FUNARTE
34 editais para premiar mil artistas
Com o maior orçamento dos últimos 20 anos definido pelo Ministério da Cultura, a Funarte acaba de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.
Com investimento total de R$ 56,8 milhões, a Funarte e o Ministério da Cultura acabam de lançar 34 editais de fomento às áreas de teatro, dança, circo, artes visuais, fotografia, música, literatura, cultura popular e arte digital. Serão concedidos mil prêmios e bolsas de até R$ 260 mil, para projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas, apoio a festivais e produção crítica sobre arte.
Foram lançadas as novas edições dos prêmios Myriam Muniz (teatro), Klauss Vianna (dança) e Carequinha (circo) e da Rede Nacional Artes Visuais – que estão entre as principais políticas públicas para as artes no Brasil. O apoio à literatura, à criação em música erudita e à circulação de música popular também está mantido. Além disso, muitas inovações garantem espaço para novos formatos e novas interações estéticas no país.
Pela primeira vez, a Funarte lança editais para seleção de festivais. Há também prêmios para artes cênicas na rua e o apoio a residências artísticas no Brasil e no exterior. A instituição investe na composição de música erudita, em concertos didáticos na rede pública de ensino e na gravação de CDs de música popular. Nas artes visuais, a Funarte volta a apoiar festivais e salões regionais, além de viabilizar projetos de pesquisa e reflexão crítica sobre artes contemporânea. A fotografia será tratada como categoria à parte, com o Prêmio Marc Ferrez.
Orçamento Recorde – O orçamento da Funarte para 2010 é de R$ 101,6 milhões – sete vezes maior que o de 2003, e o maior em vinte anos de história da Fundação. Os programas foram elaborados a partir das diretrizes do Plano Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura, com ampla participação da sociedade, por meio de diversos encontros com a diretoria colegiada da instituição e com os Colegiados Setoriais. Os projetos inscritos são analisados por comissões externas, contando sempre com representantes de todas as regiões brasileiras. As inscrições estão abertas em todo o país.
Além de editais para a ocupação de galerias e outros espaços expositivos, foram lançadas 11 seleções públicas para projetos de música e de artes cênicas a serem desenvolvidos em salas de espetáculos e teatros no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Ascom Funarte
Mais informações: www.funarte.gov.br - Portal das Artes Funarte
terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Progama butiquim do samba
Butiquim do Samba.
Neste sábado á partir das 14 horas, na RBR TV, Canal 38, estréia o programa Butiquim do Samba.
Programa apresentado por Carlinhos Maracanã e Sônia Maria, com produção de Neuza Meireles, que traz um pouco da história do Samba, em Porto Velho e também por outras paragens.
Bate papo e informação sobre o mundo do samba.
O Programa é gravado ás terças, a partir das 19 horas, no Mercado Cultural, com apoio da Fundação Iaripuna e do Zizi.
Neste sábado Butiquim do Samba, ás 14 horas no canal 38, RBR-TV.
Reprise, segunda ás 14 horas, não perca!
Carlinhos Maracanã
Neste sábado á partir das 14 horas, na RBR TV, Canal 38, estréia o programa Butiquim do Samba.
Programa apresentado por Carlinhos Maracanã e Sônia Maria, com produção de Neuza Meireles, que traz um pouco da história do Samba, em Porto Velho e também por outras paragens.
Bate papo e informação sobre o mundo do samba.
O Programa é gravado ás terças, a partir das 19 horas, no Mercado Cultural, com apoio da Fundação Iaripuna e do Zizi.
Neste sábado Butiquim do Samba, ás 14 horas no canal 38, RBR-TV.
Reprise, segunda ás 14 horas, não perca!
Carlinhos Maracanã
ZEKATRACA SEXTA FEIRA
De feira livre a
Mercado Central
Silvio M. Santos
Na festa de inauguração a população vai poder prestigiar o cantor Bado e alguns músicos regionais
No próximo domingo 18, o prefeito de Porto Velho inaugura a reforma do Mercado Central, prédio que fica no quadrilátero formado pelas ruas Percival Farquar, Euclídes da Cunha, Henrique de Dias e Renato Medeiros. De acordo com material distribuído pela assessoria de comunicação da prefeitura, o empreendimento contou com os investimentos de cerca de um milhão e oitocentos mil reais.
Os 79 boxes distribuídos entre bancas de frutas e verduras, açougue, peixaria, lanchonetes e restaurantes vão funcionar a partir deste domingo, 18, das 06 da manhã até as cinco da tarde. “O prefeito Roberto Sobrinho entrega neste domingo à população, o maior e mais confortável mercado da capital”.
Vamos lembrar de como uma feira que funcionava apenas no final de semana se transformou no principal Mercado da cidade de Porto Velho
A Feira Livre
Os agricultores do baixo Madeira e as “banqueiras” que serviam refeições vendiam mingau e outras iguarias típicas da região Amazônica montavam suas bancas na Feira Livre que funcionava em frente ao Mercado Público Municipal (hoje Mercado Cultural) pela rua José do Patrocínio, ainda não existia nem o Palácio Presidente Vargas e nem a Praça Getúlio Vargas. Com a inauguração do Palácio em 1952 a feira foi transferida para o espaço que ficava entre o Clube Internacional (hoje Ferroviário) e a rua Farquar bem em frente ao prédio do Serviço de Água Luz e Força do Território Federal do Guaporé – Salft no espaço onde hoje funciona a sede da Eletrobras/Ceron e em frente ao prédio sede da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (Relógio). Bom, essa feira funcionou até a inauguração do galpão definitivo da Feira Livre de Porto Velho cuja construção aconteceu entre os anos de 1955 e 1956. O galpão foi construído no espaço entre as ruas Farquar, Euclides da Cunha (naquele tempo não tinha esse nome e nem era considerada rua), Henrique Dias e a hoje travessa Renato Medeiros (que também não tinha nome na época). O Galpão quadrado ocupava todo o espaço, só que a parte central não era coberta e era onde ficava um chafariz que abastecia de água os feirantes.
