quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A VIDA ALHEIA

A nova velha da janela

Por Marcos Biesek (*)

É só avizinhar-se o período das eleições que começam a borbulhar os boatos: Dilma é isso, Serra é aquilo, Marina é assim, Plínio é assado!,

E faz-se isso com a mesma mesquinhez da qual lançavam mão aquelas senhoras que da janela espiavam a rua para ver o que faziam os transeuntes.

Vinha Seu Pereira descendo a calçada com um embrulho na mão:

- Só pode ser cachaça!

Era xarope para asma, mas que importa?

O que conta mesmo é o burburinho.

O vestido novo da Izolda, só podia ser presente do amante, ao marido não se constatava fundos para mantener tamanha luxuosidade!

Supunha-se tudo de todos, e tudo a título apenas de especulação barata da vida alheia. Sem o menor resquício de evidência de nada.

Vejo algo semelhante quando me povoam a caixa virtual de correio, correspondências carregadas de informações incoerentes, desencontradas e de mau gosto sobre as personas da nossa corrida presidencial.

Se o cara torce para este, ele diz que aquela é sapatão.

Pergunto: E se for?

Que eu saiba não se governa um país com as genitálias!

Aliás, como é que você sabe disso meu amigo?

Você deu uma cantada, mas ela preferiu a sua mulher?

Daí vem o outro e fala que os socialistas vão tomar as terras dos grandes proprietários.

Bem, cada um que defenda seu ninho.

Agora, pobre, lascado, coitado que não tem terra nem embaixo da unha, querer usar isso de cartaz contra este ou aquele candidato é demais, não acham?

Seria, por exemplo, como eu ficar revoltado porque pararam de fabricar Ferrari da cor amarela ou irritar-me porque a Nasa recusou-se a vender um foguete para um chinês que vive em Bogotá!

Que que eu tenho a ver com isso?

A internet é essa janela e nós por vezes somos aquelas velhas que se sentam ao batente cosendo uma calça, e pomo-nos a espiar a vida alheia só por falta do que fazer, e após supor algo sobre alguém, corremos à janela da outra velha que está sentada a coser uma blusa e clicamos em "enviar" e essa outra velha na janela vai "encaminhar" para outra velha que está cozendo uma panelada para o jantar, que vai "só repassando" para a outra velhinha e assim vai....

Tudo sem saber se confere

Tudo sem saber se é verdade!

(*) o autor é músico compositor em Ariquemes

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O OBJETIVO DE UMA ESCOLA DE SAMBA

Gestão Moderna de Escola de Samba

“A escola de samba é a nossa maior referência em gestão.

E o curioso é que, enquanto continuamos fazendo experiências

com modelos e gurus de outras realidades culturais, temos

aqui mesmo uma das estruturas mais fantásticas de satisfação

do cliente, equipe integrada e altíssimo índice de motivação individual”

Renato Bernhoeft

Hoje em dia, um dos resultados que as empresas mais procuram na sua forma organizacional de gestão continua sendo uma fórmula para encantar e atrair clientes e ao mesmo tempo crie um modelo interno de união do grupo e consiga comprometer seus colaboradores de maneira criativa e com entusiasmo. Ou seja, justapondo interesses coletivos.

Dentro da realidade brasileira existe um setor que alia todos os questionamentos expostos no parágrafo anterior. é a escola de samba. E ela pode ser vista como um processo de estruturação coletiva e individual da alegria que nos enche de encantamento.

Precisamos entender que a escola da samba não funciona apenas no período do carnaval. Ela gera empregos, desenvolve sistemas, estimula a criatividade, consequentemente, exige um grau de gerenciamento e estruturação.

O espetáculo que vemos durante os desfiles, é o resultado de muito trabalho, competência e estruturação.

São centenas de pessoas trabalhando durante todo o ano, muitas vezes virando madrugadas, mas com um único objetivo: fazer a escola campeã no carnaval. Hoje, a maioria das escolas de samba são empresas, têm organização, método e planejamento. E, como em qualquer empresa, as escolas de samba também são divididas em “departamentos”.

Um mês após o término do carnaval, as escolas montam um cronograma que será válido até o próximo desfile. O enredo é definido até junho, quando tudo que foi idealizado começa a ser concretizado. é nesta época que se procuram parcerias e o carnavalesco se reúne com os compositores para a criação do samba-enredo e coordenar os trabalhos de figurino e alegorias. Organização é fundamental. Sem ela, o trabalho não evolui e as coisas passam a ficar sem estruturação.

