Vai entender
Fizeram um samba quadrado.
Dentro de um quadrado entre paredes.
Um samba quadrado sem perguntas,
deixando alguns sambistas fora do quadrado.
O samba quando fica triste valoriza a sua origem.
O samba quando fica quadrado,
pode voltar ao quadrado de uma só mesa.
Fizeram um samba quadrado.
Um samba sem o porto velho porto.
Fizeram um samba quadrado.
Um samba que não é da sete de setembro
lá do quilometro um.
Um samba quadrado para poupar pó de café
para jogar no ventilador.
Fizeram um samba quadrado,
que nem o Bubu ouviu falar.
Um samba quadrado para poucos cantarem.
Aquela linda flor regada por um samba redondo,
agora é lembrada dentro de um quadrado
poupando pó de café para jogar no ventilador.
Vai entender o quadrado dos investimentos
em nossa cultura.
O cara que gostava do balanço do trem viajando junto com seu bem,
passou o ano inteiro batendo tecla e mais teclas sobre os investimentos quadrados
na Flor do Maracujá, no carnaval e outras coisitas mais.
Fizeram um samba quadrado que não é sucesso.
Fizeram um samba quadrado para deixar os sambistas do porto do velho Pimentel
sempre com o chapéu na mão.
Fizeram um samba quadrado que o João Carteiro não entregou a letra para ninguém.
Um samba quadrado quem nem a kizomba que é a festa das raças, ouviu alguém cantar.
Alguém fez um samba quadrado.
Um samba quadrado com alguns sem e muitos outros cem.
Um samba quadrado sem alguns investimentos, sem o apoio necessário para alguns eventos.
Um samba quadrado com alguns cem pros caras lá da cidade maravilhosa, alguns cem pros caras lá da cidade da garoa.
Pros caras do porto do velho Pimentel só a fumaça das queimadas.
Vai entender este quadrado sem rimas.
Estamos no centro histórico da nossa história.
“A melhor forma de ver o quadrado é olhando para ele” - Dom Lauro
Diz a lenda.
sábado, 4 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
O BRILHO DAS ESTRELAS
A ESTRELA PRECISA BRILHAR
Por Beto Ramos
Abriram-se as cortinas do espetáculo.
Como num filme dos anos sessenta, nossa cultura beiradeira entrou no palco.
Como se fosse farinha d'água com peixe, aquela apresentação iluminada pela antes escura Praça Getúlio Vargas, levou o público para um banquete nesta nossa Porto Velho tão querida.
Cantando o Mocambo, Baixa da União e tantos outros bairros de nossa cidade, A Fina Flor do Samba deixou o centro histórico bem mais iluminado.
O Índio Iaripuna se mostrou como os nossos olhos sempre desejaram ver, valorizando a estrela vermelha que ilumina o nosso município.
O povo observa e sabe do crescimento do espetáculo.
Já não estamos passando a toa no bar do Zizi.
O Mercado Cultural transformou-se no coração do nosso centro histórico.
O som é da terra e a música do céu.
Cantando a alma do nosso povo, voltamos neste tempo que muitas vezes é implacável com as marcas do nosso rosto.
Mas, como é bom ver a nossa velha guarda sorrindo.
Ver nossos filhos ilustres cantando junto com nosso poeta maior.
Ali esquecemos nossas tristezas.
Fazemos amigos.
São rostos que ficam em nossas retinas.
Pessoas conhecidas, gente de outros pedaços deste grande terreiro chamado Brasil.
Assim reúnem-se beiradeiros, nordestinos, gaúchos, Capixabas.
Obrigado a você que veio para Porto Velho.
Veio e ficou.
Obrigado por ajudar no tempero deste caldeirão cultural de nossa cidade.
O importante é estarmos felizes.
A felicidade possui um preço.
O preço da felicidade são investimentos no que está dando certo.
Os felizes precisam sorrir.
O sorriso dos felizes transforma o nosso povo.
E o importante é o nosso povo feliz.
Uma das finalidades desta nossa viagem pela Porto Velho dos anos sessenta, é trazer a felicidade ao nosso povo.
Chegamos lá.
Onde chegamos ?
Pergunte ao povo !
Vamos cuidar com todo o carinho da nossa farinha d'água com peixe.
O Índio Iaripuna com certeza também come do nosso banquete.
Voltando a sorrir podemos gritar obrigado Porto Velho.
Obrigado Porto do velho Pimentel.
Obrigado Porto Velho do Manga Rosa.
Obrigado Porto Velho do Bacu, Remédio.
Obrigado Porto Velho do Bainha e Sílvio Santos.
Obrigado Porto Velho dos sambistas de Porto.
Abriram-se as cortinas do espetáculo e este é o teatro da vida.
Um teatro a céu aberto.
E toda a Porto velho e o Brasil sabem onde fica.
Fica ali no Mercado Cultural.
No meu de uma Rua dentro do nosso coração.
Diz a Lenda.
Por Beto Ramos
Abriram-se as cortinas do espetáculo.
Como num filme dos anos sessenta, nossa cultura beiradeira entrou no palco.
Como se fosse farinha d'água com peixe, aquela apresentação iluminada pela antes escura Praça Getúlio Vargas, levou o público para um banquete nesta nossa Porto Velho tão querida.
Cantando o Mocambo, Baixa da União e tantos outros bairros de nossa cidade, A Fina Flor do Samba deixou o centro histórico bem mais iluminado.
O Índio Iaripuna se mostrou como os nossos olhos sempre desejaram ver, valorizando a estrela vermelha que ilumina o nosso município.
O povo observa e sabe do crescimento do espetáculo.
Já não estamos passando a toa no bar do Zizi.
O Mercado Cultural transformou-se no coração do nosso centro histórico.
O som é da terra e a música do céu.
Cantando a alma do nosso povo, voltamos neste tempo que muitas vezes é implacável com as marcas do nosso rosto.
Mas, como é bom ver a nossa velha guarda sorrindo.
Ver nossos filhos ilustres cantando junto com nosso poeta maior.
Ali esquecemos nossas tristezas.
Fazemos amigos.
São rostos que ficam em nossas retinas.
Pessoas conhecidas, gente de outros pedaços deste grande terreiro chamado Brasil.
Assim reúnem-se beiradeiros, nordestinos, gaúchos, Capixabas.
Obrigado a você que veio para Porto Velho.
Veio e ficou.
Obrigado por ajudar no tempero deste caldeirão cultural de nossa cidade.
O importante é estarmos felizes.
A felicidade possui um preço.