A Feira funcionava de quinta feira ao meio dia de sábado. Quinta feira chegava do Teotônio o Trem da Feira, que estacionava num ramal da Ferrovia nas proximidades da Avenida Farquar e a Lancha do Beiradão do Serviço de Navegação do Madeira (SNM) que trazia os produtos produzidos pelos agricultores que moravam entre São Carlos e Porto Velho. De 15 em 15 dia chegava à lancha do Machado com produtos dos agricultores que moravam em Tabajara, Cachoeira 2 de Novembro e Calama, na realidade com produtos da “Seregipa”. Quando a feira passou a funcionar nesse galpão, comerciantes de Porto Velho também se instalaram e então quando a feira fechava ao meio dia de sábado, esses comerciantes enlonavam seus produtos (sacos de farinha, feijão, arroz etc.) até a quinta feira seguinte, enquanto os colonos que moravam ao longo da Estrada de Ferro embaraçavam no trem da feira de volta para suas colônias e os chamados “Beradeiros” embarcavam na lancha do beiradão retornando às suas localidades.
Na Avenida Farquar, no perímetro da Sete de Setembro até a hoje Travessa Renato Medeiros, existia uma vila de casas (ali vivi minha infância e adolescência), cujos proprietários mantinham comercio de venda de cereais e bebida alcoólica e as famosas “pensões” (se fosse hoje seriam restaurantes) que serviam comida.
Durante aproximadamente dez anos, esse galpão funcionou apenas no modelo feira, aliás, o nome era “FEIRA MODELO”.
O Mercado que surgiu das cinzas
Em 1966 o Mercado Público Municipal (hoje Mercado Cultural), pegou fogo e os comerciantes concessionários dos boxes, de dentro do mercado, além de perderem toda mercadoria, não tinham onde recomeçar. Foi então que o governador e o prefeito da época transformaram o galpão da “Feira Modelo” em Mercado Central.
As paredes foram levantadas e também construíram boxes, o meio foi coberto e ali passaram a funcionar os boxes de venda de verduras, frutas, queijo, legumes, mel e ervas. Na estrada pela Farquar foram instaladas as bancas de venda de peixe e os açougues. Pela Porta da rua Henrique Dias para o lado esquerdo de quem entrava, ficavam os boxes de venda de cereais. Para o lado direito as bancas de vendas de lanches e refeições. Pela Porta da Euclides da Cunha lado esquerdo, uma lanchonete/restaurante e pelo lado direito os banheiros. Pela Porta da Renato Medeiros na entrada, tinha banca de jornal do seu Barroso. Pelo lado direito um açougue e bancas de venda de comida. Pelo lado esquerdo bancas de frutas, raízes, tucupi e outras iguarias.
Quando o prefeito Roberto Sobrinho resolveu reformar o Mercado, mandou construir uma galpão de madeira no meio da rua Henrique Dias. Para quem não sabe, no local onde foi construído esse galpão para abrigar provisoriamente os comerciantes, existiu um dos casarões construídos pela administração da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, onde chegou a funcionar algumas repartições da empresa, com a inauguração do prédio do relógio, funcionou como alojamento dos jogadores do time do futebol do Atlético Clube Ferroviário. Na parte de baixo desse casarão construído em pinho de Riga, os arigós que vinham do Nordeste passaram a morar. Muito antes, o “Quirino” construiu uma de suas choupanas. Quirino era um lunático que viveu em Porto Velho cuja paranóia era montar palhoça para se abrigar, em vários cantos da cidade.
A partir desse domingo, a Henrique Dias passa a dar passagem até a Avenida Farquar e Porto Velho ganha seu mais bonito mercado. “Mercado Central” Inaugurado no dia 18 de abril de 2010.
De feira livre a
Mercado Central
Silvio M. Santos
Na festa de inauguração a população vai poder prestigiar o cantor Bado e alguns músicos regionais
No próximo domingo 18, o prefeito de Porto Velho inaugura a reforma do Mercado Central, prédio que fica no quadrilátero formado pelas ruas Percival Farquar, Euclídes da Cunha, Henrique de Dias e Renato Medeiros. De acordo com material distribuído pela assessoria de comunicação da prefeitura, o empreendimento contou com os investimentos de cerca de um milhão e oitocentos mil reais.
Os 79 boxes distribuídos entre bancas de frutas e verduras, açougue, peixaria, lanchonetes e restaurantes vão funcionar a partir deste domingo, 18, das 06 da manhã até as cinco da tarde. “O prefeito Roberto Sobrinho entrega neste domingo à população, o maior e mais confortável mercado da capital”.
Vamos lembrar de como uma feira que funcionava apenas no final de semana se transformou no principal Mercado da cidade de Porto Velho
A Feira Livre
Os agricultores do baixo Madeira e as “banqueiras” que serviam refeições vendiam mingau e outras iguarias típicas da região Amazônica montavam suas bancas na Feira Livre que funcionava em frente ao Mercado Público Municipal (hoje Mercado Cultural) pela rua José do Patrocínio, ainda não existia nem o Palácio Presidente Vargas e nem a Praça Getúlio Vargas. Com a inauguração do Palácio em 1952 a feira foi transferida para o espaço que ficava entre o Clube Internacional (hoje Ferroviário) e a rua Farquar bem em frente ao prédio do Serviço de Água Luz e Força do Território Federal do Guaporé – Salft no espaço onde hoje funciona a sede da Eletrobras/Ceron e em frente ao prédio sede da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (Relógio). Bom, essa feira funcionou até a inauguração do galpão definitivo da Feira Livre de Porto Velho cuja construção aconteceu entre os anos de 1955 e 1956. O galpão foi construído no espaço entre as ruas Farquar, Euclides da Cunha (naquele tempo não tinha esse nome e nem era considerada rua), Henrique Dias e a hoje travessa Renato Medeiros (que também não tinha nome na época). O Galpão quadrado ocupava todo o espaço, só que a parte central não era coberta e era onde ficava um chafariz que abastecia de água os feirantes.
A Feira funcionava de quinta feira ao meio dia de sábado. Quinta feira chegava do Teotônio o Trem da Feira, que estacionava num ramal da Ferrovia nas proximidades da Avenida Farquar e a Lancha do Beiradão do Serviço de Navegação do Madeira (SNM) que trazia os produtos produzidos pelos agricultores que moravam entre São Carlos e Porto Velho. De 15 em 15 dia chegava à lancha do Machado com produtos dos agricultores que moravam em Tabajara, Cachoeira 2 de Novembro e Calama, na realidade com produtos da “Seregipa”. Quando a feira passou a funcionar nesse galpão, comerciantes de Porto Velho também se instalaram e então quando a feira fechava ao meio dia de sábado, esses comerciantes enlonavam seus produtos (sacos de farinha, feijão, arroz etc.) até a quinta feira seguinte, enquanto os colonos que moravam ao longo da Estrada de Ferro embaraçavam no trem da feira de volta para suas colônias e os chamados “Beradeiros” embarcavam na lancha do beiradão retornando às suas localidades.
