Simone Fernandes
Irapuã Jeferson
A quadra da escola já está decorada com painéis alusivos ao enredo
O cantor e compositor Roberto Carlos conheceu na tarde desta quarta-feira, 16, a sinopse do enredo "A simplicidade de um rei", que servirá de inspiração aos compositores da Beija-Flor na criação das obras que participarão do concurso que vai escolher a trilha sonora do desfile de 2011, em que ele será homenageado. O Rei recebeu, em seu estúdio, no bairro da Urca, Zona Sul do Rio, a direção da azul-e-branco, o intérprete Neguinho da Beija-Flor, o diretor de carnaval Laíla, e os carnavalescos Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Victor Santos e Ubiratan Silva.
O texto criado pelos carnavalescos, e que foi entregue horas mais tarde, na quadra da escola, aos poetas da agremiação, foi lido para o Rei por Alexandre Louzada.
- No início da leitura, ele disse que ficou preocupado porque a sinopse é toda na primeira pessoa, e ele achou que, em algum momento, poderia se auto-homenagear. Depois, com o decorrer da leitura, quando viu que tivemos esse cuidado, ele ficou mais relaxado, e disse que gostou. Foi o segundo encontro da comissão de carnaval com ele, e, ao que tudo indica, a cada encontro, sairemos mais convictos de que ele merece todas as homenagens - afirmou Louzada.
Na conversa com o Rei, ficou acertado que haverá um show na quadra da escola, ainda sem data definida, para que ele possa ter contato com a comunidade.
- Houve quem sugerisse que ele fizesse um show num lugar mais amplo, tipo Maracanã, mas ele disse que quer que seja na quadra mesmo, porque quer ter um contato mais próximo com a escola - completou o carnavalesco.
Mas o show que ainda não tem data marcada, mas deve acontecer entre dezembro e janeiro, não deverá ser o único contato do artista com a comunidade da Beija-Flor antes do desfile. Segundo Laíla, Roberto Carlos sinalizou com a possibilidade de estar em Nilópolis.
- Ele disse que pode ir à quadra no dia de uma das eliminatórias do concurso de samba-enredo - informou o diretor de carnaval.
TUDO DE SAMBA - Por Simone Fernandes
Irapuã Jeferson
A quadra da escola já está decorada com painéis alusivos ao enredo
O cantor e compositor Roberto Carlos conheceu na tarde desta quarta-feira, 16, a sinopse do enredo "A simplicidade de um rei", que servirá de inspiração aos compositores da Beija-Flor na criação das obras que participarão do concurso que vai escolher a trilha sonora do desfile de 2011, em que ele será homenageado. O Rei recebeu, em seu estúdio, no bairro da Urca, Zona Sul do Rio, a direção da azul-e-branco, o intérprete Neguinho da Beija-Flor, o diretor de carnaval Laíla, e os carnavalescos Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Victor Santos e Ubiratan Silva.
O texto criado pelos carnavalescos, e que foi entregue horas mais tarde, na quadra da escola, aos poetas da agremiação, foi lido para o Rei por Alexandre Louzada.
- No início da leitura, ele disse que ficou preocupado porque a sinopse é toda na primeira pessoa, e ele achou que, em algum momento, poderia se auto-homenagear. Depois, com o decorrer da leitura, quando viu que tivemos esse cuidado, ele ficou mais relaxado, e disse que gostou. Foi o segundo encontro da comissão de carnaval com ele, e, ao que tudo indica, a cada encontro, sairemos mais convictos de que ele merece todas as homenagens - afirmou Louzada.
Na conversa com o Rei, ficou acertado que haverá um show na quadra da escola, ainda sem data definida, para que ele possa ter contato com a comunidade.
- Houve quem sugerisse que ele fizesse um show num lugar mais amplo, tipo Maracanã, mas ele disse que quer que seja na quadra mesmo, porque quer ter um contato mais próximo com a escola - completou o carnavalesco.
Mas o show que ainda não tem data marcada, mas deve acontecer entre dezembro e janeiro, não deverá ser o único contato do artista com a comunidade da Beija-Flor antes do desfile. Segundo Laíla, Roberto Carlos sinalizou com a possibilidade de estar em Nilópolis.
- Ele disse que pode ir à quadra no dia de uma das eliminatórias do concurso de samba-enredo - informou o diretor de carnaval.
Arte cênica
Crítica de Teatro
por Jória Lima (*)
Já Passam das Oito, comédia que estreou no último sábado, 12 de junho, com a Cia de Teatro Fiasco, merece ser vista não só para prestigiarmos um autor local (caso raro que devemos relevar sempre, dada a difícil arte de escrever para teatro), mas para conferir a ousadia e a coragem que Fabiano Barros teve de trazer a público um texto baseado em fatos reais evidentemente elevados a enésima potência humorística e de aparente banalidade.