O preço da felicidade são investimentos no que está dando certo.
Os felizes precisam sorrir.
O sorriso dos felizes transforma o nosso povo.
E o importante é o nosso povo feliz.
Uma das finalidades desta nossa viagem pela Porto Velho dos anos sessenta, é trazer a felicidade ao nosso povo.
Chegamos lá.
Onde chegamos ?
Pergunte ao povo !
Vamos cuidar com todo o carinho da nossa farinha d'água com peixe.
O Índio Iaripuna com certeza também come do nosso banquete.
Voltando a sorrir podemos gritar obrigado Porto Velho.
Obrigado Porto do velho Pimentel.
Obrigado Porto Velho do Manga Rosa.
Obrigado Porto Velho do Bacu, Remédio.
Obrigado Porto Velho do Bainha e Sílvio Santos.
Obrigado Porto Velho dos sambistas de Porto.
Abriram-se as cortinas do espetáculo e este é o teatro da vida.
Um teatro a céu aberto.
E toda a Porto velho e o Brasil sabem onde fica.
Fica ali no Mercado Cultural.
No meu de uma Rua dentro do nosso coração.
Diz a Lenda.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Histórias do Porto
O QUASE SEQUESTRO DO ZEZECA
Por: Beto Ramos
O futebol de Porto Velho já desfilou com uma coroa bem mais dourada em outros tempos.
Existiu um tempo onde nossos atletas eram realmente craques aos nossos olhos.
Uma época onde nossos craques eram Gervásio – Ferro – Parruda – Gainete – Serrão – Edson santos - Walter Santos – Pirralho – Meu pai “Buchudo” - Meireles – Edu – Nazaré – Mundoca – Faz-tudo – Reis - Zezeca e tantos outros que fizeram história no palco principal do nosso esporte o Estádio Aluízio Ferreira.
Dos nossos clubes queridos, muitos ficaram apenas na lembrança e em fotografias em algum lugar.
Desde a época do União Esportiva fundado em 11 de junho de 1916, o primeiro clube de futebol de Porto Velho, que treinava na Baixa da União, lugar que revelou tantos craques, muitos foram os times de futebol que disputaram campeonatos em Porto Velho.
Que saudade do Ypiranga Esporte Clube, o segundo clube filiado a Federação do Desporto do Guaporé, fundado em 13/04/1919.
Que saudades do Ferroviário Atlético Clube e do Clube de Regatas Flamengo.
Saudades daquele Moto Clube, São Domingos, Botafogo, Rondônia, Vasco da Gama, Cruzeiro e tantos outros.
O que foi feito do nosso futebol ?
O Campeonato de futebol da década de 60 na Baixa da União era bem mais animado que este tal de profissional que existe por ai!
Que Saudades do Fera, José Camacho, Mitoso, Chico Santos, Mourão, César Zoghbi, Albino Lopes,Sebastião Lapa, até o Loló não é mais o mesmo.
As histórias e estórias do nosso futebol estão indo pro andar de cima com os que partiram.
O nosso futebol também é cultura.
Uma cultura popular que está sendo riscada do mapa se alguma coisa não for feita para mudar o resultado deste triste campeonato.
O nosso futebol é cheio de lendas ou como dizia meu velho, presepadas para todo o gosto.
São muitas as “presepadas”.
Diz a lenda que nos meados dos anos 60, o campeonato era disputadíssimo.
Eram realizadas mandingas.
Forças ocultas extra campo também eram usadas para melar os resultados.
Existia até a pimenta do seu Camacho, assunto para outras linhas.
Zezeca era o goleiro do Moto Clube nesta época de ouro.
Amazonense, veio para Porto Velho junto com seu irmão Joanildo Ramos “Buchudo”.
Aqui chegando foram morar na Rua Salgado Filho junto com o Osvaldo Reis, numa estância com o nome de trem de palha, trem de palha pois era coberta de capim sapé.
Dizem que no verão aquele capim estralava.
Conversando com Zezeca, ele me disse que certa vez a dona da estância que gostava de fumar um cachimbo, cochilou perto do mosquiteiro. O Cachimbo caiu e aconteceu um incêndio no trem de palha. Todos correram para ajudar e a dona da estância estava preocupada era com a roupa do seu velho, e gritava: a roupa do Nonato o paletó do meu velho Gama! Ajudem a salvar a roupa do Nonato o paletó do meu velho Gama.
O dirigente principal do Flamengo, dono do Flamengo, o tudo do Flamengo era o Velho César Zoghbi. E o velho César estava disposto a tudo por um bom resultado do seu clube. O clássico de certo domingo da década de 60 seria Moto Clube X Flamengo. Times recheados de super craques. No domingo pela manhã o Moacir Borracha, folclórico morador de Porto Velho, sabendo que o Zezeca fazia manutenção de bombas , motores de todo o tipo, convido-o para ir num sítio no KM 12 da BR 364, explicou que uma bomba havia dado problema e coisa e tal. Como o Zezeca era funcionário do Moacir, aceitou o pedido, mas foi logo dizendo que haveria jogo no Aluizão e que não poderia demorar no sítio.
O Moacir acalmou o Zezeca e disse que seria rápido e que se preciso fosse o Jipe até voaria na volta.
O que o Zezeca não sabia era que tudo estava combinado com o Velho César Zoghbi. Chegando ao sítio o Moacir já foi convidando o Zezeca para tomar um Drinque com água-de-coco. Aquela era uma época em que a rapaziada não dispensava uma bebidinha.
O Zezeca tomou uma e já foi perguntando a hora.
O Moacir foi logo dizendo que ainda era cedo.
O tempo foi passando, o serviço foi terminado e o relógio não andava, não passava das 13:00 hs.
E o Moacir empurrando Wisky no goleirão do Moto.
Vamos embora que este relógio tá doido.
O sol tá baixando e já passam das duas.
Então o Moacir junto com o Zezeca pegaram o Jipe e azularam rumo ao Aluizão.
No KM 8 resolveram dar uma parada.
O Moacir sempre segurando o tempo ao máximo.
Nisso o Zezeca resolveu perguntar ao Cândido pela hora.
Para sua surpresa o velho Cândido perguntou o que aconteceu para ele não agarrar no gol do Moto Clube.
Prontamente o Zezeca disse que estava indo para lá.
Como indo para o jogo ?
Pera ai que vou ligar o rádio.
Justo na hora em que o rádio foi ligado o narrador gritava gol do Flamengo.
Era o primeiro.
O Zezeca possesso obrigou o Moacir Borracha a entrar no Jipe e partir rumo ao estádio Aluízio Ferreira.