Na Avenida Farquar, no perímetro da Sete de Setembro até a hoje Travessa Renato Medeiros, existia uma vila de casas (ali vivi minha infância e adolescência), cujos proprietários mantinham comercio de venda de cereais e bebida alcoólica e as famosas “pensões” (se fosse hoje seriam restaurantes) que serviam comida.
Durante aproximadamente dez anos, esse galpão funcionou apenas no modelo feira, aliás, o nome era “FEIRA MODELO”.
O Mercado que surgiu das cinzas
Em 1966 o Mercado Público Municipal (hoje Mercado Cultural), pegou fogo e os comerciantes concessionários dos boxes, de dentro do mercado, além de perderem toda mercadoria, não tinham onde recomeçar. Foi então que o governador e o prefeito da época transformaram o galpão da “Feira Modelo” em Mercado Central.
As paredes foram levantadas e também construíram boxes, o meio foi coberto e ali passaram a funcionar os boxes de venda de verduras, frutas, queijo, legumes, mel e ervas. Na estrada pela Farquar foram instaladas as bancas de venda de peixe e os açougues. Pela Porta da rua Henrique Dias para o lado esquerdo de quem entrava, ficavam os boxes de venda de cereais. Para o lado direito as bancas de vendas de lanches e refeições. Pela Porta da Euclides da Cunha lado esquerdo, uma lanchonete/restaurante e pelo lado direito os banheiros. Pela Porta da Renato Medeiros na entrada, tinha banca de jornal do seu Barroso. Pelo lado direito um açougue e bancas de venda de comida. Pelo lado esquerdo bancas de frutas, raízes, tucupi e outras iguarias.
Quando o prefeito Roberto Sobrinho resolveu reformar o Mercado, mandou construir uma galpão de madeira no meio da rua Henrique Dias. Para quem não sabe, no local onde foi construído esse galpão para abrigar provisoriamente os comerciantes, existiu um dos casarões construídos pela administração da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, onde chegou a funcionar algumas repartições da empresa, com a inauguração do prédio do relógio, funcionou como alojamento dos jogadores do time do futebol do Atlético Clube Ferroviário. Na parte de baixo desse casarão construído em pinho de Riga, os arigós que vinham do Nordeste passaram a morar. Muito antes, o “Quirino” construiu uma de suas choupanas. Quirino era um lunático que viveu em Porto Velho cuja paranóia era montar palhoça para se abrigar, em vários cantos da cidade.
A partir desse domingo, a Henrique Dias passa a dar passagem até a Avenida Farquar e Porto Velho ganha seu mais bonito mercado. “Mercado Central” Inaugurado no dia 18 de abril de 2010.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Memória do Samba
BUTIQUIM DO SAMBA
SILAS DE OLIVEIRA
"Um dia, o sambista Silas de Oliveira amanhecia mais uma vez com seu amigo inseparável Mirinho, ao lado também da inseparável garrafa de cachaça. Talvez permanecessem como aqueles homens de quem Max Ernst disse que nunca saberão. Mas Silas perguntou: ‘Mirinho, você sabe o que é o infinito?’. Talvez nesse momento um outro bêbado fosse anonimamente subindo lá adiante uma ladeira da favela, não precisamente indo para o céu, embora parecesse, na luz irreal daquela manhã. Irreal como são todas as luzes das manhãs que nascem para os olhos daqueles que atravessam insones noites ébrias. O que é certo é que Silas disse: ‘Você vai andando por ali e o infinito vai te acompanhando’. Mirinho comentou envaidecido: ‘Um poeta nos mínimos detalhes, este meu amigo Silas de Oliveira’. A manhã nascia radiosa".
Silas de Oliveira de Assumpção nasceu em Madureira, subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 12 de Outubro de 1916. Desde menino freqüentou as rodas de samba, apesar da resistência do pai, que era pastor protestante e via na música uma ‘manifestação do diabo’. O pai, dono do Colégio Assumpção, arrumou uma vaga de professor para o filho, tão logo ele concluiu o Científico. Ele pretendia que, com a profissão, o filho abandonasse o gosto pela música.
Silas dava aulas de Português, quando começou a namorar uma das alunas, a jovem Elaine dos Santos. Nessa época também fez amizade com o jornaleiro Mano Décio da Viola, que se tornaria seu maior parceiro. Pelas mãos de Elaine e de Mano Décio, Silas sobe os morros cariocas atrás de rodas de samba. Com os dois, freqüenta também os tradicionais pagodes nas casas das ‘tias’ baianas, regados a muita bebida, comida e batucada. Seu talento como compositor começa a se revelar, ainda que timidamente. As visitas a estes locais passam a ser cada vez mais constantes e não tarda para que Silas passe a ser considerado como ‘gente da casa’ nos redutos de samba.
Em 1946, Silas de Oliveira e Mano Décio compõe o samba-enredo ‘Conferência de São Francisco’ ou ‘A Paz Universal’, defendido pelo Prazer da Serrinha, agremiação carnavalesca da qual faziam parte. ‘Forçados’ pelo decreto oficial do então Presidente da República Getúlio Vargas – que exigia que as escolas desfilassem com temáticas nacionalistas em seus enredos –, os compositores acataram a medida e fizeram desfilar pela avenida uma escola organizada em alas com funções definidas dentro do enredo. A partir daquele ano, outras escolas aderiram às idéias do Prazer da Serrinha, moldando-se ao novo estilo de desfile por ela constituído.
Porém, alguns integrantes do Prazer da Serrinha não aceitaram essas inovações, resultando daí a dissidência de vários componentes – que culminaria com a fundação da Império Serrano, em 1947. Silas de Oliveira integra a nova escola desde seu primeiro desfile, do qual se sagrou campeão no carnaval de 1948. No ano seguinte, Mano Décio também aderiu à nova agremiação. Entre 1949 e 1951 o samba vitorioso do Império Serrano trouxe a assinatura de Silas, de Mano Décio ou dos dois. Em 1955 e 1956, mais duas vitórias da dupla na escolha do samba da escola e do Império Serrano na avenida: ‘Exaltação a Caxias’ e ‘O Sonhador de Esmeraldas’.
