terça-feira, 4 de maio de 2010

NOEL ROSA

CENTENÁRIO DE NOEL ROSA.

BUTIQUIM DO SAMBA

* 11 DE DEZEMBRO DE 1910.
+ 04 DE MAIO DE 1937

de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil.[1] Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira.[2][3]
Noel nasceu de um parto difícil em que o uso do fórceps pelo médico causou-lhe um afundamento da mandíbula que o marcou por toda a vida. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento
Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música - e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.
Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, "Minha Viola" e "Toada do Céu", ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de "Com que roupa?", um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma seqüência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em "Positivismo", o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como "Feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz". Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida..
Noel teve ao mesmo tempo algumas namoradas. Casou-se em 1934 com Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Ceci, a dama do cabaré. Passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, a bebida e o cigarro. Mudou-se para Belo Horizonte,[nota 1] trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado. Faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em conseqüência da doença que o perseguia desde sempre.
] Bibliografia
Dentre os livros a respeito do artista, duas obras são de grande importância para se estudar Noel Rosa: "No Tempo de Noel Rosa", escrita pelo amigo Almirante, e a essencial "Noel Rosa: Uma Biografia" de João Máximo e Carlos Didier.
Outros livros
• Noel Rosa: Língua e Estilo (Castellar de Carvalho e Antonio Martins de Araujo)
• Songbook Noel Rosa 1, 2 e 3 (Almir Chediak)
• Noel Rosa: Para Ler e Ouvir (Eduardo Alcantara de Vasconcellos
• O Jovem Noel Rosa (Guca Domenico)
• O Estudante do Coração (Luis Carlos de Morais Junior)
Cinema
Filmes sobre Noel, Noel Rosa já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Chico Buarque no filme "O Mandarim" (1995) e Rafael Raposo no filme "Noel - Poeta da Vila" (2006).
O primeiro longa-metragem sobre o compositor, "Noel - Poeta da Vila", foi baseado na biografia de Máximo e Didier e dirigido por Ricardo van Steen. Teve sua estréia no Festival de Cinema do Rio de Janeiro em 2006 e na 30ª Mostra de Cinema de São Paulo. Entrou em circuito em agosto de 2007, ano que marcou os 70 anos da morte do poeta do samba.
Antes deste filme , outros filmes, de curta e média-metragem, foram realizados sobre Noel Rosa. O próprio Ricardo Van Steen, realizador de "Noel, Poeta da Vila", dirigiu um curta-metragem, "Com Que Roupa?" (1997), com Cacá Carvalho no papel de Noel Rosa.
Rogério Sganzerla (1946-2004), um dos principais nomes do chamado Cinema Marginal, era fascinado pela vida e obra de Noel Rosa, e planejava fazer o seu próprio longa-metragem. O projeto acabou não vingando, mas durante esta espera, realizou dois documentários, um de curta-metragem, "Noel Por Noel" (1978), e um de média-metragem, "Isto É Noel Rosa" (1991).
Em "O mandarim" (1995) - uma representação experimental da vida do cantor Mário Reis - Júlio Bressane (outro representante do Cinema Marginal) chama Chico Buarque para interpretar Noel Rosa.
Em 1994, Alexandre Dias da Silva descobre um filme raríssimo - o curta-metragem "Vamo Falá do Norte" (1929), de Paulo Benedetti, com a única imagem filmada de Noel Rosa, junto com o Bando de Tangarás - e, com texto de José Roberto Torero e cenas de cinejornais e filmes de 1929, realiza o curta-metragem "O Cantor de Samba".
No mesmo ano, Noel Rosa se torna personagem do curta-metragem de ficção "Bar Babel", realizado no Paraná por Antônio Augusto Freitas.
Em 1998, Antonio Paiva Filho escreve e dirige, em vídeo, uma ficção inspirada no célebre samba de Noel Rosa "Coração", presente mesmo no título: "A Paixão Faz Dor no Crânio Mas Não Ataca o Coração"
E em 1999, André Sampaio realiza uma ficção experimental, "Polêmica", a partir da famosa polêmica musical entre Noel Rosa e Wilson Batista.
Trilhas musicais para o cinema
Antes de ser tema de filmes, a música de Noel Rosa esteve presente em um sem-número de filmes brasileiros.
Mesmo enquanto o Poeta da Vila ainda era vivo: na comédia musical "Alô, Alô, Carnaval", de Adhemar Gonzaga (produção Cinédia - 1936), duas marchas de carnaval de Noel Rosa estavam em sua trilha sonora: "Pierrot Apaixonado" (parceria com Heitor dos Prazeres) e "Não Resta a Menor Dúvida" (parceria com Hervé Cordovil).
No mesmo ano, compôs seis músicas, em parceria com Vadico, para o filme "Cidade-Mulher", de Humberto Mauro (produção Brasil-Vita): a música-título do filme (interpretada por Orlando Silva), "Dama do Cabaré", "Tarzan, O Filho do Alfaiate", "Morena Sereia", "Numa Noite À Beira-Mar" e "Na Bahia".
Outros filmes de destaque com músicas de Noel Rosa em sua trilha sonora foram os realizados por Carlos Alberto Prates Correia, outro grande admirador de sua música: em "Perdida" (1975), a gravação original de "Quem Dá Mais?" (1932), na voz do próprio Noel Rosa, serve de fundo para uma cena… digamos… didática, passada num bordel.
Em "Cabaret Mineiro" (1980) - grande premiado no Festival de Gramado de 1981 - "Pra Esquecer" - com Tavinho Moura e regional - e "Nunca… Jamais!" - com Tavinho Moura, Silvia Beraldo e regional - tem a mesma função de reforço da ironia em duas sequências do filme.
Teatro
Sua vida foi objeto de um excelente drama de Plínio Marcos - O Poeta da vila e seus amores - encenado no Teatro Popular do Sesi. Foram mais de dois anos ininterruptos em cartaz.
Homenagens
Em 2010, cem anos depois do seu nascimento, o GRES Unidos de Vila Isabel, escola de samba sediada na Zona Norte do Rio de Janeiro, no bairro de Vila Isabel, levou Noel Rosa como seu enredo do carnaval de 2010. Fez-se um desfile em sua homenagem, com o samba intitulado Noel: A Presença do "Poeta da Vila, de autoria do compositor Martinho da Vila.[4]
O desfile realizado pela Unidos de Vila Isabel se deu na segunda-feira de carnaval, dia 15 de Fevereiro de 2010. A escola foi a quinta escola a desfilar e o resultado oficial rendeu à escola a quarta colocação na ordem oficial de apuração dos pontos pela LIESA.[5]
Canções

