terça-feira, 7 de setembro de 2010

LEMBRANÇAS!

Marcas do Passado

Existiram dias em minha vida que a fumaça destas queimadas nem se comparavam aos dias nebulosos que vivi. Junto de minha mãe, passei por tantos caminhos tortuosos que as lágrimas dos meus olhos, fecundaram os momentos felizes que vivo hoje. Por sofrer por amor, minha mãe até hoje possui uns olhos caboclos que sempre se perdem no horizonte de sua alma. Dos filhos, por ser o mais velho e homem, deixei sobre os meus ombros um fardo tão pesado que nestes últimos anos, os meus olhos também começaram a se perder no horizonte. Como diria o meu grande amigo de algumas farras homéricas da época do Bilu Teteia, Carmênio, resolvi dar uma olhada nos meus alfarrábios. Coisas antigas, minhas, pedaços do meu coração que foram ficando em palavras sem rimas, sem a preocupação com a gramática ou fonética. Minha mãe viveu um só grande amor em sua vida. Um amor intenso, um amor para toda a vida. Um amor cheio de marcas, no coração e no rosto. Um amor com momentos felizes e muitos, mas, muitos momentos para se perder o sono. Do meu pai herdei uma forte opinião e o gosto por sempre querer participar de confrarias etílicas pelas madrugadas da minha tão querida Porto Velho. Mas, mostrei-me um beiradeiro de vergonha, e não deixei a marca do filho de peixe peixinho é. Como minha mãe respiro sensibilidade. Vivo sempre a espera de um milagre, onde a minha vida e a vida dos meus amigos, familiares possa ser cheia de felicidades e sem dias nebulosos. Como meu pai, sou crítico por natureza. Mas, também flexível ao ponto de sofrer pelo sofrimento dos outros. Alguém vai me perguntar sobre estas palavras. Talvez o texto de minha mãe que vai abaixo desta minhas linhas possa explicar. O amor e o desamor podem modificar a vida de muitas pessoas. Quando fomos morar sozinhos sem meu pai, arrumamos uma casa de madeira sem piso, portas e outras coisitas mais. Um dia tão triste em nossas vidas que nem a alegria que vivemos hoje pode apagar. Perdoe-me meus amigos, O Gente de Opinião, os que gostam e que não gostam de mim. Mas, palavras nascem do coração. Talvez muitos possuam o medo de mostrar o que viveram. Mas, as vezes é preciso dizer qualquer coisa sobre a gente. Um desabafo que não chega a ser triste, chega apenas a ser verdadeiro. O texto que vai abaixo vai ser escrito na íntegra, com erros de português iguais aos meus. Saibam vocês que palavras tão sinceras com certeza existem na alma de muitos de nós. Coisas simples, que quando vivemos nos levam ao céu e o inferno em alguns segundos. Se vivemos um grande amor, precisamos vivê-lo com intensidade, para que no amanhã que sempre se aproxima tão rápido as marcas do passado não possam nos perseguir como fantasmas que sempre batem em nossas portas.


“Pensei que

todo mundo

amasce igual a mim.

Mais foi puro engano.

Amei, amei, muito.

Mais não fui correspondida.

Espero ser amada algum dia,

não sei quando e

nem por quem, só o

mundo e tempo dirá.

A pessoa que mais amei

nunca descobrio que eu

daria até minha vida se

preciso fosse por ela.

Por isso pois tudo a perder.

Um amor tão bonito que

poderia dura a vida inteira”.


Maria José dos Santos Ramos



Hoje, vou assinar como realmente me chamo


José Carlos Oliveira ou Beto Ramos.


Diz a lenda.

sábado, 4 de setembro de 2010

MISTÉRIO!

Vai entender


Fizeram um samba quadrado.

Dentro de um quadrado entre paredes.

Um samba quadrado sem perguntas,

deixando alguns sambistas fora do quadrado.

O samba quando fica triste valoriza a sua origem.

O samba quando fica quadrado,

pode voltar ao quadrado de uma só mesa.

Fizeram um samba quadrado.

Um samba sem o porto velho porto.

Fizeram um samba quadrado.

Um samba que não é da sete de setembro

lá do quilometro um.

Um samba quadrado para poupar pó de café

para jogar no ventilador.

Fizeram um samba quadrado,

que nem o Bubu ouviu falar.

Um samba quadrado para poucos cantarem.

Aquela linda flor regada por um samba redondo,

agora é lembrada dentro de um quadrado

poupando pó de café para jogar no ventilador.

Vai entender o quadrado dos investimentos

em nossa cultura.