E perguntava que presepada era aquela.
E o Moacir calado com um riso no canto da boca.
A verdade e que esculhambaram a bomba de propósito, e levaram o Zezeca para que ele não participasse do jogão contra o Flamengo.
Chegando ao Estádio o Goleirão tentou entrar e foi barrado pelos porteiros do estádio, tudo a pedido do velho César Zoghbi.
Confusão formada chamaram a polícia para retirar o goleiro aparentemente embriagado pelo driques com água-de-coco. Tudo armação e o resultado do jogo já estava 2 x 0 pro Flamengo.
Desesperado o Zezeca livrando-se da polícia, pulou o muro lateral do estádio, ralando todo o peito.
Meio sem rumo, ao pular caiu dentro de uma caixa de água, fato que salvou-o de quebrar alguns ossos do corpo.
Logo chegou o velho César Zoghbi sorrindo e disse para os policias levarem o goleirão de novo para fora do estádio pois estava embriagado.
A gozação com o goleirão foi muita e por muito tempo.
Anos mais tarde o Zezeca foi ser o goleiro do Flamengo.
O contrato: Um emprego na Prefeitura de Porto Velho na Fábrica de Asfalto.
Foi ai que surgiu o bloco de sujo ASFALTÃO.
O Zezeca é um dos fundadores do que é hoje uma grande escola de samba.
Ele era a nega maluca que abria o carnaval do asfaltão.
Tem gente que não lembra nem com Makumba.
Mas, isto também é assunto para outras linhas.
Zezeca hoje trabalha no Hospital de Base Ary Pinheiro de Porto Velho, está com 67 anos e guarda boas lembranças de um tempo que não volta mais.
Esta é uma das muitas histórias ou estórias da nossa gente.
DIZ A LENDA.
Por: Beto Ramos
O futebol de Porto Velho já desfilou com uma coroa bem mais dourada em outros tempos.
Existiu um tempo onde nossos atletas eram realmente craques aos nossos olhos.
Uma época onde nossos craques eram Gervásio – Ferro – Parruda – Gainete – Serrão – Edson santos - Walter Santos – Pirralho – Meu pai “Buchudo” - Meireles – Edu – Nazaré – Mundoca – Faz-tudo – Reis - Zezeca e tantos outros que fizeram história no palco principal do nosso esporte o Estádio Aluízio Ferreira.
Dos nossos clubes queridos, muitos ficaram apenas na lembrança e em fotografias em algum lugar.
Desde a época do União Esportiva fundado em 11 de junho de 1916, o primeiro clube de futebol de Porto Velho, que treinava na Baixa da União, lugar que revelou tantos craques, muitos foram os times de futebol que disputaram campeonatos em Porto Velho.
Que saudade do Ypiranga Esporte Clube, o segundo clube filiado a Federação do Desporto do Guaporé, fundado em 13/04/1919.
Que saudades do Ferroviário Atlético Clube e do Clube de Regatas Flamengo.
Saudades daquele Moto Clube, São Domingos, Botafogo, Rondônia, Vasco da Gama, Cruzeiro e tantos outros.
O que foi feito do nosso futebol ?
O Campeonato de futebol da década de 60 na Baixa da União era bem mais animado que este tal de profissional que existe por ai!
Que Saudades do Fera, José Camacho, Mitoso, Chico Santos, Mourão, César Zoghbi, Albino Lopes,Sebastião Lapa, até o Loló não é mais o mesmo.
As histórias e estórias do nosso futebol estão indo pro andar de cima com os que partiram.
O nosso futebol também é cultura.
Uma cultura popular que está sendo riscada do mapa se alguma coisa não for feita para mudar o resultado deste triste campeonato.
O nosso futebol é cheio de lendas ou como dizia meu velho, presepadas para todo o gosto.
São muitas as “presepadas”.
Diz a lenda que nos meados dos anos 60, o campeonato era disputadíssimo.
Eram realizadas mandingas.
Forças ocultas extra campo também eram usadas para melar os resultados.
Existia até a pimenta do seu Camacho, assunto para outras linhas.
Zezeca era o goleiro do Moto Clube nesta época de ouro.
Amazonense, veio para Porto Velho junto com seu irmão Joanildo Ramos “Buchudo”.
Aqui chegando foram morar na Rua Salgado Filho junto com o Osvaldo Reis, numa estância com o nome de trem de palha, trem de palha pois era coberta de capim sapé.
Dizem que no verão aquele capim estralava.
Conversando com Zezeca, ele me disse que certa vez a dona da estância que gostava de fumar um cachimbo, cochilou perto do mosquiteiro. O Cachimbo caiu e aconteceu um incêndio no trem de palha. Todos correram para ajudar e a dona da estância estava preocupada era com a roupa do seu velho, e gritava: a roupa do Nonato o paletó do meu velho Gama! Ajudem a salvar a roupa do Nonato o paletó do meu velho Gama.
O dirigente principal do Flamengo, dono do Flamengo, o tudo do Flamengo era o Velho César Zoghbi. E o velho César estava disposto a tudo por um bom resultado do seu clube. O clássico de certo domingo da década de 60 seria Moto Clube X Flamengo. Times recheados de super craques. No domingo pela manhã o Moacir Borracha, folclórico morador de Porto Velho, sabendo que o Zezeca fazia manutenção de bombas , motores de todo o tipo, convido-o para ir num sítio no KM 12 da BR 364, explicou que uma bomba havia dado problema e coisa e tal. Como o Zezeca era funcionário do Moacir, aceitou o pedido, mas foi logo dizendo que haveria jogo no Aluizão e que não poderia demorar no sítio.
O Moacir acalmou o Zezeca e disse que seria rápido e que se preciso fosse o Jipe até voaria na volta.
O que o Zezeca não sabia era que tudo estava combinado com o Velho César Zoghbi. Chegando ao sítio o Moacir já foi convidando o Zezeca para tomar um Drinque com água-de-coco. Aquela era uma época em que a rapaziada não dispensava uma bebidinha.
O Zezeca tomou uma e já foi perguntando a hora.
O Moacir foi logo dizendo que ainda era cedo.
O tempo foi passando, o serviço foi terminado e o relógio não andava, não passava das 13:00 hs.
E o Moacir empurrando Wisky no goleirão do Moto.
Vamos embora que este relógio tá doido.
O sol tá baixando e já passam das duas.
Então o Moacir junto com o Zezeca pegaram o Jipe e azularam rumo ao Aluizão.