Como podemos perceber, até aqui tudo é muito parecido com qualquer outra empresa: cronograma, planejamento, organização, direção, parcerias, reuniões. Tudo faz parte do dia-a-dia de qualquer empresa.

O segredo do sucesso está no acreditar dos componentes pois acreditam no que fazem. Sabem que são importantes. E que a vitória depende deles. A união da equipe é o maior fator para se alcançar grandes resultados.

O trabalho coletivo é fortemente valorizado nas escolas de samba. Diferentemente do que acontece nas empresas, nas escolas de samba há um envolvimento emocional muito grande por parte de todos os componentes. Muitas vezes é isso que falta às empresas.

Transparência de objetivos. Eis as palavras-chaves. Afinal mão há como se envolver com um idéia sem conhecê-la. Apesar de parecer simples, a maioria das empresas não tem a cultura de compartilhar suas metas com os funcionários. é preciso perceber que os objetivos pessoais estão ligados aos objetivos coletivos, pois só através do trabalho coletivo conseguiremos alcançar os objetivos propostos.

Dentro de uma escola de samba não deve haver lugar para a valorização do ego. A estrela principal do espetáculo é a agremiação e, essa idéia deve ser passada para todos os componentes.

No universo de uma escola de samba para atingir um bom resultado na avenida é necessário saber administrar riscos. As pessoas precisam aprender com os próprios erros. Errar naquilo que se conhece é imperdoável, mas errar à procura do novo é bom, e deve ser incentivado. Porque se você não arriscar, nunca conseguirá, melhorar seus resultados.

Outros conceitos como visão de conjunto, organização, estabelecimento de confiança e desenvolvimento de liderança devem ser levados em consideração. Primeiramente devemos partir da teoria para depois colocarmos tudo na prática. Só assim conseguiremos executar as tarefas a contento, sem atropelos e desgastes desnecessários.

Um outro fator que deve ser considerado é a parte da sustentabilidade de uma agremiação. Essa sustentabilidade deve ser ao longo de todo o ano e, não só na busca de enredos de patrocínio. Temos como exemplo claro o caso da Mangueira, que mantém patrocinadores durante todo o ano, tendo uma gestão com visão empresarial.

A intenção deste estudo é mostrar que a escola de samba nos dias atuais deve ter uma visão empresarial. Já se foi o tempo em que grupos de pessoas de comunidades afins se reuniam nos dias de carnaval para um desfile pelas ruas do bairro. Hoje o espetáculo tomou proporções gigantescas e, para a realização de um desfile não se admite mais amadorismos e administrações mambembes. O verdadeiro gestor de uma escola de samba deve ter uma visão empresarial e dinâmica e, principalmente estar aberto às mudanças que ocorrem para a modernização transformadora que é o desfile das escolas de samba.

O moderno gestor de uma escola de samba deve estar sempre procurando métodos e estratégias que possam aperfeiçoar suas funções gerenciais dentro da idéias de planejamento, organização e controle. Seu planejamento deve ser com uma visão ampla de planejamento a longo prazo. Mudanças repentinas podem levar ao fracasso total As conquistas devem ser gradativas, sem queimar etapas. Essas etapas devem seguir um planejamento estratégico de etapas tais como: definição da missão, análise do contexto social, definição de objetivos, definição de estratégias e elaboração de um plano de ação. O gestor moderno deve seguir a linha de ser eficaz e eficiente. Para isso ele deve contar com profissionais que sejam capazes de atingir os objetivos propostos pela escola de samba.

“ ... dirigir significa dar direção, gerir,

governar, direcionar, encaminhar...”

Aurélio Buarque de Holanda

A metodologia aqui utilizada dá ênfase aos estudos de Administração Moderna de Empresa, pois não poderíamos falar neste assunto sem mencionar esta disciplina. Hoje, a gestão de uma escola de samba não pode estar desvinculada dos estudos de Administração. Ela é toda voltada para a ação gerencial participativa e que ao final dos trabalhos, ao longo do ano, consiga atingir os objetivos.

Uma organização não comercial “sem fins lucrativos” precisa sempre ter em mente que seu objetivo maior é alcançar os resultados que previu no projeto inicial. Um bom gestor precisa mostrar três fatores de fundamental importância em sua administração: eficácia, eficiência e efetividade.

Eficácia é o atingimento de fato das metas estabelecidas com o impacto esperado em cada uma. Efetividade é a construção de resultados permanentes e sustentáveis que garantam efeitos duradouros. Porém, o destaque maior vai para a eficiência, pois significa maximizar gastos operacionais ao máximo e, agindo assim conseguirá sempre recursos de forma sustentável para manter suas atividades porque, além de mostrar capacidade técnica-administrativa, conquistará legitimidade.