Foram mais de trezentas composições criadas por Noel:
• Ingênua (com Glauco Viana), 1928/1930
• Com que roupa? 1929
• Festa no céu 1929
• Minha viola 1929
• A.B. Surdo, (com Lamartine Babo) 1930
• Bom elemento, (com Euclides Silveira, o Quidinho) 1930
• Devo esquecer (com Gilberto Martins), 1930
• Dona Aracy 1930
• Dona Emília, (com Glauco Vianna) 1930
• Eu vou pra vila 1930
• Gago apaixonado, 1930
• Lataria (com João de Barro e Almirante), 1930
• Malando medroso 1930
• Meu sofrer (com Henrique Britto), 1930
• Quem dá mais (Leilão do Brasil) 1930
• Sorriso de criança 1930
• Vou te ripar 1930
• Adeus (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1931
• A.E.I.O.U. (com Lamartine Babo), 1931
• Agora 1931
• Coração 1931
• Cordiais saudações 1931
• É preciso discutir 1931
• Espera mais um ano 1931
• Esquecer e perdoar (com Canuto), 1931
• Estátua da paciência (com Jerônimo Cabral), 1931
• Eu agora fiquei mal (com Antenor Gargalhada), 1931
• Fiquei sozinha (com Adauto Costa), 1931
• Gosto, mas não é muito (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1931
• Já não posso mais (com Pururuca, Canuto e Almirante), 1931
• Julieta (com Eratóstenes Frazão), 1931
• Mão no remo (com Ary Barroso), 1931
• Mardade de cabocla 1931
• Mentiras de mulher 1931
• Mulata fuzarqueira, 1931
• Mulato bamba (Mulato forte) 1931
• Nega, (com Lamartine Babo) 1931
• Nunca... Jamais 1931
• Palpite (com Eduardo Souto), 1931
• Pesado 13 (paródia do tango El penado, de Agustin Magaldi, Pedro Noda e Carlos Pesce), 1931
• Picilone 1931
• Por causa da hora 1931
• Por esta vez passa 1931
• O pulo da hora 1931
• Que se dane (com Jota Machado), 1931
• Rumba da meia-noite (com Henrique Vogeler), 1931
• O samba da boa vontade (com João de Barro), 1931
• Sinhá Ritinha, (com Moacir Pinto Ferreira) 1931
• Só pra contrariar (com Manoel Ferreira), 1931
• Você foi o meu azar (com Arthur Costa), 1931
• Ando cismado (com Ismael Silva), 1932
• Araruta (com Orestes Barbosa), 1932
• Assim sim (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
• Até amanhã 1932
• Dona do lugar (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
• E não brinca não (Não brinca não) 1932
• É peso (com Ismael Silva), 1932
• Escola de malandro (com Orlando Luiz Machado e Ismael Silva), 1932
• Estamos esperando 1932
• Felicidade (com René Bittencourt), 1932
• Fita amarela 1932
• Fui louco (com Alcebíades Barcelos, o Bide), 1932
• Mas como... Outra vez? (com Francisco Alves), 1932
• Mentir (Mentira necessária) 1932
• Mulher indigesta 1932
• Não faz, amor (com Cartola), 1932
• Não há castigo (com Ernesto dos Santos, o Donga), 1932
• Não me deixam comer 1932
• Nuvem que passou 1932
• Para me livrar do mal (com Ismael Silva), 1932
• Prazer em conhecê-lo (com Custódio Mesquita), 1932
• Primeiro amor (com Ernani Silva), 1932
• Qual foi o mal que eu te fiz? (com Cartola), 1932
• Quem não dança 1932
• Quero falar com você (com Lauro dos Santos, o Gradim), 1932
• A razão dá-se a quem tem (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
• Rir (com Cartola), 1932
• São coisas nossas (Coisas nossas) 1932
• Sem tostão 1932
• Seu Jacinto 1932
• Tenentes do diabo (com Visconde de Bicohyba e Henrique Vogeler), 1932