No KM 8 resolveram dar uma parada.
O Moacir sempre segurando o tempo ao máximo.
Nisso o Zezeca resolveu perguntar ao Cândido pela hora.
Para sua surpresa o velho Cândido perguntou o que aconteceu para ele não agarrar no gol do Moto Clube.
Prontamente o Zezeca disse que estava indo para lá.
Como indo para o jogo ?
Pera ai que vou ligar o rádio.
Justo na hora em que o rádio foi ligado o narrador gritava gol do Flamengo.
Era o primeiro.
O Zezeca possesso obrigou o Moacir Borracha a entrar no Jipe e partir rumo ao estádio Aluízio Ferreira.
E perguntava que presepada era aquela.
E o Moacir calado com um riso no canto da boca.
A verdade e que esculhambaram a bomba de propósito, e levaram o Zezeca para que ele não participasse do jogão contra o Flamengo.
Chegando ao Estádio o Goleirão tentou entrar e foi barrado pelos porteiros do estádio, tudo a pedido do velho César Zoghbi.
Confusão formada chamaram a polícia para retirar o goleiro aparentemente embriagado pelo driques com água-de-coco. Tudo armação e o resultado do jogo já estava 2 x 0 pro Flamengo.
Desesperado o Zezeca livrando-se da polícia, pulou o muro lateral do estádio, ralando todo o peito.
Meio sem rumo, ao pular caiu dentro de uma caixa de água, fato que salvou-o de quebrar alguns ossos do corpo.
Logo chegou o velho César Zoghbi sorrindo e disse para os policias levarem o goleirão de novo para fora do estádio pois estava embriagado.
A gozação com o goleirão foi muita e por muito tempo.
Anos mais tarde o Zezeca foi ser o goleiro do Flamengo.
O contrato: Um emprego na Prefeitura de Porto Velho na Fábrica de Asfalto.
Foi ai que surgiu o bloco de sujo ASFALTÃO.
O Zezeca é um dos fundadores do que é hoje uma grande escola de samba.
Ele era a nega maluca que abria o carnaval do asfaltão.
Tem gente que não lembra nem com Makumba.
Mas, isto também é assunto para outras linhas.
Zezeca hoje trabalha no Hospital de Base Ary Pinheiro de Porto Velho, está com 67 anos e guarda boas lembranças de um tempo que não volta mais.
Esta é uma das muitas histórias ou estórias da nossa gente.
DIZ A LENDA.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Martinho Além da Vila
Quem é do samba não enjoa de Martinho
Documentário revela a personalidade do sambista, para além da Vila Isabel
Dueto. Com Ana Carolina, especialmente para o DVD, Martinho gravou Filosofia de Vida
"Eu nasci numa fazenda/ E fui criado na favela/ Namorei mulher casada/ Fui homem de moça donzela/ Treze anos de caserna/ Me deram boa lição/ Fui formado na Vila Isabel/ Fiz do samba profissão." Os versos autobiográficos abrem o documentário Filosofia de Vida - O Pequeno Burguês, que retrata uma das figuras centrais do samba carioca, hoje com 72 anos. Logo se ouve a voz mansa de Martinho da Vila. Ele começa contando que nunca planejou ser artista, e que em vários momentos pensou em parar. O sucesso não permitiu.
Rodado nos últimos dois anos, o filme, que está saindo em DVD pela MZA Music e o Canal Brasil e conta com interessantes imagens de arquivo (de shows, de velhos carnavais), emocionou Martinho demais. Não só pela homenagem, mas pelo fato de todos os seus oito filhos (cinco dos seis adultos envolvidos com música) terem aparecido na tela, assim como as fotografias de sua mãe, dona Teresa, falecida. Além dos relatos da família, o documentário traz também depoimentos de admiradores, como o pagodeiro Dudu Nobre e o poeta Ferreira Gullar, e registros de viagens com sua banda.
Mais do que qualquer imagem, o que arrebata é o espírito de Martinho, traduzido na fala macia, nas músicas. Nas cenas no rio, pescando (e depois devolvendo o peixe à água, para que siga seu caminho), nas passagens em Duas Barras, sua cidadezinha, no interior do Rio (onde tem sua fazenda e o Instituto Cultural Martinho da Vila, na casa em que nasceu, e que desenvolve ações sociais e culturais com a comunidade).
"O que eu mais gosto mesmo é o caminho até Duas Barras", ele diz, na estrada. "A vida nossa é tão corrida que a gente passa pelas coisas sem ver. Eu sou aquele que procura ter olhos de ver."
Esse é o Martinho da Vila Isabel, a escola de samba da zona norte do Rio da qual é símbolo desde 1965, e à qual tanto se doou, artística e administrativamente, sem nada pedir em troca; da fama com Canta Canta, Minha Gente, Madalena do Jucu, O Pequeno Burguês, Devagar, Devagarinho, Mulheres e Disritmia; da incursão africana, que vem dos anos 80; da literatura (publicou dez livros e chegou a concorrer a uma vaga na Academia Brasileira de Letras este ano).
Ele é o artista-síntese do boa-praça, como também o é Zeca Pagodinho, com seu jeitão "deixa a vida me levar". No texto de apresentação do DVD, mereceu as seguintes palavras do pesquisador Sérgio Cabral: "Se eu tivesse de reduzir o Brasil que dá certo a um único ser humano, este seria Martinho da Vila." Para Marco Mazzola, seu produtor e idealizador do filme, "ele parece um monge sambista".
Devagar. O percurso percorrido por Martinho José Ferreira de Duas Barras até aqui é riquíssimo e movimentado, e contradiz a pecha de "lento" do autor dos versos "Sempre me deram a fama/ De ser muito devagar/ E desse jeito/ Vou driblando os espinhos/ Vou seguindo o meu caminho/ Sei aonde vou chegar/ É devagar..." "Todo mundo acha que sou devagar. Mas quem faz as coisas com pressa geralmente não faz bem", brinca Martinho, falando sobre o DVD. "Às vezes, vejo que preciso desacelerar a vida. Vou para Duas Barras, não leio e-mail, não tenho blog, Facebook... Lá nem telefone pega direito."
Mart"nália fala da associação direta entre a figura do pai e a certeza da felicidade, do sujeito pacato, para quem tudo sempre está bom. Martinho, da satisfação que tem quando vê que basta sorrir para alguém que o estado de ânimo da pessoa se altera. "Mas isso às vezes cansa um pouco. Todo mundo quer e pede meu sorriso o tempo todo!" Como resistir?