O cara que gostava do balanço do trem viajando junto com seu bem,

passou o ano inteiro batendo tecla e mais teclas sobre os investimentos quadrados

na Flor do Maracujá, no carnaval e outras coisitas mais.

Fizeram um samba quadrado que não é sucesso.

Fizeram um samba quadrado para deixar os sambistas do porto do velho Pimentel

sempre com o chapéu na mão.

Fizeram um samba quadrado que o João Carteiro não entregou a letra para ninguém.

Um samba quadrado quem nem a kizomba que é a festa das raças, ouviu alguém cantar.

Alguém fez um samba quadrado.

Um samba quadrado com alguns sem e muitos outros cem.

Um samba quadrado sem alguns investimentos, sem o apoio necessário para alguns eventos.

Um samba quadrado com alguns cem pros caras lá da cidade maravilhosa, alguns cem pros caras lá da cidade da garoa.

Pros caras do porto do velho Pimentel só a fumaça das queimadas.

Vai entender este quadrado sem rimas.

Estamos no centro histórico da nossa história.


“A melhor forma de ver o quadrado é olhando para ele” - Dom Lauro




Diz a lenda.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O BRILHO DAS ESTRELAS

A ESTRELA PRECISA BRILHAR


Por Beto Ramos


Abriram-se as cortinas do espetáculo.

Como num filme dos anos sessenta, nossa cultura beiradeira entrou no palco.

Como se fosse farinha d'água com peixe, aquela apresentação iluminada pela antes escura Praça Getúlio Vargas, levou o público para um banquete nesta nossa Porto Velho tão querida.

Cantando o Mocambo, Baixa da União e tantos outros bairros de nossa cidade, A Fina Flor do Samba deixou o centro histórico bem mais iluminado.

O Índio Iaripuna se mostrou como os nossos olhos sempre desejaram ver, valorizando a estrela vermelha que ilumina o nosso município.

O povo observa e sabe do crescimento do espetáculo.

Já não estamos passando a toa no bar do Zizi.

O Mercado Cultural transformou-se no coração do nosso centro histórico.

O som é da terra e a música do céu.

Cantando a alma do nosso povo, voltamos neste tempo que muitas vezes é implacável com as marcas do nosso rosto.

Mas, como é bom ver a nossa velha guarda sorrindo.

Ver nossos filhos ilustres cantando junto com nosso poeta maior.

Ali esquecemos nossas tristezas.

Fazemos amigos.

São rostos que ficam em nossas retinas.

Pessoas conhecidas, gente de outros pedaços deste grande terreiro chamado Brasil.

Assim reúnem-se beiradeiros, nordestinos, gaúchos, Capixabas.

Obrigado a você que veio para Porto Velho.

Veio e ficou.

Obrigado por ajudar no tempero deste caldeirão cultural de nossa cidade.

O importante é estarmos felizes.

A felicidade possui um preço.

O preço da felicidade são investimentos no que está dando certo.

Os felizes precisam sorrir.

O sorriso dos felizes transforma o nosso povo.

E o importante é o nosso povo feliz.

Uma das finalidades desta nossa viagem pela Porto Velho dos anos sessenta, é trazer a felicidade ao nosso povo.

Chegamos lá.

Onde chegamos ?

Pergunte ao povo !

Vamos cuidar com todo o carinho da nossa farinha d'água com peixe.

O Índio Iaripuna com certeza também come do nosso banquete.

Voltando a sorrir podemos gritar obrigado Porto Velho.

Obrigado Porto do velho Pimentel.

Obrigado Porto Velho do Manga Rosa.

Obrigado Porto Velho do Bacu, Remédio.

Obrigado Porto Velho do Bainha e Sílvio Santos.

Obrigado Porto Velho dos sambistas de Porto.

Abriram-se as cortinas do espetáculo e este é o teatro da vida.

Um teatro a céu aberto.

E toda a Porto velho e o Brasil sabem onde fica.

Fica ali no Mercado Cultural.

No meu de uma Rua dentro do nosso coração.

Diz a Lenda.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Histórias do Porto

O QUASE SEQUESTRO DO ZEZECA

Por: Beto Ramos

O futebol de Porto Velho já desfilou com uma coroa bem mais dourada em outros tempos.
Existiu um tempo onde nossos atletas eram realmente craques aos nossos olhos.

Uma época onde nossos craques eram Gervásio – Ferro – Parruda – Gainete – Serrão – Edson santos - Walter Santos – Pirralho – Meu pai “Buchudo” - Meireles – Edu – Nazaré – Mundoca – Faz-tudo – Reis - Zezeca e tantos outros que fizeram história no palco principal do nosso esporte o Estádio Aluízio Ferreira.