Nas escolas de samba de hoje, não há mais lugar para amadores. Não adianta manter pessoas em determinadas funções apenas por serem antigos na agremiação sem entretanto possuírem mérito para tal. Hoje as escolas possuem carnavalescos, figurinistas, aderecistas, coreógrafos, arquitetos, todos profissionais. As escolas de samba como misto de executores de projetos culturais e de entretenimento de massa, precisam de gestores competentes e que tenham as habilidades e conhecimentos necessários. Precisam ser dirigidas por administradores e gestores culturais devidamente gabaritados. Se não dirigidas, ao menos que seus diretores tenham assessoria e consultoria de profissionais.

É necessário planejar a produção. O número de profissionais necessários, negociar com fornecedores e realizar pesquisa de preço. Precisa-se estudar soluções para redução de desperdício, enfim, precisamos de gestores capazes de fazer com uma escola de samba que gaste menos e propicie espetáculos maravilhosos e projetos culturais que apresentem resultados.

Regina Passaes

Rio de Janeiro

ESCOLA DE SAMBA EMPRESA

Comissão de Frente:
É a apresentação da empresa. Onde a sincronia do trabalho, simpatia e o profissionalismo, faz com que a boa imagem da empresa, transmita a todos confiança.

Fantasia:
É acreditar no potencial da empresa, e usando de inovações e ousadia fazê-la progredir e crescer com criatividade.

Evolução:
É o movimento que a empresa faz de provocar o público, fazer com que ele se entusiasme pelo produto. Cada funcionário também tem o comprometimento pela evolução e resultados da empresa, assim causando o seu maior desenvolvimento.

Mestre Sala e Porta Bandeira:
São os dirigentes da empresa. Quando lideram com confiança, eles conseguem credibilidade e respeito perante os funcionários e o mercado de trabalho.

Bateria:
É o que chamamos de equilíbrio do ambiente de trabalho. Sentimento de motivação para a superação de novos desafios, dando o ritmo em todos os setores da empresa.

Alegoria e Adereços:
Para que alcancemos os nossos objetivos devemos sempre lembrar da principal função da empresa e com motivação dada pelo agradável ambiente de trabalho, o desenvolvimento das funções que cabem a cada individuo serão alcançadas com máximo êxito.

Enredo:
É o planejamento estratégico, quando se define a missão da empresa e de cada um de seus componentes. Para alcançar sucesso e satisfação de seus clientes é necessário que toda a equipe esteja a par dos objetivos da empresa e saiba qual a sua responsabilidade.

Harmonia:
Todos têm que seguir o mesmo ritmo, pois não adianta lutar somente pelos próprios interesses, por que se algo vai mal todos perdem com isso. Portanto, o trabalho em conjunto e preocupação com o resultado final, é fundamental para uma equipe de sucesso.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

AGUARDADO

LIVRO

Dom Xavier - Apóstolo do Guaporé

A professora Isabel Assunção, de Guajará-Mirim, está finalizando um livro que vai retratar a vida e a obra missionárias do bispo Dom Francisco Xavier Rey, que durante mais de 30 anos trabalhou na região da fronteira Brasil-Bolívia e ficou conhecido ali como "Apóstolo do Guaporé", atuando não só no aspecto religioso, mas, também, nas áreas de cultura, educação e saúde.

A pesquisa da professora Isabel Assunção vai além do trabalho religioso desenvolvido por Dom Rey desde 1932, quando ele chegou, ainda como padre, à região de Guajará-Mirim, integrando-se à comunidade na qual exerceu grande influência, incluindo aí o fortalecimento da maior festa cultural-religiosa do Estado, a Festa do Senhor do Divino Espírito Santo, realizada nas comunidades brasileiras e bolivianas ao longo da fronteira, desde 1894.

Durante seu trabalho Dom Rey, verificando a necessidade de pessoas para atender como professoras e na área de enfermagem, e que atuassem como lideranças nas pequenas vilas ao longo da bacia do Mamoré/Guaporé, ele convenceu os pais de um grupo de meninas a deixar que elas se mudassem para um internato em Guajará, aonde estudaram e foram depois devolvidas a suas casas para atuar como lideranças comunitárias.

As meninas passaram a ser chamadas, então, de "filhas do bispo". Dona Isabel era uma delas, juntamente com outras jovens: Lídia, Estela, Eleotéria, Eremita, Antonia, Paula, Maria de Jesus, Albertina, Belmira, Inocência e Verena. Segundo narra a matriarca Estela Madeira Casara em "A Mulher em Rondônia - de Tereza de Benguela à Coronel Angelina", o grupo era rigidamente vigiado pelas freiras do colégio "Santa Terezinha".