Documentário revela a personalidade do sambista, para além da Vila Isabel
Dueto. Com Ana Carolina, especialmente para o DVD, Martinho gravou Filosofia de Vida
"Eu nasci numa fazenda/ E fui criado na favela/ Namorei mulher casada/ Fui homem de moça donzela/ Treze anos de caserna/ Me deram boa lição/ Fui formado na Vila Isabel/ Fiz do samba profissão." Os versos autobiográficos abrem o documentário Filosofia de Vida - O Pequeno Burguês, que retrata uma das figuras centrais do samba carioca, hoje com 72 anos. Logo se ouve a voz mansa de Martinho da Vila. Ele começa contando que nunca planejou ser artista, e que em vários momentos pensou em parar. O sucesso não permitiu.
Rodado nos últimos dois anos, o filme, que está saindo em DVD pela MZA Music e o Canal Brasil e conta com interessantes imagens de arquivo (de shows, de velhos carnavais), emocionou Martinho demais. Não só pela homenagem, mas pelo fato de todos os seus oito filhos (cinco dos seis adultos envolvidos com música) terem aparecido na tela, assim como as fotografias de sua mãe, dona Teresa, falecida. Além dos relatos da família, o documentário traz também depoimentos de admiradores, como o pagodeiro Dudu Nobre e o poeta Ferreira Gullar, e registros de viagens com sua banda.
Mais do que qualquer imagem, o que arrebata é o espírito de Martinho, traduzido na fala macia, nas músicas. Nas cenas no rio, pescando (e depois devolvendo o peixe à água, para que siga seu caminho), nas passagens em Duas Barras, sua cidadezinha, no interior do Rio (onde tem sua fazenda e o Instituto Cultural Martinho da Vila, na casa em que nasceu, e que desenvolve ações sociais e culturais com a comunidade).
"O que eu mais gosto mesmo é o caminho até Duas Barras", ele diz, na estrada. "A vida nossa é tão corrida que a gente passa pelas coisas sem ver. Eu sou aquele que procura ter olhos de ver."
Esse é o Martinho da Vila Isabel, a escola de samba da zona norte do Rio da qual é símbolo desde 1965, e à qual tanto se doou, artística e administrativamente, sem nada pedir em troca; da fama com Canta Canta, Minha Gente, Madalena do Jucu, O Pequeno Burguês, Devagar, Devagarinho, Mulheres e Disritmia; da incursão africana, que vem dos anos 80; da literatura (publicou dez livros e chegou a concorrer a uma vaga na Academia Brasileira de Letras este ano).
Ele é o artista-síntese do boa-praça, como também o é Zeca Pagodinho, com seu jeitão "deixa a vida me levar". No texto de apresentação do DVD, mereceu as seguintes palavras do pesquisador Sérgio Cabral: "Se eu tivesse de reduzir o Brasil que dá certo a um único ser humano, este seria Martinho da Vila." Para Marco Mazzola, seu produtor e idealizador do filme, "ele parece um monge sambista".
Devagar. O percurso percorrido por Martinho José Ferreira de Duas Barras até aqui é riquíssimo e movimentado, e contradiz a pecha de "lento" do autor dos versos "Sempre me deram a fama/ De ser muito devagar/ E desse jeito/ Vou driblando os espinhos/ Vou seguindo o meu caminho/ Sei aonde vou chegar/ É devagar..." "Todo mundo acha que sou devagar. Mas quem faz as coisas com pressa geralmente não faz bem", brinca Martinho, falando sobre o DVD. "Às vezes, vejo que preciso desacelerar a vida. Vou para Duas Barras, não leio e-mail, não tenho blog, Facebook... Lá nem telefone pega direito."
Mart"nália fala da associação direta entre a figura do pai e a certeza da felicidade, do sujeito pacato, para quem tudo sempre está bom. Martinho, da satisfação que tem quando vê que basta sorrir para alguém que o estado de ânimo da pessoa se altera. "Mas isso às vezes cansa um pouco. Todo mundo quer e pede meu sorriso o tempo todo!" Como resistir?
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
DOIS EM UM!
AGOSTO CINZENTO
Eu só queria enxergar
Por: Altair santos (Tatá)*
Choram os olhos, lágrimas a rolar
Os floridos ipês mal dá pra avistar
É agosto cinzento, é fumaça no ar.
Fulo da vida, eu só queria enxergar.
O céu e o sol, bem se sabe estão lá
Que saudade do azul, do astro rei a brilhar
E do outro lado da rua, quem vem? quem vai lá?
É agosto cinzento, é fumaça no ar
Fulo da vida, eu só queria enxergar.
Lá do alto mirante, nem o rio, nem o barco, nem gaivota a voar
E eu enfumaçado, tonto a procurar
É agosto cinzento é fumaça no ar
Fulo da vida, eu só queria enxergar.
Passou bela moça, com o seu requebrar,
Da calçada ali perto, sem poder contemplar
Fico eu pelejando, só querendo espiar
Lá se foi flor menina, será que aqui vai voltar?
Arde o lho da gente, semáforo a chorar
Piscando pro motorista que não pode passar
Onde tem um ar puro pra gente respirar?
Lê pra mim essa placa, já nem sei soletrar
É agosto cinzento, não dá pra enxergar.
Roda, roda avião, tu não pode pousar
Lá de cima parece que pista não há,
Pra chegar só de ônibus via Ji-Paraná
Se a fumaça da estrada, por acaso deixar
É agosto cinzento, não da pra enxergar.
Cachorro louco do mês, deve ter ido passear
Botar colírios nas vistas pra depois vadiar
E eu aqui nesta mesa, sem poder enxergar.
Manda uma Zizi, pra’eu poder relaxar
É agosto cinzento e não dá pra enxergar.
Apagaram as estrelas sem nem avisar
Meia fase na lua só pra enganar
Black out em São Jorge, pro dragão escapar
É agosto cinzento é fumaça no ar
Fulo da vida eu só queria enxergar.
Antes de tu meter fogo
Um recado vou dar
Faz um drinque de isqueiro
Com palito a queimar
Engole junto ao cigarro
Pra te saciar, incendiário da peste
Que não me deixa enxergar.