• Tenho um novo amor (com Cartola), 1932
• Tudo o que você diz 1932
• Uma jura que fiz (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1932
• Vitória (com Romualdo Peixoto, o Nonô), 1932
• Amor de parceria 1933
• Arranjei um fraseado 1933
• Capricho de rapaz solteiro 1933
• Contraste 1933
• Cor de cinza 1933
• De qualquer maneira (com Ary Barroso), 1933
• Deus sabe o que faz (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
• Dono do meu nariz (paródia de Dona da minha vontade, de Francisco Alves e Orestes Barbosa), 1933
• Estrela da manhã (com Ary Barroso), 1933
• Esquina da vida (com Francisco de Queirós), 1933
• Eu queria um retratinho de você (com Lamartine Babo), 1933
• Feitio de oração (com Osvaldo Gogliano, o Vadico), 1933
• Filosofia (com André Filho), 1933
• Habeas-corpus (com Orestes Barbosa), 1933
• Isso não se faz (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
• Já sei que tens um novo amor (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
• Meu barracão 1933
• Não digas (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
• Não tem tradução (Cinema falado) 1933
• Nem com uma flor (com Francisco Alves), 1933
• Nunca dei a perceber (com Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
• Onde está a honestidade? (com Francisco Alves), 1933
• O orvalho vem caindo (com Kid Pepe), 1933
• Positivismo (com Orestes Barbosa), 1933
• Pra esquecer 1933
• Prato fundo (com João de Barro, o Braguinha), 1933
• Quando o samba acabou 1933
• Quem não quer sou eu (com Ismael Silva), 1933
• Rapaz folgado 1933
• Sei que vou perder (com Romualdo Peixoto, o Nonô e Alfredo Lopes Quintas), 1933
• Seja breve 1933
• O sol nasceu pra todos (com Lamartine Babo), 1933
• Sorrindo sempre (com Lauro dos Santos, o Gradim, Ismael Silva e Francisco Alves), 1933
• Três apitos 1933
• Vai haver barulho no chatô (com Walfrido Silva), 1933
• Vai para a casa depressa (cara ou coroa) (com Francisco Mattoso),1933
• Vejo amanhecer (com Francisco Alves), 1933
• Você, por exemplo (com Francisco Alves), 1933
• Você só... mente (com Hélio Rosa), 1933
• Boa viagem (com Ismael Silva), 1934
• Dama do cabaré 1934
• Feitiço da Vila (com Osvaldo Gogliano, o Vadico), 1934
• Fiquei rachando lenha (com Hervê Cordovil), 1934
• Linda pequena (com João de Barro), 1934
• O maior castigo que te dou 1934
• Mais um samba popular (com Osvaldo Gogliano, o Vadico), 1934
• Marcha da prima... Vera 1934
• A melhor do planeta (com Henrique Foreis Domingues, o Almirante), 1934
• Paga-me esta noite (paródia de Tell me tonight, de Mischa Spoliansky)1934
• As pastorinhas (com João de Barro), 1934
• Remorso 1934
• Retiro da saudade (com Antonio Nássara), 1934
• Se a sorte me ajudar (com Germano Augusto Coelho), 1934
• O século do progresso 1934
• Tenho raiva de quem sabe (com Zé Pretinho e Kid Pepe), 1934
• Tipo zero 1934
• Triste cuíca (com Hervê Cordovil), 1934
• Você é um colosso 1934
• Voltaste pro subúrbio 1934
• Vou te ripar 2 1934
• Ao meu amigo Edgard (carta de Noel) (com João Nogueira), 1935-1978
• Belo Horizonte (paródia de I'm looking over a four leaf clover, de Mort Dixon e Harry Woods), 1935
• Boas tenções (com Arnold Glückmann), 1935
• Canção do galo capão (paródia de Canção do grande galo, de Lamartine Babo e Paulo Barbosa), 1935