No livro dona Estela cita: "No internato a vida era dura. Saídas eram poucas e mesmo assim tinha de ser todas juntas, em fila, para dar uma volta na única praça da cidade, ir à igreja ou a uma atividade religiosa". Em entrevista ao projeto "Testemunha da História", citado no mesmo livro, dona Estela ainda lembrou que apesar de toda fiscalização das irmãs as meninas conseguiam manter contato com rapazes, mas que "não como esses namoros de hoje", mas através de cartas e bilhetes, algumas vezes "contrabandeados" por colegas não internas.

Esperado com grande expectativa por parte dos que atuam na pesquisa histórica rondoniense, com especialidade fatos e personagens que aconteceram na região dos Rios Mamoré/Guaporé, o livro da professora Isabel Assunção virá, com certeza, numa boa hora, para que se possa entender melhor a luta dos que viveram e vivem naquela área do Estado.

ANIVERSÁRIO

Fundação Iaripuna convoca os talentos de RO para o I Festival de Música do Servidor Público Municipal
¬A prefeitura de Porto Velho, através da Fundação Cultural Iaripuna, com apoio da secretaria municipal de administração (Semad), realizará dia 28/10, o 1º Festival de Música do Servidor Público municipal.
Segundo o presidente da Fundação Cultural Iaripuna, Altair dos Santos (Tatá, foto), as inscrições começam nesta sexta-feira (01/10) e quem quiser mostrar seu talento deve procurar a coordenação pelos telefones 3901-3265/3901-3651. Outras informações podem ser obtidas através do e-mail -culturaparatodos.iaripuna@gmail.com ou no site da prefeitura.
As eliminatórias serão realizadas no Mercado Cultural e a final na casa de show Talismã 21, com uma grande festa em homenagem aos funcionários pela passagem do Dia do Servidor Público, em 28 de outubro. "Nosso intuito é revelar os talentos internos da prefeitura. Esperamos também que seja um momento de interação entre os servidores", ressaltou Tatá.
De acordo com a organização do festival, os participantes vão dispor de toda a estrutura necessária: palco, som, iluminação e acompanhamento de músicos profissionais com os instrumentos necessários. Além disso, os concorrentes serão avaliados por uma comissão julgadora convidada pela organização do festival, formada por jurados ligados à música. "Com esse festival, mostraremos a sensibilidade do servidor público, a descoberta de novos talentos, com oportunidades para o servidor público expressar a sua criatividade", disse Tatá.
Segundo Berenice Simão, vice-presidente da Fundação Iaripuna, nesta sexta-feira (01/10) a comissão organizadora do evento se reunirá para definir pontos importantes como premiação e etapas eliminatórias. "Até segunda-feira (04/10) todos os detalhes estarão acertados", disse Berenice.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PORTO DO VELHO

Histórias do menino barrigudo

Por Silvio Santos

Saqueieirooo! Saqueieirooo! Assim “Barrigudo” levava a vida na Feira Livre que existiu no local onde hoje funciona o Mercado Central, no quadrilátero formado pelas ruas Farquar, Euclides da Cunha, Henrique Dias e Travessa Renato Medeiros. O grito de saqueieiro era praticado por todos os meninos que vendiam saco feito de folha de saco cimento na Feira Modelo, esse era o nome da Feira Livre inaugurada em Porto Velho em meado da década de 1950.

Barrigudo começou suas atividades como vendedor de saco, carregador de água para as banqueiras, vendedor de mingau e outras coisas, assim que sua mãe ficou viúva e para sustentar os filhos, colocou banca de venda de comida na Feira Livre que existia em frente ao Mercado Municipal (hoje Mercado Cultural) pelo lado do palácio do governo.

Quando o governo resolveu inaugurar oficialmente o palácio em 1954, a feira foi transferida para um galpão construído no espaço que ficava entre o Clube Internacional (Hoje Ferroviário) e o prédio da Usina que pertencia ao Serviço de Água, Luz e Força do Território Federal de Rondônia - SALFT (hoje é a sede da Ceron/Eletrobrás). A rua existente ali ficou conhecida como rua do Coqueiro hoje é a Euclides da Cunha.

A feira livre naquele local era provisória, pois a prefeitura estava construindo o local definitivo ao lado de uma dos casarões da Estrada de Ferro Madeira Mamoré que ficava nos fundos do recém inaugurado Prédio do Relógio.

Acontece que nesse ínterim, a mãe de Barrigudo, juntamente com outras pessoas, conseguiu licença junto à direção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e constuiu uma casa bem em frente da Feira Modelo pela rua Farquar.