Silas dedicou 28 anos de sua vida ao Império Serrano e nesse período fez 16 sambas de enredo para a escola, dos quais 14 foram defendidos no desfile oficial. Quando o amigo Mano Décio foi para a Portela, a dupla se desfez. Mas Silas continuou compondo para a Verde-e-Branco de Madureira, muitos dos quais se tornaram clássicos do gênero, como ‘Aquarela do Brasil’ (1964), ‘Os Cinco Bailes da História do Rio’ – em parceria com Dona Ivone Lara e Bacalhau (1965), ‘Glórias e Graças da Bahia’ – com Joacir Santana (1966) e ‘Pernambuco, Leão do Norte’, com o qual enfrentou – e venceu – o antigo parceiro Mano Décio da Viola, que retornava à escola, em 1968. A última parceria dos dois grandes sambistas foi em 1969 com ‘Heróis da Liberdade’, num ano em que o jeito de fazer samba-enredo passava por grandes modificações, sobretudo no andamento acelerado, lembrando marcha militar.
Mano Décio e Silas de Oliveira não se adaptaram a essa nova postura, pois acreditavam que essa mudança era responsável pelo empobrecimento do samba-enredo. Silas ainda tentou adaptar-se aos novos tempos, mas sua influência no Império Serrano já não era mais a mesma. Nos últimos anos de vida, Silas deixou de se envolver com os desfiles de carnaval, limitando-se apenas a freqüentar rodas de samba onde, na sua concepção, o ambiente era mais tranqüilo.
No dia 20 de maio de 1972, Silas de Oliveira foi a uma roda de samba, pensando arranjar dinheiro para matricular uma de suas filhas no vestibular. No momento em cantava ‘Os Cinco Bailes do Rio’, sofreu um enfarto fulminante. Morreu no terreiro, onde passou a maior parte de sua vida. Nos deixou obras-primas como ‘Meu Drama’ (gravada por Cartola como ‘Senhora Tentação’), ‘Apoteose ao Samba’ (com Mano Décio, imortalizada por Jamelão) e ‘Aquarelas do Brasil’ (que recebeu inúmeras gravações, destacando-se a de Elza Soares e a de Martinho da Vila).
Butiquim do Samba!
SILAS DE OLIVEIRA
"Um dia, o sambista Silas de Oliveira amanhecia mais uma vez com seu amigo inseparável Mirinho, ao lado também da inseparável garrafa de cachaça. Talvez permanecessem como aqueles homens de quem Max Ernst disse que nunca saberão. Mas Silas perguntou: ‘Mirinho, você sabe o que é o infinito?’. Talvez nesse momento um outro bêbado fosse anonimamente subindo lá adiante uma ladeira da favela, não precisamente indo para o céu, embora parecesse, na luz irreal daquela manhã. Irreal como são todas as luzes das manhãs que nascem para os olhos daqueles que atravessam insones noites ébrias. O que é certo é que Silas disse: ‘Você vai andando por ali e o infinito vai te acompanhando’. Mirinho comentou envaidecido: ‘Um poeta nos mínimos detalhes, este meu amigo Silas de Oliveira’. A manhã nascia radiosa".
Silas de Oliveira de Assumpção nasceu em Madureira, subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 12 de Outubro de 1916. Desde menino freqüentou as rodas de samba, apesar da resistência do pai, que era pastor protestante e via na música uma ‘manifestação do diabo’. O pai, dono do Colégio Assumpção, arrumou uma vaga de professor para o filho, tão logo ele concluiu o Científico. Ele pretendia que, com a profissão, o filho abandonasse o gosto pela música.
Silas dava aulas de Português, quando começou a namorar uma das alunas, a jovem Elaine dos Santos. Nessa época também fez amizade com o jornaleiro Mano Décio da Viola, que se tornaria seu maior parceiro. Pelas mãos de Elaine e de Mano Décio, Silas sobe os morros cariocas atrás de rodas de samba. Com os dois, freqüenta também os tradicionais pagodes nas casas das ‘tias’ baianas, regados a muita bebida, comida e batucada. Seu talento como compositor começa a se revelar, ainda que timidamente. As visitas a estes locais passam a ser cada vez mais constantes e não tarda para que Silas passe a ser considerado como ‘gente da casa’ nos redutos de samba.
Em 1946, Silas de Oliveira e Mano Décio compõe o samba-enredo ‘Conferência de São Francisco’ ou ‘A Paz Universal’, defendido pelo Prazer da Serrinha, agremiação carnavalesca da qual faziam parte. ‘Forçados’ pelo decreto oficial do então Presidente da República Getúlio Vargas – que exigia que as escolas desfilassem com temáticas nacionalistas em seus enredos –, os compositores acataram a medida e fizeram desfilar pela avenida uma escola organizada em alas com funções definidas dentro do enredo. A partir daquele ano, outras escolas aderiram às idéias do Prazer da Serrinha, moldando-se ao novo estilo de desfile por ela constituído.
Porém, alguns integrantes do Prazer da Serrinha não aceitaram essas inovações, resultando daí a dissidência de vários componentes – que culminaria com a fundação da Império Serrano, em 1947. Silas de Oliveira integra a nova escola desde seu primeiro desfile, do qual se sagrou campeão no carnaval de 1948. No ano seguinte, Mano Décio também aderiu à nova agremiação. Entre 1949 e 1951 o samba vitorioso do Império Serrano trouxe a assinatura de Silas, de Mano Décio ou dos dois. Em 1955 e 1956, mais duas vitórias da dupla na escolha do samba da escola e do Império Serrano na avenida: ‘Exaltação a Caxias’ e ‘O Sonhador de Esmeraldas’.
Silas dedicou 28 anos de sua vida ao Império Serrano e nesse período fez 16 sambas de enredo para a escola, dos quais 14 foram defendidos no desfile oficial. Quando o amigo Mano Décio foi para a Portela, a dupla se desfez. Mas Silas continuou compondo para a Verde-e-Branco de Madureira, muitos dos quais se tornaram clássicos do gênero, como ‘Aquarela do Brasil’ (1964), ‘Os Cinco Bailes da História do Rio’ – em parceria com Dona Ivone Lara e Bacalhau (1965), ‘Glórias e Graças da Bahia’ – com Joacir Santana (1966) e ‘Pernambuco, Leão do Norte’, com o qual enfrentou – e venceu – o antigo parceiro Mano Décio da Viola, que retornava à escola, em 1968. A última parceria dos dois grandes sambistas foi em 1969 com ‘Heróis da Liberdade’, num ano em que o jeito de fazer samba-enredo passava por grandes modificações, sobretudo no andamento acelerado, lembrando marcha militar.