• Cansei de pedir 1935
• Cansei de implorar 1935
• Condeno o teu nervoso (paródia de Teus ciúmes, de Lacy Martins e Aldo Cabral), 1935
• Conversa de botequim (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1935
• Cor de leite com café (com Hamilton Sbarra), 1935-1969
• Deixa de ser convencida (com Wilson Baptista), 1935
• Disse-me disse 1935
• Envio essas mal traçadas linhas (paródia de Cordiais saudações), 1935
• Finaleto (com Arnold Glückmann), 1935
• Foi ele (paródia de Foi ela, de Ary Barroso), 1935
• Genoveva não sabe o que diz (paródia de Palpite infeliz), 1935
• João Ninguém 1935
• O Joaquim é condutor (com Arnold Glückmann), 1935
• Não foi por amor (com Zé Pretinho e Germano Augusto Coelho), 1935
• Não resta a menor dúvida (com Hervê Cordovil), 1935
• Palpite infeliz 1935
• Para o bem de todos nós (com Arnold Glückmann), 1935
• Pela décima vez 1935
• Perdoa este pecador (com Arnold Glückmann), 1935
• Pierrô apaixonado (com Heitor dos Prazeres), 1935
• Precaução inútil (paródia de Boneca, de Aldo Cabral e Benedito Lacerda), 1935
• Quantos beijos (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1935
• Que baixo! (com Antônio Nássara), 1935
• O que é que você fazia? (com Hervê Cordovil), 1935
• Roubou, mas não leva (paródia de Pagou, mas não leva, de Benedito Lacerda e Milton Amaral), 1935
• Seu Zé (paródia de Boneca, de Aldo Cabral e Benedito Lacerda), 1935
• Silêncio de um minuto 1935
• Só pode ser você (ilustre visita) (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1935
• Tudo nos une (com Arnold Glückmann), 1935
• Tudo pelo teu amor (com Arnold Glückmann), 1935
• Cem mil réis (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1936
• Cidade mulher 1936
• Dama do cabaré 1936
• De babado (com João Mina), 1936
• É bom parar (com Rubens Soares), 1936
• Este meio não serve (com Ernesto dos Santos, o Donga), 1936
• Maria-fumaça 1936
• Menina dos meus olhos (com Lamartine Babo), 1936
• Morena-sereia (com José Maria de Abreu), 1936
• Na Bahia (com José Maria de Abreu), 1936
• Pela primeira vez (com Critóvão de Alencar), 1936
• Provei (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1936
• Quem ri melhor 1936
• São coisas nossas 1936
• Sobe balão (com Marília Baptista), 1936-1961
• Tarzan, o filho do alfaiate (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1936
• Você vai se quiser 1936
• O x do problema 1936
• Chuva de vento 1937
• Eu sei sofrer 1937
• Pra que mentir (com Oswaldo Gogliano, o Vadico), 1937
• Último desejo 1937
• Você por exemplo 1937
• Amar com sinceridade (com Sylvio Pinto), 193?
• Baianinha 193?
• Cabrocha do Rocha (com Sílvio Caldas), 193?
• Com mulher não quero mais nada (com Sylvio Pinto), 193?
• Faz de conta que eu morri (com Henrique Gonçales), 193?
• Faz três semana (paródia de Suçuarana, de Heckel Tavares e Luís Peixoto), 193?
• João-teimoso (com Marília Baptista), 193?
• Não morre tão cedo 193?
• No baile da flor-de-lis 193?
• Para atender a pedido 193?
• Queimei teu retrato (com Henrique Britto), 193?
• Saí da tua alcova 193?
• Suspiro (com Orestes Barbosa), 193?
• Vagolino de cassino (Virgulino do cassino) (paródia de Cheek to cheek, de Irving Berlin), 193?
• Verdade duvidosa 193?