Dos nossos clubes queridos, muitos ficaram apenas na lembrança e em fotografias em algum lugar.

Desde a época do União Esportiva fundado em 11 de junho de 1916, o primeiro clube de futebol de Porto Velho, que treinava na Baixa da União, lugar que revelou tantos craques, muitos foram os times de futebol que disputaram campeonatos em Porto Velho.
Que saudade do Ypiranga Esporte Clube, o segundo clube filiado a Federação do Desporto do Guaporé, fundado em 13/04/1919.

Que saudades do Ferroviário Atlético Clube e do Clube de Regatas Flamengo.
Saudades daquele Moto Clube, São Domingos, Botafogo, Rondônia, Vasco da Gama, Cruzeiro e tantos outros.

O que foi feito do nosso futebol ?
O Campeonato de futebol da década de 60 na Baixa da União era bem mais animado que este tal de profissional que existe por ai!

Que Saudades do Fera, José Camacho, Mitoso, Chico Santos, Mourão, César Zoghbi, Albino Lopes,Sebastião Lapa, até o Loló não é mais o mesmo.

As histórias e estórias do nosso futebol estão indo pro andar de cima com os que partiram.

O nosso futebol também é cultura.

Uma cultura popular que está sendo riscada do mapa se alguma coisa não for feita para mudar o resultado deste triste campeonato.
O nosso futebol é cheio de lendas ou como dizia meu velho, presepadas para todo o gosto.

São muitas as “presepadas”.
Diz a lenda que nos meados dos anos 60, o campeonato era disputadíssimo.
Eram realizadas mandingas.

Forças ocultas extra campo também eram usadas para melar os resultados.
Existia até a pimenta do seu Camacho, assunto para outras linhas.
Zezeca era o goleiro do Moto Clube nesta época de ouro.
Amazonense, veio para Porto Velho junto com seu irmão Joanildo Ramos “Buchudo”.
Aqui chegando foram morar na Rua Salgado Filho junto com o Osvaldo Reis, numa estância com o nome de trem de palha, trem de palha pois era coberta de capim sapé.
Dizem que no verão aquele capim estralava.

Conversando com Zezeca, ele me disse que certa vez a dona da estância que gostava de fumar um cachimbo, cochilou perto do mosquiteiro. O Cachimbo caiu e aconteceu um incêndio no trem de palha. Todos correram para ajudar e a dona da estância estava preocupada era com a roupa do seu velho, e gritava: a roupa do Nonato o paletó do meu velho Gama! Ajudem a salvar a roupa do Nonato o paletó do meu velho Gama.

O dirigente principal do Flamengo, dono do Flamengo, o tudo do Flamengo era o Velho César Zoghbi. E o velho César estava disposto a tudo por um bom resultado do seu clube. O clássico de certo domingo da década de 60 seria Moto Clube X Flamengo. Times recheados de super craques. No domingo pela manhã o Moacir Borracha, folclórico morador de Porto Velho, sabendo que o Zezeca fazia manutenção de bombas , motores de todo o tipo, convido-o para ir num sítio no KM 12 da BR 364, explicou que uma bomba havia dado problema e coisa e tal. Como o Zezeca era funcionário do Moacir, aceitou o pedido, mas foi logo dizendo que haveria jogo no Aluizão e que não poderia demorar no sítio.

O Moacir acalmou o Zezeca e disse que seria rápido e que se preciso fosse o Jipe até voaria na volta.

O que o Zezeca não sabia era que tudo estava combinado com o Velho César Zoghbi. Chegando ao sítio o Moacir já foi convidando o Zezeca para tomar um Drinque com água-de-coco. Aquela era uma época em que a rapaziada não dispensava uma bebidinha.
O Zezeca tomou uma e já foi perguntando a hora.

O Moacir foi logo dizendo que ainda era cedo.
O tempo foi passando, o serviço foi terminado e o relógio não andava, não passava das 13:00 hs.
E o Moacir empurrando Wisky no goleirão do Moto.
Vamos embora que este relógio tá doido.
O sol tá baixando e já passam das duas.
Então o Moacir junto com o Zezeca pegaram o Jipe e azularam rumo ao Aluizão.
No KM 8 resolveram dar uma parada.
O Moacir sempre segurando o tempo ao máximo.
Nisso o Zezeca resolveu perguntar ao Cândido pela hora.
Para sua surpresa o velho Cândido perguntou o que aconteceu para ele não agarrar no gol do Moto Clube.
Prontamente o Zezeca disse que estava indo para lá.
Como indo para o jogo ?
Pera ai que vou ligar o rádio.
Justo na hora em que o rádio foi ligado o narrador gritava gol do Flamengo.
Era o primeiro.