A Feira Modelo só funcionava de 5ª feira ao meio dia de sábado. Quinta feira a tarde chegava o Trem da Feira que vinha com produtos dos agricultores que moravam ao longo da via férrea entre o KM 25 (Teotônio) até Porto Velho. Sexta feira era vez de chegar a Lancha do Beiradão do que vinha com os produtos dos agricultores que moravam entre São Carlos e Porto Velho. “A gente pegava carreto para transportar cachos de banana, saco de carvão e outros produtos do trem ou da lancha para a Feira” conta Barrigudo acontece que no percurso para feira ele ia tirando banana da palma e deixando no chão, enquanto um comparsa previamente combinado, ia juntando. “Aquelas bananas a gente botava para amadurecer e vendia”. Muito “peralta” Barrigudo não deixava escapar nada. Sempre estava procurando confusão com os meninos que apareciam pela feira. Os comerciantes que tinha boxe sabendo que Barrigudo não enjeitava nenhuma parada, quando viam um menino estranho no pedaço, ofereciam Cinco Cruzeiros (Barão do Rio Branco) se o Barrigudo tivesse coragem de dar um tapa no intruso. Barrigudo não contava conversa, ia lá Pou! Voltava e recebia a grana.

Os quintais das casas daquela vila que ficava em frente à feira pela Farquar, quando era o tempo das praias, nos meses de agosto setembro, eram alugados aos “Condutores” da EFMM para servir de depósito de tartaruga e tracajá que vinha de Guajará Mirim para serem vendidos em Porto Velho. O condutor que alugava o quintal da casa do barrigudo era o Armando Holanda conhecido como “Periquito”. Barriguda durante a noite riscava um palito de fósforo perto do nariz da tartaruga que morria asfixiada. Na manhã seguinte Periquito chegava e queria saber se alguma tartaruga havia morrido e Barrigudo ia direto naquele que ele Havaí asfixiado na noite anterior e então Periquito ordenava que ele jogasse a “bicha” fora. No meio do mato Barrigudo abria o peito da tartaruga e retirava os ovos que eram vendidos na feira.

O menino cresceu, estudou se formou, aprendeu a arte da tipografia nas oficinas do jornal Alto Madeira foi trabalhar como radialista na Rádio Caiari, passou pelos jornais A Tribuna, onde se transformou em Zé Katraca, foi para O Guaporé, Estadão e há 17 anos, é integrante da família Diário da Amazônia e continua Barrigudo.

sábado, 25 de setembro de 2010

104 ANOS DE SAMBA

NA SOMBRA DO SAMBA.


No dia o4 de novembro completam 104 anos de Samba, Waldemir Pinheiro da Silva e Antônio Campos, ou Cabeleira e Bainha.

Dos grandes nomes do samba que criaram e mantiveram a história do ritimo genuinamente brasileiro, depois da criação da Escola de Samba Os Diplomatas, junto com mais um monte de ambas, cada um sai para dar continuidade em outras Escolas.

Bainha, foi para o Caiari e depois, foi para o Asfaltão, Escola de tradição, até por ter vários membros da mesma família na coordenação colaborou e continua emprestando sue conhecimentos a agremiação.

Cabeleira, saiu da Diplomatas e foi para a Escola Armário Grande, que se reunia no bairro Olaria e depois se mudou para a zona sul, quando o grande sambista foi morar no na área.

Mestre Sala de sucesso, hoje ensina aos mais jovens a arte de se apresentar o pavilhão da Escola, tanto para os mestres, como para as Porta-Bandeira, é sobre o olhar crítico do mestre que os ensaios acontecem na Verde e Branco.

Compositor de mão e versos cheios, Bainha permanece vivo no mundo do samba, autor de sambas, lembrados até hoje nas rodas, nos faz sempre lembrar de alguns dos seus sambas campeões.

Bainha e Cabeleira, NA SOMBRA DO SAMBA, 104 anos de dança e ritimo.

Estou trabalhando junto a Fundação Iaripuna, para a realização deste espetáculo, o local seria o Mercado Cultural, o dia 06 de Novembro (sábado), a hora 21 h, com a participação de vários convidados.

O Show está sendo escrito por mim, Ênio Castiel e Tatá, constam de gravação: depoimentos, exposição, entre outras,

Estamos abertos para sugestões e principalmente parceiros e patrocinadores.
Os contatos podem ser feitos pelos fones; 9971-5084 --- 8472-2366, Com Carlinhos Maracanã.


Carlinhos Maracanã
Agitador Cultural