(*) O auto é músico e presidente da Fundação Cultural Iaripuna.
tatadeportovelho@gmail.com
CESTA MUSICAL
Silvinho apresenta
Entre Linhas no Sesc
O projeto Cesta Musical trás como atração no mês de agosto Silvio José Santos
O cantor e compositor Silvio José Santos, também conhecido no meio artístico como Silvinho será a atração do mês de agosto do Projeto Cesta Musical do Sesc com o espetáculo musical “Entre Linhas”, que será apresentado na próxima sexta feira dia 27 no Teatro Um José Saleh Morebh no Sesc Esplanada em Porto Velho. O show “Entre Linhas” tem como objetivo mostrar uma linguagem musical moderna, porém, sem perder a essência de suas origens, tratando de temas que vagueiam desde protestos, passando pelo romantismo e desembocando no regional.
O show também propõe uma forma de mostrar ao público como “nasce” cada composição, daí o nome entre Linhas. Com pretensão de que se entenda que entre uma linha e outra de cada letra musical existe uma história ou um motivo pelo qual determinada canção foi concebida. Com uma característica “Pop Regional” o show entre Linhas vem com a proposta de saciar curiosidades e envolver espectadores ecléticos que detêm um bom gosto musical.
Nascido em Porto Velho, Silvinho como é popularmente conhecido, compôs sua primeira canção, um samba, aos seis anos de idade. Não demorou muito e passou a fazer parte de fato do cenário artístico da cidade. Com trabalhos musicais expressivos passou a integrar o circuito musical dos festivais de musicas promovidos por instituições de peso como Sesc e Sesi, chegando a representar o estado de Rondônia obtendo posições de destaque no Distrito Federal, quando foi avaliado por grandes nomes da MPB como Francis Raimi e Tetê Spíndola.
Silvinho um artista do Norte como ele mesmo se identifica, que tem o maior orgulho de suas origens e faz questão de mostrar ao público sua herança musical sem hesitar em mostrar um repertório temperado para todas as idades. É assim que podemos definir esse artista. Um amazônida, compositor, cantor, um autêntico cidadão que vem do Norte para mostrar sua cultura e suas origens sem deixar de lado a boa poesia moderna.
Eu só queria enxergar
Por: Altair santos (Tatá)*
Choram os olhos, lágrimas a rolar
Os floridos ipês mal dá pra avistar
É agosto cinzento, é fumaça no ar.
Fulo da vida, eu só queria enxergar.
O céu e o sol, bem se sabe estão lá
Que saudade do azul, do astro rei a brilhar
E do outro lado da rua, quem vem? quem vai lá?
É agosto cinzento, é fumaça no ar
Fulo da vida, eu só queria enxergar.
Lá do alto mirante, nem o rio, nem o barco, nem gaivota a voar
E eu enfumaçado, tonto a procurar
É agosto cinzento é fumaça no ar
Fulo da vida, eu só queria enxergar.
Passou bela moça, com o seu requebrar,
Da calçada ali perto, sem poder contemplar
Fico eu pelejando, só querendo espiar
Lá se foi flor menina, será que aqui vai voltar?
Arde o lho da gente, semáforo a chorar
Piscando pro motorista que não pode passar
Onde tem um ar puro pra gente respirar?
Lê pra mim essa placa, já nem sei soletrar
É agosto cinzento, não dá pra enxergar.
Roda, roda avião, tu não pode pousar
Lá de cima parece que pista não há,
Pra chegar só de ônibus via Ji-Paraná
Se a fumaça da estrada, por acaso deixar
É agosto cinzento, não da pra enxergar.
Cachorro louco do mês, deve ter ido passear
Botar colírios nas vistas pra depois vadiar
E eu aqui nesta mesa, sem poder enxergar.
Manda uma Zizi, pra’eu poder relaxar
É agosto cinzento e não dá pra enxergar.
Apagaram as estrelas sem nem avisar
Meia fase na lua só pra enganar
Black out em São Jorge, pro dragão escapar
É agosto cinzento é fumaça no ar
Fulo da vida eu só queria enxergar.
Antes de tu meter fogo
Um recado vou dar
Faz um drinque de isqueiro
Com palito a queimar
Engole junto ao cigarro
Pra te saciar, incendiário da peste
Que não me deixa enxergar.
(*) O auto é músico e presidente da Fundação Cultural Iaripuna.
tatadeportovelho@gmail.com
CESTA MUSICAL
Silvinho apresenta
Entre Linhas no Sesc
O projeto Cesta Musical trás como atração no mês de agosto Silvio José Santos
O cantor e compositor Silvio José Santos, também conhecido no meio artístico como Silvinho será a atração do mês de agosto do Projeto Cesta Musical do Sesc com o espetáculo musical “Entre Linhas”, que será apresentado na próxima sexta feira dia 27 no Teatro Um José Saleh Morebh no Sesc Esplanada em Porto Velho. O show “Entre Linhas” tem como objetivo mostrar uma linguagem musical moderna, porém, sem perder a essência de suas origens, tratando de temas que vagueiam desde protestos, passando pelo romantismo e desembocando no regional.
O show também propõe uma forma de mostrar ao público como “nasce” cada composição, daí o nome entre Linhas. Com pretensão de que se entenda que entre uma linha e outra de cada letra musical existe uma história ou um motivo pelo qual determinada canção foi concebida. Com uma característica “Pop Regional” o show entre Linhas vem com a proposta de saciar curiosidades e envolver espectadores ecléticos que detêm um bom gosto musical.
Nascido em Porto Velho, Silvinho como é popularmente conhecido, compôs sua primeira canção, um samba, aos seis anos de idade. Não demorou muito e passou a fazer parte de fato do cenário artístico da cidade. Com trabalhos musicais expressivos passou a integrar o circuito musical dos festivais de musicas promovidos por instituições de peso como Sesc e Sesi, chegando a representar o estado de Rondônia obtendo posições de destaque no Distrito Federal, quando foi avaliado por grandes nomes da MPB como Francis Raimi e Tetê Spíndola.
Silvinho um artista do Norte como ele mesmo se identifica, que tem o maior orgulho de suas origens e faz questão de mostrar ao público sua herança musical sem hesitar em mostrar um repertório temperado para todas as idades. É assim que podemos definir esse artista. Um amazônida, compositor, cantor, um autêntico cidadão que vem do Norte para mostrar sua cultura e suas origens sem deixar de lado a boa poesia moderna.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
COM CERVEJA!!!
ESSA É PARA A VIDA TODA!
Um professor de filosofia, parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro.
Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio.
Todos disseram que sim.
Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras.
Tornou a perguntar se o vidro estava cheio.
Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!
Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante.
Olhando calmamente para as crianças o professor disse:
- Quero que entendam, que isto, simboliza a vida de cada um de vocês!
As pedras, são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida.
Os pedregulhos, são as outras coisas que importam: como o emprego, a casa, um carro...