O Zezeca possesso obrigou o Moacir Borracha a entrar no Jipe e partir rumo ao estádio Aluízio Ferreira.
E perguntava que presepada era aquela.
E o Moacir calado com um riso no canto da boca.
A verdade e que esculhambaram a bomba de propósito, e levaram o Zezeca para que ele não participasse do jogão contra o Flamengo.

Chegando ao Estádio o Goleirão tentou entrar e foi barrado pelos porteiros do estádio, tudo a pedido do velho César Zoghbi.
Confusão formada chamaram a polícia para retirar o goleiro aparentemente embriagado pelo driques com água-de-coco. Tudo armação e o resultado do jogo já estava 2 x 0 pro Flamengo.

Desesperado o Zezeca livrando-se da polícia, pulou o muro lateral do estádio, ralando todo o peito.
Meio sem rumo, ao pular caiu dentro de uma caixa de água, fato que salvou-o de quebrar alguns ossos do corpo.

Logo chegou o velho César Zoghbi sorrindo e disse para os policias levarem o goleirão de novo para fora do estádio pois estava embriagado.
A gozação com o goleirão foi muita e por muito tempo.
Anos mais tarde o Zezeca foi ser o goleiro do Flamengo.
O contrato: Um emprego na Prefeitura de Porto Velho na Fábrica de Asfalto.

Foi ai que surgiu o bloco de sujo ASFALTÃO.
O Zezeca é um dos fundadores do que é hoje uma grande escola de samba.
Ele era a nega maluca que abria o carnaval do asfaltão.
Tem gente que não lembra nem com Makumba.
Mas, isto também é assunto para outras linhas.


Zezeca hoje trabalha no Hospital de Base Ary Pinheiro de Porto Velho, está com 67 anos e guarda boas lembranças de um tempo que não volta mais.
Esta é uma das muitas histórias ou estórias da nossa gente.




DIZ A LENDA.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Martinho Além da Vila

Quem é do samba não enjoa de Martinho
Documentário revela a personalidade do sambista, para além da Vila Isabel

Dueto. Com Ana Carolina, especialmente para o DVD, Martinho gravou Filosofia de Vida

"Eu nasci numa fazenda/ E fui criado na favela/ Namorei mulher casada/ Fui homem de moça donzela/ Treze anos de caserna/ Me deram boa lição/ Fui formado na Vila Isabel/ Fiz do samba profissão." Os versos autobiográficos abrem o documentário Filosofia de Vida - O Pequeno Burguês, que retrata uma das figuras centrais do samba carioca, hoje com 72 anos. Logo se ouve a voz mansa de Martinho da Vila. Ele começa contando que nunca planejou ser artista, e que em vários momentos pensou em parar. O sucesso não permitiu.

Rodado nos últimos dois anos, o filme, que está saindo em DVD pela MZA Music e o Canal Brasil e conta com interessantes imagens de arquivo (de shows, de velhos carnavais), emocionou Martinho demais. Não só pela homenagem, mas pelo fato de todos os seus oito filhos (cinco dos seis adultos envolvidos com música) terem aparecido na tela, assim como as fotografias de sua mãe, dona Teresa, falecida. Além dos relatos da família, o documentário traz também depoimentos de admiradores, como o pagodeiro Dudu Nobre e o poeta Ferreira Gullar, e registros de viagens com sua banda.


Mais do que qualquer imagem, o que arrebata é o espírito de Martinho, traduzido na fala macia, nas músicas. Nas cenas no rio, pescando (e depois devolvendo o peixe à água, para que siga seu caminho), nas passagens em Duas Barras, sua cidadezinha, no interior do Rio (onde tem sua fazenda e o Instituto Cultural Martinho da Vila, na casa em que nasceu, e que desenvolve ações sociais e culturais com a comunidade).


"O que eu mais gosto mesmo é o caminho até Duas Barras", ele diz, na estrada. "A vida nossa é tão corrida que a gente passa pelas coisas sem ver. Eu sou aquele que procura ter olhos de ver."


Esse é o Martinho da Vila Isabel, a escola de samba da zona norte do Rio da qual é símbolo desde 1965, e à qual tanto se doou, artística e administrativamente, sem nada pedir em troca; da fama com Canta Canta, Minha Gente, Madalena do Jucu, O Pequeno Burguês, Devagar, Devagarinho, Mulheres e Disritmia; da incursão africana, que vem dos anos 80; da literatura (publicou dez livros e chegou a concorrer a uma vaga na Academia Brasileira de Letras este ano).