Notas
1. ↑ Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo:
Já apresento melhoras,
Pois levanto muito cedo
E deitar às nove horas
Para mim é um brinquedo.
A injeção me tortura
E muito medo me mete,
Mas minha temperatura
Não passa de trinta e sete!
Creio que fiz muito mal
Em desprezar o cigarro
Pois não há material
Para o exame de escarro!

CENTENÁRIO DE NOEL ROSA.
BUTIQUIM DO SAMBA.
TODOS OS SÁBADOS, 14 HORAS, CANAL 38, RBR-TV..

domingo, 2 de maio de 2010

programa butiquim do samba

Butiquim do Samba.

NOTA

O Programa Butiquim do Samba do último sábado dia 01 de maio foi reprisado, por motivos técnicos da emissora.

O entrevistado da semana foi o sambista e Mestre mais antigo do nosso carnaval, Cabeleira.

Problemas técnicos fizeram com que o nosso público assistisse de novo a entrevista com o compositor Beto César.

O fato será reparado e uma nova gravação está sendo agendada com o sambista mais antigo do nosso carnaval.

Toda terça, no Mercado Cultural acontece à gravação do programa e você é nosso convidado á partir das 19 horas.

Nesta terça o convidado será o grupo Kizomba, mas, no próximo sábado, dia 08 de maio a entrevista que irá para o ar é com a radialista Sônia Maria e o grupo Sem Moderasom, já gravado.


Grato a todos.




Carlinhos Maracanã
apresentador

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Revista ISTOÉ denigre Rondônia nacionalmente - Alex Sakai

Outro ponto que demonstra desconhecimento e desrespeito com a população é a citação de que (sic) “Rondônia contabilizava 1,5 milhões de habitantes, quase 60% de analfabetos funcionais”.

A Revista ISTOÉ, em sua edição de 28 de abril, publicou uma matéria intitulada energia solidária que demonstra um grande desconhecimento e presta um serviço de desinformação sobre o Estado de Rondônia.

Ao buscar dar foco a um projeto desenvolvido pela construtora da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, a revista pinta um quadro artificial, dando a entender que antes da chegada da Usina o Estado de Rondônia era apenas um (sic) “encravado no meio da Amazônia, onde a população trabalhava com extrativismo de minérios e da floresta”.

Rondônia é um jovem Estado, mas que desde sua criação teve sempre um desenvolvimento avassalador. Segundo o Professor Francis Bernier, da Sociedade Geográfica de Paris, que desenvolveu um estudo sobre Rondônia, publicado sob o título de “Rondônia La terre de Promise” (Rondônia: a Terra prometida), o Estado se tornou a maior frente de colonização do mundo, desde sua criação. Primeiro pela colonização protagonizada pelo INCRA, que na década de setenta trouxe um milhão de brasileiros que sonhavam com a terra prometida. Depois com a expansão da agropecuária que abastece de carne o mercado interno e exporta para o mundo. Não sei se o repórter sabe que os maiores produtores de carne do país têm fazendas em Rondônia, que tem gado livre de aftosa. Rondônia também tem trabalhadores rurais organizados que exportam café para a Europa, através do mercado Justo. Possui também Associações que trabalham com agroecologia como a RECA e a APA que exportam palmito, biojóias, couro vegetal, mel, bombons de castanha, polpa de frutas e alguns já são certificados como produtores orgânicos, ou seja, não é extrativismo, é agroindústria.

Outro ponto que demonstra desconhecimento e desrespeito com a população rondoniense é a citação de que (sic) “Rondônia contabilizava 1,5 milhões de habitantes, quase 60% de analfabetos funcionais”. Não sei se o repórter serviçal sabe, mas só a capital Porto Velho conta com treze estabelecimentos de ensino superior, com cursos de todas as áreas, fazendo com que hoje, Rondônia tenha uma população estudantil que rivaliza com centros mais avançados do país, tendo recebido boas notas do ENAD. Inclusive algumas conseguindo conceito “A”.

Entendemos que a construção das usinas é um ponto marcante no desenvolvimento do Estado, dado o vultoso investimento e a grandiosidade da obra. Mas desconhecer que além da usina, Rondônia faz parte, hoje, de um projeto estratégico que envolve o comércio com os outros países sul americanos e com o oriente, através da “saída para o pacífico”, que há anos vem sendo organizada por países andinos e o Brasil, para que haja uma nova alternativa de comércio com a Ásia, em especial a China, consumindo milhões em recursos que estão virando pontes, estradas, portos e ferrovias, é um deslize monumental da revista.

Ao se fazer apologia do programa desenvolvido pelo consórcio de construção das Usinas, a revista tenta construir um pioneiro artificialmente, colocando o dirigente da empresa como um personagem central, dedicando diversos parágrafos para discorrer sobre o périplo do engenheiro e citando-o nominalmente sete vezes na matéria, com direito a negrito. Ora, Não sei se o repórter sabe, mas Rondônia não precisa de pioneiros construídos artificialmente com matéria pagas. Os “destemidos pioneiros”, que são exaltados no hino do Estado, constroem no meio da selva amazônica, há décadas, um lugar aprazível, como dizia o grande Darci Ribeiro, um Estado pujante como diz Francis Bernier. E pioneiro por pioneiro Rondônia tem o Marechal Rondon. Verdadeiro Pioneiro que dá nome ao Estado.