Mano Décio e Silas de Oliveira não se adaptaram a essa nova postura, pois acreditavam que essa mudança era responsável pelo empobrecimento do samba-enredo. Silas ainda tentou adaptar-se aos novos tempos, mas sua influência no Império Serrano já não era mais a mesma. Nos últimos anos de vida, Silas deixou de se envolver com os desfiles de carnaval, limitando-se apenas a freqüentar rodas de samba onde, na sua concepção, o ambiente era mais tranqüilo.
No dia 20 de maio de 1972, Silas de Oliveira foi a uma roda de samba, pensando arranjar dinheiro para matricular uma de suas filhas no vestibular. No momento em cantava ‘Os Cinco Bailes do Rio’, sofreu um enfarto fulminante. Morreu no terreiro, onde passou a maior parte de sua vida. Nos deixou obras-primas como ‘Meu Drama’ (gravada por Cartola como ‘Senhora Tentação’), ‘Apoteose ao Samba’ (com Mano Décio, imortalizada por Jamelão) e ‘Aquarelas do Brasil’ (que recebeu inúmeras gravações, destacando-se a de Elza Soares e a de Martinho da Vila).
Butiquim do Samba!
terça-feira, 13 de abril de 2010
A lenda do respeito
Existe uma lenda em Porto Velho, que as estrelas no céu passaram a brilhar com mais intensidade quando a sexta feira chega, trazendo em sua grandeza uma viagem pela história da nossa gente. Esta lenda nasceu em uma praça com violões e tamboris iluminados pela luz vinda da alma de músicos que cantam os nossos bairros, os nossos poetas, boêmios e uma Porto Velho que precisa ser lembrada em versos e prosas. Diz à lenda que o sangue que corre nas veias destes músicos é como águas barrentas do velho Madeira. Sangue que flui em notas musicais e lindas canções, que o vento leva a todos os cantos do Triângulo, Mocambo, Baixa da União, Caiari e todos os nossos bairros que precisam saber da nossa história. Diz à lenda que as sextas feira eram tristes em frente à Praça Getúlio Vargas. Eram silenciosas e cheias de melancolia. Diz à lenda que junto das cinzas e entulhos que ficaram na lembrança de quem sabe a história, restou uma fênix beradeira que fez renascer um pedaço da nossa história cultural. Diz à lenda que entre mortos e feridos, restaram pedaços de uma resistência intensa cantada aos quatro cantos de nossa Porto Velho, tão querida. E soam os tambores, violões, pandeiros, tamborins, cavaquinhos, repique de mão, um surdo na marcação, fazendo a nossa população aplaudir as estrelas do céu que passaram a brilhar com mais intensidade. E essas estrelas nos observam com os nomes de Babá, Manga Rosa. Estrelas que brilham entre a gente como Silvio Santos e Bainha. Diz à lenda que quando soam os tambores na sexta feira, Santa Bárbara renasce, a Favela se ilumina, O alto do Bode cria vida, até ouve-se a seresta no Imperial. Diz à lenda que querem que volte o tempo dos generais. Generais sem farda que não querem respeitar a nossa cultura, e ocupar as sextas feira com um toque de recolher, para que se cale uma história que muitos pegaram pela metade. Diz à lenda que vindos da margem direita do Madeira cavaleiros armados com suas poesias, versos, músicas e instrumentos musicais, lutarão como nunca para que as estrelas continuem sempre a brilhar no céu incomodando o sono das andorinhas para que quando o sol desponte traga todo o seu calor aos corações que sabem que amar Porto Velho é amar a história da nossa gente.
Beto Ramos
betoramospvh@hotmail.com.br
Existe uma lenda em Porto Velho, que as estrelas no céu passaram a brilhar com mais intensidade quando a sexta feira chega, trazendo em sua grandeza uma viagem pela história da nossa gente. Esta lenda nasceu em uma praça com violões e tamboris iluminados pela luz vinda da alma de músicos que cantam os nossos bairros, os nossos poetas, boêmios e uma Porto Velho que precisa ser lembrada em versos e prosas. Diz à lenda que o sangue que corre nas veias destes músicos é como águas barrentas do velho Madeira. Sangue que flui em notas musicais e lindas canções, que o vento leva a todos os cantos do Triângulo, Mocambo, Baixa da União, Caiari e todos os nossos bairros que precisam saber da nossa história. Diz à lenda que as sextas feira eram tristes em frente à Praça Getúlio Vargas. Eram silenciosas e cheias de melancolia. Diz à lenda que junto das cinzas e entulhos que ficaram na lembrança de quem sabe a história, restou uma fênix beradeira que fez renascer um pedaço da nossa história cultural. Diz à lenda que entre mortos e feridos, restaram pedaços de uma resistência intensa cantada aos quatro cantos de nossa Porto Velho, tão querida. E soam os tambores, violões, pandeiros, tamborins, cavaquinhos, repique de mão, um surdo na marcação, fazendo a nossa população aplaudir as estrelas do céu que passaram a brilhar com mais intensidade. E essas estrelas nos observam com os nomes de Babá, Manga Rosa. Estrelas que brilham entre a gente como Silvio Santos e Bainha. Diz à lenda que quando soam os tambores na sexta feira, Santa Bárbara renasce, a Favela se ilumina, O alto do Bode cria vida, até ouve-se a seresta no Imperial. Diz à lenda que querem que volte o tempo dos generais. Generais sem farda que não querem respeitar a nossa cultura, e ocupar as sextas feira com um toque de recolher, para que se cale uma história que muitos pegaram pela metade. Diz à lenda que vindos da margem direita do Madeira cavaleiros armados com suas poesias, versos, músicas e instrumentos musicais, lutarão como nunca para que as estrelas continuem sempre a brilhar no céu incomodando o sono das andorinhas para que quando o sol desponte traga todo o seu calor aos corações que sabem que amar Porto Velho é amar a história da nossa gente.