A areia, representa o resto: as coisas pequenas...
Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro e verão que não caberá as pedras e os pedregulhos...
O mesmo vale para suas vidas.
Priorizem, cuidar das pedras, do que realmente importa. Estabeleçam suas prioridades. O resto é só areia!
Após ouvirem a mensagem tão profunda, um aluno perguntou ao professor se poderia pegar o vidro, que todos acreditavam estar cheio, e fez novamente a pergunta:
- Vocês concordam que o vidro esta realmente cheio?
Onde responderam, inclusive o professor: - Sim está!
Então, ele derramou uma lata de CERVEJA dentro do vidro.
A areia ficou ensopada, pois a cerveja foi preenchendo todos os espaços restantes, e fazendo com que ele, desta vez ficasse realmente cheio.
Todos ficaram surpresos e pensativos com a atitude do aluno, incluindo o professor.
ENTÃO ELE EXPLICOU:
NÃO IMPORTA O QUANTO SUA VIDA ESTEJA CHEIA DE COISAS E PROBLEMAS...
SEMPRE SOBRA ESPAÇO PARA UMA CERVEJINHA!!!!!!!!
Um professor de filosofia, parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro.
Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio.
Todos disseram que sim.
Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras.
Tornou a perguntar se o vidro estava cheio.
Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!
Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante.
Olhando calmamente para as crianças o professor disse:
- Quero que entendam, que isto, simboliza a vida de cada um de vocês!
As pedras, são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida.
Os pedregulhos, são as outras coisas que importam: como o emprego, a casa, um carro...
A areia, representa o resto: as coisas pequenas...
Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro e verão que não caberá as pedras e os pedregulhos...
O mesmo vale para suas vidas.
Priorizem, cuidar das pedras, do que realmente importa. Estabeleçam suas prioridades. O resto é só areia!
Após ouvirem a mensagem tão profunda, um aluno perguntou ao professor se poderia pegar o vidro, que todos acreditavam estar cheio, e fez novamente a pergunta:
- Vocês concordam que o vidro esta realmente cheio?
Onde responderam, inclusive o professor: - Sim está!
Então, ele derramou uma lata de CERVEJA dentro do vidro.
A areia ficou ensopada, pois a cerveja foi preenchendo todos os espaços restantes, e fazendo com que ele, desta vez ficasse realmente cheio.
Todos ficaram surpresos e pensativos com a atitude do aluno, incluindo o professor.
ENTÃO ELE EXPLICOU:
NÃO IMPORTA O QUANTO SUA VIDA ESTEJA CHEIA DE COISAS E PROBLEMAS...
SEMPRE SOBRA ESPAÇO PARA UMA CERVEJINHA!!!!!!!!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
A COISA AQUI TÁ CINZA
Rondônia pode entrar em colapso devido às queimadas
Previsão indica forte agravamento da poluição no sul da Amazônia nos próximos dias, com espessa camada de fumaça sobre Rondônia. A situação que já é de emergência pode virar calamidade pública uma vez que em ano de eleição há pouca autuação.
Daniel Panobianco - A fumaça fica a cada dia que passa mais intensa em Rondônia. Fruto das queimadas que já fugiram do controle há muito tempo e que só agora as autoridades locais chegam a um consenso de que algo de imediato precisa ser feito para frear a quantidade estupenda que a população respira de monóxido de carbono e outros gases poluentes.
O mais engraçado é que todas as autoridades engajadas no então ‘combate’ ao fogo em Rondônia sabem muito bem que climatologicamente existem duas estações muito bem definidas; Uma seca e outra chuvosa, ambas com 6 meses de duração cada uma. Na seca, não chove, a umidade despenca para patamares críticos e o fogo se alastra. Não é de hoje que as queimadas incomodam e muito em Rondônia; Também não é de hoje que a política do meio ambiente local se faz de cega, surda e muda. Até a imprensa, o terceiro maior poder nesse país, se enjoa ao ditar que ações estão sendo tomadas, que políticos, os de cabresto, por via de regras, fazem sua parte e que todo se resolverá. Mentira! Hipocrisia de quem ainda acredita nisso.
Chega a ser demagogo que uma política desse gabarito se prostra com tamanha insatisfação por meio de atitudes impensadas e que no ‘frigir dos ovos’, a população tem sua forma de pensamento como a mais humilde de todas.
Não há política, ação ou união de autoridades que acabará com as queimadas em Rondônia; Isso nunca aconteceu e jamais acontecerá.
Os dados do passado comprovam que a cada 4 anos e, diga-se de passagem, por coincidência ou não, anos políticos, de eleições, a quantidade de queimadas no Brasil surta, do extremo ao vergonhoso, lastimável. E isso não é diferente em Rondônia. Os números estão ai à mostra para qualquer cidadão de que campanhas, metas públicas de reeducação ambiental de nada valem a pena se no mais alto poder hierárquico de comando existe uma administração frouxa, incapaz de autuar, multar ou ditar que nesta terra também existem leis a serem respeitadas.
A prova maior de que as queimadas estão sem controle em Rondônia é vista, respirada e suportada por cada individuo que ainda sobrevive debaixo de uma poluição sufocante.
Há dias Porto Velho está tomada por muita fumaça, o que restringe os meios de tráfego aéreo, rodoviário e fluvial. O número de acidentes nas estradas em decorrência da falta de visibilidade explodiu nos últimos 3 dias, todos, segundo as autoridades, por conta da fumaça das queimadas.
A quantidade de pessoas com problemas respiratórios nas policlínicas é imensa. A maioria dos casos verificados está relacionada às doenças respiratórias em decorrência da intensa fumaça.
Nesta terça-feira (18), Porto Velho amanheceu coberta por uma intensa camada de fumaça. Dados de METAR do aeroporto "Governador Jorge Teixeira de Oliveira" registraram desde as 3 horas (local), visibilidade inferior a 700 metros na cabeceira da pista, o que restringe parcialmente pousos e decolagens de aeronaves. Segundo a INFRAERO (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), pistas com visibilidade inferior a 1600 metros já oferecem riscos e passam a ser monitoradas por instrumentos, quando não fechadas completamente.
A quantidade de queimadas verificadas em áreas que deveriam ser de proteção ambiental, como UCs (Unidades de Conservação) é lastimável. O fogo se alastra de fazenda em fazenda e atinge rapidamente áreas de florestas ainda virgens, antes então intocadas pelo homem.