Alex Sakai

Jornalista
Espontaneidade e reivindicações na entrega do 10 Prêmio de Expressões Culturais Afrobrasileiras
- ( Cultura )

Os 20 ganhadores do 10 Prêmio de Expressões Culturais Afrobrasileiras receberam seus prêmios na noite desta terça-feira em Brasília, numa festa marcada pela espontaneidade, reconhecimento da importância da iniciativa e solicitação por sua continuidade. Manoel dos Santos Júnior do Projeto Lagoa da Pedra e a Roda de São Gonçalo, de Tocantins, falou em nome dos vencedores e afirmou que só a divulgação da conquista já abriu novas oportunidades para o grupo: “É fundamental essa chance para a cultura afrobrasileira. O segmento agora está mapeado e muito bem falado. Vai ajudar as iniciativas existentes e novas que poderão surgir.”

Na mesma linha a presidente do Cadon (Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo Neves), Ruth Pinheiro, lembrou que foi a mobilização de parcerias e dos artistas que viabilizou o prêmio: “A cultura afrobrasileira merece e precisa da continuidade deste prêmio, que é fruto de muita luta”. Ruth entregou os certificados aos vencedores na categoria artes plásticas.

O presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo, entregou os prêmios da categoria teatro e afirmou que era a concretização de um sonho: “Esse prêmio possibilita alcançar o Brasil de maneira transparente, democrática e inclusiva, além de permitir a descoberta de novos talentos e estimular o desenvolvimento da cultura afrobrasileira”.
Zulu anunciou o lançamento de três novos editais pela Fundação, um direcionado ao aniversário da entidade, outro focado em idéias criativas e um direcionado à juventude negra.

José Samuel Magalhães, gerente de comunicação da Petrobras nas regiões Centro Oeste e Norte e em Minas Gerais, destacou a descentralização dos ganhadores: “Na Petrobras ficamos muito satisfeitos com o fato do prêmio ter chegado aos pequenos projetos de regiões geralmente não contempladas. É importante agora que o setor realize as atividades comprometidas e mantenha a mobilização para ressaltar a importância da iniciativa e sua manutenção. Ele entregou os prêmios na categoria dança.

Espontaneidade e reivindicação - A festa foi marcada pela descontração e espontaneidade, embora com forte teor reivindicatório. Um dos destaques foi na hora da premiação de Rubens Barbot, quando, incentivado pela platéia aos gritos de “dança, dança” o artista do Rio de Janeiro atendeu. Na falta de instrumentos musicais ou trilha sonora preparada, a atriz Zezé Mota, apresentadora do prêmio junto com o ator Antônio Pompêo, cantou e Barbot dançou.

Ainda durante a entrega Hamilton Sá Barreto, do projeto Emí- a concepção yorubana do universo, do Pará, ressaltou o valor do prêmio para a região norte do país e reivindicou a criação de políticas culturais de caráter permanentes com a inclusão da região. Concluiu sob aplausos: “O país tem que saber que a região Norte não se escreve com a letra M.”
O ator e diretor Hilton Cobra, o Cobrinha, da Cia dos Comuns defendeu que as grandes empresas públicas tenham políticas culturais inclusivas: “Todas as comissões de seleção dos editais devem ser realmente democráticas e atenderem à diversidade do país, com representantes afrodescendentes em suas composições”. Segundo disse, é uma forma de levar novas visões às instâncias que decidem apoio aos projetos.

O prêmio - Aberto com a apresentação do Grupo Cabeça Feita, a festa no Museu da República contou a presença de membros de representações diplomáticas de países como Angola, Moçambique, Cuba, Panamá e Cabo Verde, além do diretor do Departamento de África do Ministério das Relações Exteriores, Fernando Simas.

O prêmio é uma iniciativa do Centro de Apoio ao Desenvolvimento (Cadon) e da Fundação Palmares, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura. Ao todo foram distribuídos R$1.100.000,00 para 20 projetos de três categorias artísticas com estética negra contempladas nesta edição: teatro, dança e artes visuais.