Beto Ramos
betoramospvh@hotmail.com.br
sábado, 10 de abril de 2010
BIOGRAFIA CULTURAL
BIOGRAFIA CULTURAL
JOÃO CARLOS FERNANDES ALVES - CARLINHOS MARACANÃ
Diretor Artístico da Casa de Show Reza Forte. 1982, 1983.
Apresentador do programa Esquentando os Tamborins - TV RBN. 1986
Apresentador do programa A tarde é Nossa - Rádio Caiari. 1986.
Membro fundador do Movimento de Criação Cabeça de Negro. 1986 á 1992.
Chefe da Divisão de Recreação e Lazer da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes. 1993 á 1996..
Coordenador de projetos solicitados pelo Prefeito José Guedes: 1994.
Domingo na Praça.
Canta Porto Velho.
Brincando nas Escolas.
Ruas de Lazer.
Representante da Prefeitura de Porto Velho no Simpósio Internacional de Políticas de Democratização do Esporte – Cidade de Santos-SP. Setembro de 1994. (diplomado).
Criador do primeiro projeto Rua da Copa, com 60 ruas participantes de vários bairros da cidade. 1994
Nomeado pelo Prefeito José Guedes, Presidente da Comissão Organizadora do carnaval, DEC.N. 5.300. 1994.
Membro do Comitê das Comemorações do Tricentenário de Morte do líder negro Zumbí dos Palmares, FUNCETUR. 1995.
Fundador do Cine Clube Zumbí dos Palmares. 1995.
Presidente eleito do Grêmio Recreativo Escola de Samba Os Diplomatas. 1995.
Realizador do Primeiro Encontro dos Apaixonados pela Cidade e Porto Velho. 1996.
Idealizador do Primeiro Salão do Humor do Município de Porto Velho. -1997.
Coordenador dos trabalhos da Semana da Consciência Negra. 1998.
Chefe da divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes do Município. 1999.
Coordenador convidado da Comissão de Jurados do carnaval do Município de Rolim de Moura. 1999
Coordenador do Projeto Feira do Porto, criado pela Prefeitura do Município de Porto Velho. 1999, 2002, 2001,2002.
Coordenador do projeto da Semana do Cinema Brasileiro, em parceria com o SATED, e o SESC. 1999.
Palestrante no primeiro Seminário de Valorização do Servidor Público realizado pela FUNSEPRO, com o tema Lazer Cultural. 2.000.
Projetos desenvolvidos no ano 2000 á 2002.
Painel Cultural, na Taba do Cacique, todos os sábados.
Painel Cultural, na TV Allamanda.
Vozes e Tons do Sereno, na Casa da Cultura Ivan Marrocos, todas as segundas.
Primeiro Torneio de Futebol das Escolas de Samba de Porto Velho (Sambola), com apoio da Federação de Futebol do Estado de Rondônia.
Palestras Educativas. 2002.
Colégio Carlos Costa. Tema: Identidade Negra no Século.
Colégio Roberto Pires. Tema: O negro na Sociedade Brasileira.
Faculdade São Lucas. Tema: Racismo Moderno.
Faculdade São Lucas; Tema: Carnaval, Escolas de Samba, Blocos, Bandas, Comunidades, Iniciativa Privada e Poder Público.
Faculdade São Lucas. Tema: A Trajetória do Negro sua Cultura na Formação do Brasil-Turma de Nutrição.
Chefe da Divisão de Ação Cultural na Secretaria de Cultura do Município de Porto Velho-2002.
Participante do Curso de Modernização de Feiras Livres e Mercados, realizado pelo SEBRAE. -2002.
Membro representante do Grupo de Trabalho da Prefeitura no Projeto Cai-Nágua, desenvolvido pelo SEBRAE e UNIR. 2002.
Membro da Comissão Julgadora do Arraial Flor do Maracujá- 2002
Recebimento do Voto de Congratulação pelos relevantes serviços prestados a comunidade negra do Município de Porto Velho, ofício 128, Presidência da Câmara do Município de Porto Velho, Vereador Edison Gazoni. 2002.
Agraciado com o Título de Amigo da Cultura, concedido pela Câmara Municipal de Porto Velho, proposto pelo Vereador Emerson Castro- 2003.
Criador do projeto Quintal do Samba, na Casa da Cultura Ivan Marrocos. 2003,2004.
Coordenador de Exposições de Artes Plásticas. Vários Artistas. Casa da Cultura. 2003, 2004, 2005,
Organizador do Segundo Salão do Humor do Município de Porto Velho, na Casa da Cultura Ivan Marrocos, com a participação de 40 artistas – 2003,2004.
Realização de Palestras na Escola do Legislativo, sobre a Semana da Consciência Negra, sobre as Comunidades Quilombolas do Vale do Guaporé. 2003.
Vice Campeão no Arraial Flor do Maracujá, com o (Boi – Bumba Vencedor)- 2004.
Organizador da Semana da Consciência Negra na Faculdade ULBRA. 2004.
Autor da proposta ao Deputado Neri Firigolo, de Criação do Conselho Estadual de Cidadania Negra, aprovado pela Casa de Leis, mas ainda não regulamentada pelo Governador. 2003-2004.
Autor da proposta ao Vereador Emerson Castro, de Criação do Conselho Municipal de Cidadania Negra, aprovado pela Câmara Municipal de Porto Velho, 2003-2004.
Autor dos Enredos da Escola de Samba Os Diplomatas. 2004, 2005, 2006.2007,2008, 2009.
Idealizador do Projeto-Programa de Afrobetização, enviado a Secretaria de Inclusão Racial da Presidência da República. 2005.
Diretor Artístico da Revista Nossa Voz-Original de Rondônia. - 2005.
Nomeado: Assessor Especial do Gabinete do Prefeito, 2007. Fundação Iaripuna.
Exonerado do cargo a pedido em 02/07/2008.
Membro da comissão de carnaval. 2006,2007. 2008, 2009.
Colaborador das quatro edições do Projeto Trem de São João, realizado pela Prefeitura do Município de Porto Velho. 2005- 2006-2007, 2008.
Coordenador da Marcha Zumbí. 2005-2006-2007.
Autor da proposta de criação do dia do Ribeirinho, dia 18 de abril, Aprovado pela Câmara Municipal, Através do Vereador Kruger Darwich Zacharias, lei 2269/06, de 23/03/06. - 2006.
Incentivador da gravação do CD Minhas Raízes, da Comunidade de Nazaré do Baixo Madeira. 2007.