Satélites operados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) desmentem o que autoridades ditam em emissoras de rádio e televisão ou nos mais diversos meios de comunicação online hoje disponíveis. Rondônia está em emergência não tão somente por conta da fumaça das queimadas e sim por uma cultura retrógrada que ano após ano se deteriora com os extremos climáticos, cada vez mais comuns. Cultura esta que faz referência aos palanques agora em comícios a que aprofundar questões tão sérias quanto à saúde de uma massa populacional, por exemplo.
Mapa de poluição em Rondônia. A quantidade de poluentes no norte do Estado, região de Porto Velho, é 5 vezes maior que a verificada na Região Metropolitana de São Paulo. No final de semana, todo o Estado estará coberto por uma densa camada de poluentes.
Os dados ainda dão conta de que o ar vai piorar em Rondônia até o final de semana. A quantidade de gases poluentes presentes na atmosfera já está elevada, mas a situação pode ficar insuportável com a predominância dos ventos fracos em altitude e em sentidos que dificultam a dispersão dos poluentes na média troposfera. Todos os 52 municípios rondonienses experimentarão ‘dias negros’, literalmente, com fumaça irreal aos olhos do governo, mas bem nítida às vistas da população local.
Já dizia uma velha frase de um ex-governador de Rondônia que "a queimada faz parte do desenvolvimento de Rondônia; Se há queimada há terra aberta e com isso, há desenvolvimento". E assim sempre será!
Dados: REDEMET - NASA - CPTEC/INPE
(Fonte: De olho no tempo)
Previsão indica forte agravamento da poluição no sul da Amazônia nos próximos dias, com espessa camada de fumaça sobre Rondônia. A situação que já é de emergência pode virar calamidade pública uma vez que em ano de eleição há pouca autuação.
Daniel Panobianco - A fumaça fica a cada dia que passa mais intensa em Rondônia. Fruto das queimadas que já fugiram do controle há muito tempo e que só agora as autoridades locais chegam a um consenso de que algo de imediato precisa ser feito para frear a quantidade estupenda que a população respira de monóxido de carbono e outros gases poluentes.
O mais engraçado é que todas as autoridades engajadas no então ‘combate’ ao fogo em Rondônia sabem muito bem que climatologicamente existem duas estações muito bem definidas; Uma seca e outra chuvosa, ambas com 6 meses de duração cada uma. Na seca, não chove, a umidade despenca para patamares críticos e o fogo se alastra. Não é de hoje que as queimadas incomodam e muito em Rondônia; Também não é de hoje que a política do meio ambiente local se faz de cega, surda e muda. Até a imprensa, o terceiro maior poder nesse país, se enjoa ao ditar que ações estão sendo tomadas, que políticos, os de cabresto, por via de regras, fazem sua parte e que todo se resolverá. Mentira! Hipocrisia de quem ainda acredita nisso.
Chega a ser demagogo que uma política desse gabarito se prostra com tamanha insatisfação por meio de atitudes impensadas e que no ‘frigir dos ovos’, a população tem sua forma de pensamento como a mais humilde de todas.
Não há política, ação ou união de autoridades que acabará com as queimadas em Rondônia; Isso nunca aconteceu e jamais acontecerá.
Os dados do passado comprovam que a cada 4 anos e, diga-se de passagem, por coincidência ou não, anos políticos, de eleições, a quantidade de queimadas no Brasil surta, do extremo ao vergonhoso, lastimável. E isso não é diferente em Rondônia. Os números estão ai à mostra para qualquer cidadão de que campanhas, metas públicas de reeducação ambiental de nada valem a pena se no mais alto poder hierárquico de comando existe uma administração frouxa, incapaz de autuar, multar ou ditar que nesta terra também existem leis a serem respeitadas.
A prova maior de que as queimadas estão sem controle em Rondônia é vista, respirada e suportada por cada individuo que ainda sobrevive debaixo de uma poluição sufocante.
Há dias Porto Velho está tomada por muita fumaça, o que restringe os meios de tráfego aéreo, rodoviário e fluvial. O número de acidentes nas estradas em decorrência da falta de visibilidade explodiu nos últimos 3 dias, todos, segundo as autoridades, por conta da fumaça das queimadas.
A quantidade de pessoas com problemas respiratórios nas policlínicas é imensa. A maioria dos casos verificados está relacionada às doenças respiratórias em decorrência da intensa fumaça.
Nesta terça-feira (18), Porto Velho amanheceu coberta por uma intensa camada de fumaça. Dados de METAR do aeroporto "Governador Jorge Teixeira de Oliveira" registraram desde as 3 horas (local), visibilidade inferior a 700 metros na cabeceira da pista, o que restringe parcialmente pousos e decolagens de aeronaves. Segundo a INFRAERO (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), pistas com visibilidade inferior a 1600 metros já oferecem riscos e passam a ser monitoradas por instrumentos, quando não fechadas completamente.
A quantidade de queimadas verificadas em áreas que deveriam ser de proteção ambiental, como UCs (Unidades de Conservação) é lastimável. O fogo se alastra de fazenda em fazenda e atinge rapidamente áreas de florestas ainda virgens, antes então intocadas pelo homem.
Satélites operados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) desmentem o que autoridades ditam em emissoras de rádio e televisão ou nos mais diversos meios de comunicação online hoje disponíveis. Rondônia está em emergência não tão somente por conta da fumaça das queimadas e sim por uma cultura retrógrada que ano após ano se deteriora com os extremos climáticos, cada vez mais comuns. Cultura esta que faz referência aos palanques agora em comícios a que aprofundar questões tão sérias quanto à saúde de uma massa populacional, por exemplo.
Mapa de poluição em Rondônia. A quantidade de poluentes no norte do Estado, região de Porto Velho, é 5 vezes maior que a verificada na Região Metropolitana de São Paulo. No final de semana, todo o Estado estará coberto por uma densa camada de poluentes.
Os dados ainda dão conta de que o ar vai piorar em Rondônia até o final de semana. A quantidade de gases poluentes presentes na atmosfera já está elevada, mas a situação pode ficar insuportável com a predominância dos ventos fracos em altitude e em sentidos que dificultam a dispersão dos poluentes na média troposfera. Todos os 52 municípios rondonienses experimentarão ‘dias negros’, literalmente, com fumaça irreal aos olhos do governo, mas bem nítida às vistas da população local.
Já dizia uma velha frase de um ex-governador de Rondônia que "a queimada faz parte do desenvolvimento de Rondônia; Se há queimada há terra aberta e com isso, há desenvolvimento". E assim sempre será!
Dados: REDEMET - NASA - CPTEC/INPE
(Fonte: De olho no tempo)
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