Os projetos – Os projetos ganhadores em todo o país são os seguintes: categoria dança: Acorda Raça – Resgate e Preservação da Cultura Negra como Instrumento de Conscientização e de auto-estima (Paraná ); Bata-Kotô (Distrito Federal); Dança Afro-Brasileira nas Escolas (Alagoas); Elegbará – O Guardião da Vida (Pará) e 40 + 20 – Rubens Barbot (Rio de Janeiro). Na categoria teatro: Emi – A Concepção Yorubana do Universo (Pará); Mãe Coragem (Rio Grande do Sul); No Muro – Ópera Hip Hop (Distrito Federal); Oficina Comuns (Rio de Janeiro) e Ogum – O deus e o Homem (Bahia). Em artes visuais foram: Arte Resgatando o Quilombo (Santa Catarina); Essas Mulheres (Rondônia); Memórias de Sombras (São Paulo); Mestre do Coco Pernambucano (Pernambuco); Negro por Inteiro (Mato Grosso); Animais de Concreto (São Paulo); E o Silêncio Nagô Calou em Mim (Distrito Federal); Invernada dos Negros (Rio Grande do Sul); Lagoa da Pedra e a Roda de São Gonçalo (Tocantins) e Zeladores de Voduns de Benim ao Maranhão (Maranhão).


Fonte : ImagemNews.com.br Autor : IAA Comunicação

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Beto Ramos


E amanhã???



Diz à lenda que precisamos de ações e atividades que valorizem os artistas de Porto Velho. Vivemos em um mundo globalizado, onde as culturas industrializadas invadem a vida dos nossos jovens com uma velocidade assustadora. Precisamos desenvolver com todas as parcerias possíveis, projetos culturais que possam fazer a população, conhecer, relembrar e contar a sua história. Sair da mesmice, criar círculos de debates, oficinas em todos os bairros que possam despertar nos jovens o prazer pela cultura. Resumindo-se a poucos grupos, a cultura torna-se um circulo vicioso, onde poucos mandam e muitos ficam sem informação. Possuímos variados movimentos culturais que de sombra em sombra vão ficando na escuridão total. Precisamos de engajamento, de pessoas que façam acontecer, que tragam aos jovens o desejo de cantar, representar, dançar e acima de tudo, através de atividades culturais tornarem-se cidadãos de bem, que possam contribuir com a nossa sociedade para uma Porto Velho melhor. Precisamos fazer com que nossa população tenha o hábito de freqüentar os espaços culturais em nossa capital beradeira. Quais os espaços? Bem, podemos contar nos dedos de uma só mão, e olhe lá, e descobriremos que falta investimento para que as pessoas possam sair de casa e ter uma agenda de atividades culturais, ter onde ir, convidar familiares, levar amigos e turistas para conhecer a história de Porto Velho. Vamos ao Mercado Cultural, a Praça Marechal Rondon, Praça Getúlio Vargas, a Feira do Porto, ao Teatro Banzeiros, conhecer a Madeira Mamoré. Vamos fazer atividades culturais planejadas nestes espaços. Viva a Flor do Maracujá, Viva o carnaval. Mas, precisamos de uma agenda anual de atividades para a nossa população. Nossas quadrilhas e Bumbas são lindos, Escolas e blocos idem. Mas, alguma coisa industrializada já nos faz sentir saudades de ontem. Claro que é preciso inovar. É preciso levar para o mundo. Mas, também é preciso que se preservem alguns valores tradicionais. Diz a lenda, que são poucos os setores que defendem as nossas tradições. Precisamos aplaudir de pé o Zekatraka, O Ernesto, O poeta Mado, O Ivo Feitosa, O Anísio Gorayeb, O Maraca, O Bubu, o Oscar, o Tatá quando ele está. E tantos outros que nós sabemos que estão nesta luta de Davi contra Golias. Diz à lenda que estas pessoas fazem acontecer em suas respectivas áreas de atuação. Mas, precisamos planejar o futuro. Fazer do amanhã sementes que foram plantadas hoje. Diz à lenda que o caldeirão cultural está em ebulição dentro de Porto Velho. Precisamos ter algo para contar amanhã. Entra ano e termina ano, e as mesmas noticias, mesmas brigas, com mesmos causadores. Vamos fazer de um entardecer no Rio Madeira o cenário ideal para repensarmos o que poderemos deixar para as gerações futuras. Fechando este texto, falta a alguns, a elegância do Mestre Oscar. Elegância no modo de tratar e respeitar os nossos artistas e mesmo os que não sejam artistas, mas que lutam para o crescimento cultural da nossa capital beradeira.







Beto Ramos – Fotógrafo e Restaurador de imagens antigas

CINEMA

CURTA AMAZÔNIA

Festival traz filmes

inéditos para RO

São filmes que ainda não participaram de nenhum Festival de Cinema Nacional

Os organizadores do 1º Festival de Cinema Curta Amazônia, que vai acontecer em Porto Velho entre os dias 25 e 29 de maio, selecionou uma série de filmes “inéditos em festivais”, feito por diretores super bacanas do cinema brasileiro.