Duas tias velhas e ciumentas de seu sobrinho, o qual impedem a todo custo que se case, o que a princípio parece banal é tornado cômico em virtude das hipérboles textuais e da excelente performance do elenco (Alexandre Lemos como Tia Nalda, Juraci Júnior como Tia Alda, William Bezerra como Valdinho e Andressa Romão como Maria Louisa) e a direção justa do próprio Fabiano. Devemos ressaltar também a elegância do figurino e cenário de Einstein Berguerand e a maquiagem precisa de Alexandre Braga, que aliás dá um show de interpretação de tal modo que chegamos a crer em vários momentos que se trata mesmo de uma de nossas tias velhas, atuação na medida justa, o que é difícil de encontrar no gênero besteirol.
Aliás, essa é outra discussão: o gênero. Li uma crônica há algum tempo intitulada “Quem tem medo do besteirol?” de Andréa Trompczynski que nos chama atenção exatamente para o fato de que rir é algo de que todo mundo gosta e precisa mas, que alguns têm vergonha de assumir que riem do Tiririca, do Tom, das videocassetadas, do Caco Antibes, etc.
E, caros colegas e leitores, eu devo confessar que durante muito tempo pertenci a este mesmo grupo de pessoas avessas ao riso fácil, felizmente a maturidade nos põe às avessas novamente, vemos o mundo com outros olhos, já distantes da necessidade de provar algo à alguém. Assim, definir o espetáculo como pertencente ao gênero besteirol pode ser um tanto perigoso porque pode afastar a intelligentsia local que preferirá continuar carregando seu Zaratustra de bolso sem nunca terminar de ler ou retomar a Montanha Mágica de Thomas Mann pela décima vez no capítulo um, enfim...para os quais rir é algo pecaminoso, privado, que só se faz escondido, quando ninguém mais está diante da tv.
Felizmente nos libertamos desses e outros tabus para podermos sair de casa e rir sem culpa numa alegria compartilhada que o espetáculo teatral nos proporciona, nesta confraternização popular onde nos reconhecemos e degustamos a sensação apaziguadora de pertencimento de grupo. Então, vá ao teatro Banzeiros, sábados e domingos até o dia 04 de julho. Horário: 20h30. Informações: (69) 8421-0414 ou 3227-9155.
(*) - autora teatral
por Jória Lima (*)
Já Passam das Oito, comédia que estreou no último sábado, 12 de junho, com a Cia de Teatro Fiasco, merece ser vista não só para prestigiarmos um autor local (caso raro que devemos relevar sempre, dada a difícil arte de escrever para teatro), mas para conferir a ousadia e a coragem que Fabiano Barros teve de trazer a público um texto baseado em fatos reais evidentemente elevados a enésima potência humorística e de aparente banalidade.
Duas tias velhas e ciumentas de seu sobrinho, o qual impedem a todo custo que se case, o que a princípio parece banal é tornado cômico em virtude das hipérboles textuais e da excelente performance do elenco (Alexandre Lemos como Tia Nalda, Juraci Júnior como Tia Alda, William Bezerra como Valdinho e Andressa Romão como Maria Louisa) e a direção justa do próprio Fabiano. Devemos ressaltar também a elegância do figurino e cenário de Einstein Berguerand e a maquiagem precisa de Alexandre Braga, que aliás dá um show de interpretação de tal modo que chegamos a crer em vários momentos que se trata mesmo de uma de nossas tias velhas, atuação na medida justa, o que é difícil de encontrar no gênero besteirol.
Aliás, essa é outra discussão: o gênero. Li uma crônica há algum tempo intitulada “Quem tem medo do besteirol?” de Andréa Trompczynski que nos chama atenção exatamente para o fato de que rir é algo de que todo mundo gosta e precisa mas, que alguns têm vergonha de assumir que riem do Tiririca, do Tom, das videocassetadas, do Caco Antibes, etc.
E, caros colegas e leitores, eu devo confessar que durante muito tempo pertenci a este mesmo grupo de pessoas avessas ao riso fácil, felizmente a maturidade nos põe às avessas novamente, vemos o mundo com outros olhos, já distantes da necessidade de provar algo à alguém. Assim, definir o espetáculo como pertencente ao gênero besteirol pode ser um tanto perigoso porque pode afastar a intelligentsia local que preferirá continuar carregando seu Zaratustra de bolso sem nunca terminar de ler ou retomar a Montanha Mágica de Thomas Mann pela décima vez no capítulo um, enfim...para os quais rir é algo pecaminoso, privado, que só se faz escondido, quando ninguém mais está diante da tv.
Felizmente nos libertamos desses e outros tabus para podermos sair de casa e rir sem culpa numa alegria compartilhada que o espetáculo teatral nos proporciona, nesta confraternização popular onde nos reconhecemos e degustamos a sensação apaziguadora de pertencimento de grupo. Então, vá ao teatro Banzeiros, sábados e domingos até o dia 04 de julho. Horário: 20h30. Informações: (69) 8421-0414 ou 3227-9155.
(*) - autora teatral
Samba bom
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