Colaborador do Baile Municipal realizado pela Prefeitura do Município de Porto Velho-2006, 2007,2008. 2009.2010.
Coordenador do Baile da Saudade realizado dias 17, 18,19 e 20 de fevereiro, no Clube Kabanas. -2007.
Diretor de Comunicação do Galo da Meia-Noite. 2003, 2004. 2005, 2006, 2007, 2008.
Diretor de Comunicação do bloco do Mocambo. 2007, 2008, 2009.
Autor da proposta do Terceiro Salão do Humor de Porto Velho, destinado ao público Universitário, com apoio da Fundação Iaripuna. 2007,2008.
Coordenador do lançamento do CD Cantos e Encantos nos Terreiros de Porto Velho, fevereiro de 2008, no SESC-RO.
Autor do tema de enredo para o carnaval 2008, que deu título de Campeã do carnaval a Escola de Samba Os Diplomatas.
Campeão do concurso de samba de enredo na Escola de Samba Armário Grande. 2008, 2009.
Autor do tema enredo para a Escola de Samba Os Diplomatas. 2008, 2009.
Autor do tema de enredo para a Escola de Samba São João Batista. 2009.
Colaborador do Espaço Cultural Cláudio Vrena, com doações de material sobre a Cultura Negra. 2005, 2006, 2007,2008.
Colaborador da Feira de Artesanato e Flores, do dia das Mães, com apoio do SEBRAE - RO, no Bingool Clube. 2008.
Comentarista do Arraial Flor do Maracujá pela Record News. 2008.
Coordenador do Bloco Galo da Meia Noite, no carnaval Fora de época. 2008.
Palestrante na Escola Flora Cotrin sobre (A História do Samba). 2008.
Apresentador do Programa Comissão de Frente, na TV Allamanda. (SBT). 2009.
Membro da Comissão de carnaval. 2009.
Bi-Campeão do carnaval. Diplomatas. 2009. Tema (50 Anos de História e de Samba).
Tri-campeão do carnaval. 2010. Diplomatas. (autor do samba de enredo).
Conselheiro do CONEGRO. Conselho Municipal de Cidadania Negra.
Apresentador do programa Butiquim do Samba, RBR, canal 38.
Atesto para devidos fins, que todas as informações prestadas neste documento, podem ser comprovadas através de documentos oficiais, artigos jornalísticos, depoimentos de autoridades, empresários, pessoas idôneas entre outros.
João Carlos Fernandes Alves
Agitador Cultural
João Carlos Fernandes Alves - Carlinhos Maracanã.
Morador em Porto Velho desde fevereiro de 1982.
Data de Nascimento. 06/07/52 – Rio de Janeiro.
RG. 212,675/SSP-RO
CPF. 186.310.961-72
Título Eleitoral. 000317182372- Zona 23ª / Seção 99.
Conta Bancária: banco 0674/ - conta. 6889-5/ Santander /Banespa/ 09/2001.
Rua César Guerra Peixe- 6078- Bairro 04 de Janeiro-Conjunto Nova Caiari.
CEP. 78908-440
Tels. 9971-5084. 8472-2366
E-mail: maracapvh@gmail.com
E-mail: j.carlos.alves2010@gmail.com
PORTO VELHO-RO
JOÃO CARLOS FERNANDES ALVES - CARLINHOS MARACANÃ
Diretor Artístico da Casa de Show Reza Forte. 1982, 1983.
Apresentador do programa Esquentando os Tamborins - TV RBN. 1986
Apresentador do programa A tarde é Nossa - Rádio Caiari. 1986.
Membro fundador do Movimento de Criação Cabeça de Negro. 1986 á 1992.
Chefe da Divisão de Recreação e Lazer da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes. 1993 á 1996..
Coordenador de projetos solicitados pelo Prefeito José Guedes: 1994.
Domingo na Praça.
Canta Porto Velho.
Brincando nas Escolas.
Ruas de Lazer.
Representante da Prefeitura de Porto Velho no Simpósio Internacional de Políticas de Democratização do Esporte – Cidade de Santos-SP. Setembro de 1994. (diplomado).
Criador do primeiro projeto Rua da Copa, com 60 ruas participantes de vários bairros da cidade. 1994
Nomeado pelo Prefeito José Guedes, Presidente da Comissão Organizadora do carnaval, DEC.N. 5.300. 1994.
Membro do Comitê das Comemorações do Tricentenário de Morte do líder negro Zumbí dos Palmares, FUNCETUR. 1995.
Fundador do Cine Clube Zumbí dos Palmares. 1995.
Presidente eleito do Grêmio Recreativo Escola de Samba Os Diplomatas. 1995.
Realizador do Primeiro Encontro dos Apaixonados pela Cidade e Porto Velho. 1996.
Idealizador do Primeiro Salão do Humor do Município de Porto Velho. -1997.
Coordenador dos trabalhos da Semana da Consciência Negra. 1998.
Chefe da divisão de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura e Esportes do Município. 1999.
Coordenador convidado da Comissão de Jurados do carnaval do Município de Rolim de Moura. 1999
Coordenador do Projeto Feira do Porto, criado pela Prefeitura do Município de Porto Velho. 1999, 2002, 2001,2002.
Coordenador do projeto da Semana do Cinema Brasileiro, em parceria com o SATED, e o SESC. 1999.
Palestrante no primeiro Seminário de Valorização do Servidor Público realizado pela FUNSEPRO, com o tema Lazer Cultural. 2.000.
Projetos desenvolvidos no ano 2000 á 2002.
Painel Cultural, na Taba do Cacique, todos os sábados.
Painel Cultural, na TV Allamanda.
Vozes e Tons do Sereno, na Casa da Cultura Ivan Marrocos, todas as segundas.
Primeiro Torneio de Futebol das Escolas de Samba de Porto Velho (Sambola), com apoio da Federação de Futebol do Estado de Rondônia.
Palestras Educativas. 2002.
Colégio Carlos Costa. Tema: Identidade Negra no Século.
Colégio Roberto Pires. Tema: O negro na Sociedade Brasileira.
Faculdade São Lucas. Tema: Racismo Moderno.
Faculdade São Lucas; Tema: Carnaval, Escolas de Samba, Blocos, Bandas, Comunidades, Iniciativa Privada e Poder Público.
Faculdade São Lucas. Tema: A Trajetória do Negro sua Cultura na Formação do Brasil-Turma de Nutrição.