Entre os filmes que o público de Porto Velho vai apreciar destacamos: Erotikós-corpos em movimento, direção Melina Curi, SC. Água Mineral, direção Cleuberth Choi, DF. Bem Educado, direção Douglas Ribeiro, GO. Beto Lima - O intérprete das Flores, direção Cândido Alberto, MS. Carrapatos e Caatapultas, direção Almir Correia, PR. Doce Turminha-e a bola cor de chiclete, direção Eduardo Drachinski, SC. Ererua, direção Andréia Fortini, RO. Ninho dos pequenos, direção Ulisses Costa, RS. No escritório, direção Waldecir de Oliveira, RJ. Número Zero, direção Claudia Nunes, GO. Os anjos do meio da praça, direção Ale Camargo e Camila Carrossine, SP. O homem dela, direção Luiz Joaquim, PE. O mala, direção Jair Rangel, RO. O Paraíso é isso!, direção Ana Paula Teixeira, CE. Olhar de João, direção Mariley Carneiro, GO. Ore vaki are-retorno dos Juma, direção Andréia Fortini, RO. Pacaás: Entre o sonho e a realidade, direção Maria Antônia, RO. Rupestre, direção Paulo Miranda, GO. Ser digital é..., direção Ney Ricardo da Silva, AC. Vou mandar pastar, direção Otávio Pacheco, SP. 1:21, direção Adriana Câmara, PE. Um olhar sobre o progresso, direção Marivaldo Lago, Nova Mamoré/RO. Uma viagem a bandeira, direção Francisco Lago, Nova Mamoré/RO. O último suspiro, direção Evandro Mesquita, PE. Recife Cold, direção Tiago Bacelar, Camila Nascimento, Douglas Deo, Thiago Rocha e Marina Paula, PE.

São filmes que ainda não participaram de nenhum Festival de Cinema Nacional, por isso o “ineditismo” aqui em Rondônia, isso demonstra bons contatos com os realizadores independentes e alternativos de cinema desse imenso Brasil, que contribuem para o aumento da produção cinematográfica nacional.

“É de suma importância estarmos contribuindo para esse crescimento, divulgando e dando mais visibilidade aos filmes regionais e nacionais, feito por brasileiros para serem vistos por brasileiros de forma gratuita”, afirma Carlos Levy, Organizador do Festival de Cinema Curta Amazônia.

Maiores informações: festival@curtamazonia.com / www.curtamazonia.com

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Samba pede passagem

Beto Ramos (*)


Boteco ou botequim são termos oriundos do português de Portugal botica, e do espanhol da Espanha bodega, que por sua vez derivam do grego apothéke, que significa depósito.

Em Portugal a botica era um depósito, ou loja onde se vendiam mantimentos e miudezas, mesmo significado se atribui à bodega espanhola.

No Brasil, o boteco ou botequim ficou tradicionalmente conhecido como lugar de encontro entre "boêmios", onde se procura uma boa bebida, petiscos baratos e uma boa conversa sem compromisso. Diz à lenda que em Porto Velho, O Butiquim do Samba deriva-se da força de vontade de Carlinhos Maracanã e Sônia Maria. Vindo do rádio, o programa reúne os melhores sambistas da nossa capital beradeira. Nas terças cheias de alegria dentro do Mercado Cultural, a gravação do programa tornou-se um ponto de encontro, não só de sambistas, mas também de colunistas sociais, jornalistas e um público que começa a se habituar ao movimento cultural que começa a crescer em nossa capital beradeira. Sou amigo particular do agitador cultural Carlinhos Maracanã, e sei o quanto o mesmo luta para defender e levar a história do samba ao nosso povo. O Butiquim possui a essência dos nossos sambistas. E diz a lenda que esta essência é o respeito e um espaço digno para a divulgação dos nossos artistas. Se não dermos oportunidades, não acreditarmos, como poderemos consolidar a história do nosso povo. Diz a lenda que o Maraca corre para lá e para cá, explica, divulga e o principal na minha humilde opinião, necessita de apoio, e de quem acredite e invista na proposta do programa apresentado aos sábados junto com a Sônia Maria. Sinceramente eu acredito. E faço a minha parte não como amigo, mas como alguém que acredita que tudo pode dar certo, e que podemos e devemos acreditar nos nossos artistas. Aos críticos de plantão ficam as nossas considerações pelo incentivo com seus comentários, pois a artista precisa sim de críticas construtivas. E vamos todos ao Butiquim. Bater aquele papo num cenário histórico que é o Mercado Modelo, participar da gravação do programa e assim ajudarmos a escrever mais um capítulo da história da cultura da nossa capital beradeira. Diz a lenda que em Porto Velho, Butiquim é um termo oriundo do esforço também dos nossos cavaleiros armados com seus talentos vindos da margem direita do madeira.



(*) O autor é fotografo e restaurador de imagens antigas.