Chefe da Divisão de Ação Cultural na Secretaria de Cultura do Município de Porto Velho-2002.
Participante do Curso de Modernização de Feiras Livres e Mercados, realizado pelo SEBRAE. -2002.
Membro representante do Grupo de Trabalho da Prefeitura no Projeto Cai-Nágua, desenvolvido pelo SEBRAE e UNIR. 2002.
Membro da Comissão Julgadora do Arraial Flor do Maracujá- 2002
Recebimento do Voto de Congratulação pelos relevantes serviços prestados a comunidade negra do Município de Porto Velho, ofício 128, Presidência da Câmara do Município de Porto Velho, Vereador Edison Gazoni. 2002.
Agraciado com o Título de Amigo da Cultura, concedido pela Câmara Municipal de Porto Velho, proposto pelo Vereador Emerson Castro- 2003.
Criador do projeto Quintal do Samba, na Casa da Cultura Ivan Marrocos. 2003,2004.
Coordenador de Exposições de Artes Plásticas. Vários Artistas. Casa da Cultura. 2003, 2004, 2005,
Organizador do Segundo Salão do Humor do Município de Porto Velho, na Casa da Cultura Ivan Marrocos, com a participação de 40 artistas – 2003,2004.
Realização de Palestras na Escola do Legislativo, sobre a Semana da Consciência Negra, sobre as Comunidades Quilombolas do Vale do Guaporé. 2003.
Vice Campeão no Arraial Flor do Maracujá, com o (Boi – Bumba Vencedor)- 2004.
Organizador da Semana da Consciência Negra na Faculdade ULBRA. 2004.
Autor da proposta ao Deputado Neri Firigolo, de Criação do Conselho Estadual de Cidadania Negra, aprovado pela Casa de Leis, mas ainda não regulamentada pelo Governador. 2003-2004.
Autor da proposta ao Vereador Emerson Castro, de Criação do Conselho Municipal de Cidadania Negra, aprovado pela Câmara Municipal de Porto Velho, 2003-2004.
Autor dos Enredos da Escola de Samba Os Diplomatas. 2004, 2005, 2006.2007,2008, 2009.
Idealizador do Projeto-Programa de Afrobetização, enviado a Secretaria de Inclusão Racial da Presidência da República. 2005.
Diretor Artístico da Revista Nossa Voz-Original de Rondônia. - 2005.
Nomeado: Assessor Especial do Gabinete do Prefeito, 2007. Fundação Iaripuna.
Exonerado do cargo a pedido em 02/07/2008.
Membro da comissão de carnaval. 2006,2007. 2008, 2009.
Colaborador das quatro edições do Projeto Trem de São João, realizado pela Prefeitura do Município de Porto Velho. 2005- 2006-2007, 2008.
Coordenador da Marcha Zumbí. 2005-2006-2007.
Autor da proposta de criação do dia do Ribeirinho, dia 18 de abril, Aprovado pela Câmara Municipal, Através do Vereador Kruger Darwich Zacharias, lei 2269/06, de 23/03/06. - 2006.
Incentivador da gravação do CD Minhas Raízes, da Comunidade de Nazaré do Baixo Madeira. 2007.
Colaborador do Baile Municipal realizado pela Prefeitura do Município de Porto Velho-2006, 2007,2008. 2009.2010.
Coordenador do Baile da Saudade realizado dias 17, 18,19 e 20 de fevereiro, no Clube Kabanas. -2007.
Diretor de Comunicação do Galo da Meia-Noite. 2003, 2004. 2005, 2006, 2007, 2008.
Diretor de Comunicação do bloco do Mocambo. 2007, 2008, 2009.
Autor da proposta do Terceiro Salão do Humor de Porto Velho, destinado ao público Universitário, com apoio da Fundação Iaripuna. 2007,2008.
Coordenador do lançamento do CD Cantos e Encantos nos Terreiros de Porto Velho, fevereiro de 2008, no SESC-RO.
Autor do tema de enredo para o carnaval 2008, que deu título de Campeã do carnaval a Escola de Samba Os Diplomatas.
Campeão do concurso de samba de enredo na Escola de Samba Armário Grande. 2008, 2009.
Autor do tema enredo para a Escola de Samba Os Diplomatas. 2008, 2009.
Autor do tema de enredo para a Escola de Samba São João Batista. 2009.
Colaborador do Espaço Cultural Cláudio Vrena, com doações de material sobre a Cultura Negra. 2005, 2006, 2007,2008.
Colaborador da Feira de Artesanato e Flores, do dia das Mães, com apoio do SEBRAE - RO, no Bingool Clube. 2008.
Comentarista do Arraial Flor do Maracujá pela Record News. 2008.
Coordenador do Bloco Galo da Meia Noite, no carnaval Fora de época. 2008.
Palestrante na Escola Flora Cotrin sobre (A História do Samba). 2008.
Apresentador do Programa Comissão de Frente, na TV Allamanda. (SBT). 2009.
Membro da Comissão de carnaval. 2009.
Bi-Campeão do carnaval. Diplomatas. 2009. Tema (50 Anos de História e de Samba).
Tri-campeão do carnaval. 2010. Diplomatas. (autor do samba de enredo).
Conselheiro do CONEGRO. Conselho Municipal de Cidadania Negra.
Apresentador do programa Butiquim do Samba, RBR, canal 38.
Atesto para devidos fins, que todas as informações prestadas neste documento, podem ser comprovadas através de documentos oficiais, artigos jornalísticos, depoimentos de autoridades, empresários, pessoas idôneas entre outros.
João Carlos Fernandes Alves
Agitador Cultural
João Carlos Fernandes Alves - Carlinhos Maracanã.
Morador em Porto Velho desde fevereiro de 1982.
Data de Nascimento. 06/07/52 – Rio de Janeiro.
RG. 212,675/SSP-RO
CPF. 186.310.961-72
Título Eleitoral. 000317182372- Zona 23ª / Seção 99.
Conta Bancária: banco 0674/ - conta. 6889-5/ Santander /Banespa/ 09/2001.
Rua César Guerra Peixe- 6078- Bairro 04 de Janeiro-Conjunto Nova Caiari.
CEP. 78908-440
Tels. 9971-5084. 8472-2366
E-mail: maracapvh@gmail.com
E-mail: j.carlos.alves2010@gmail.com
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