Ele é o artista-síntese do boa-praça, como também o é Zeca Pagodinho, com seu jeitão "deixa a vida me levar". No texto de apresentação do DVD, mereceu as seguintes palavras do pesquisador Sérgio Cabral: "Se eu tivesse de reduzir o Brasil que dá certo a um único ser humano, este seria Martinho da Vila." Para Marco Mazzola, seu produtor e idealizador do filme, "ele parece um monge sambista".


Devagar. O percurso percorrido por Martinho José Ferreira de Duas Barras até aqui é riquíssimo e movimentado, e contradiz a pecha de "lento" do autor dos versos "Sempre me deram a fama/ De ser muito devagar/ E desse jeito/ Vou driblando os espinhos/ Vou seguindo o meu caminho/ Sei aonde vou chegar/ É devagar..." "Todo mundo acha que sou devagar. Mas quem faz as coisas com pressa geralmente não faz bem", brinca Martinho, falando sobre o DVD. "Às vezes, vejo que preciso desacelerar a vida. Vou para Duas Barras, não leio e-mail, não tenho blog, Facebook... Lá nem telefone pega direito."


Mart"nália fala da associação direta entre a figura do pai e a certeza da felicidade, do sujeito pacato, para quem tudo sempre está bom. Martinho, da satisfação que tem quando vê que basta sorrir para alguém que o estado de ânimo da pessoa se altera. "Mas isso às vezes cansa um pouco. Todo mundo quer e pede meu sorriso o tempo todo!" Como resistir?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

DOIS EM UM!

AGOSTO CINZENTO

Eu só queria enxergar

Por: Altair santos (Tatá)*

Choram os olhos, lágrimas a rolar

Os floridos ipês mal dá pra avistar

É agosto cinzento, é fumaça no ar.

Fulo da vida, eu só queria enxergar.

O céu e o sol, bem se sabe estão lá

Que saudade do azul, do astro rei a brilhar

E do outro lado da rua, quem vem? quem vai lá?

É agosto cinzento, é fumaça no ar

Fulo da vida, eu só queria enxergar.

Lá do alto mirante, nem o rio, nem o barco, nem gaivota a voar

E eu enfumaçado, tonto a procurar

É agosto cinzento é fumaça no ar

Fulo da vida, eu só queria enxergar.

Passou bela moça, com o seu requebrar,

Da calçada ali perto, sem poder contemplar

Fico eu pelejando, só querendo espiar

Lá se foi flor menina, será que aqui vai voltar?

Arde o lho da gente, semáforo a chorar

Piscando pro motorista que não pode passar

Onde tem um ar puro pra gente respirar?

Lê pra mim essa placa, já nem sei soletrar

É agosto cinzento, não dá pra enxergar.

Roda, roda avião, tu não pode pousar

Lá de cima parece que pista não há,

Pra chegar só de ônibus via Ji-Paraná

Se a fumaça da estrada, por acaso deixar

É agosto cinzento, não da pra enxergar.


Cachorro louco do mês, deve ter ido passear

Botar colírios nas vistas pra depois vadiar

E eu aqui nesta mesa, sem poder enxergar.

Manda uma Zizi, pra’eu poder relaxar

É agosto cinzento e não dá pra enxergar.


Apagaram as estrelas sem nem avisar

Meia fase na lua só pra enganar

Black out em São Jorge, pro dragão escapar

É agosto cinzento é fumaça no ar

Fulo da vida eu só queria enxergar.


Antes de tu meter fogo

Um recado vou dar

Faz um drinque de isqueiro

Com palito a queimar

Engole junto ao cigarro

Pra te saciar, incendiário da peste

Que não me deixa enxergar.

(*) O auto é músico e presidente da Fundação Cultural Iaripuna.

tatadeportovelho@gmail.com



CESTA MUSICAL

Silvinho apresenta

Entre Linhas no Sesc

O projeto Cesta Musical trás como atração no mês de agosto Silvio José Santos

O cantor e compositor Silvio José Santos, também conhecido no meio artístico como Silvinho será a atração do mês de agosto do Projeto Cesta Musical do Sesc com o espetáculo musical “Entre Linhas”, que será apresentado na próxima sexta feira dia 27 no Teatro Um José Saleh Morebh no Sesc Esplanada em Porto Velho. O show “Entre Linhas” tem como objetivo mostrar uma linguagem musical moderna, porém, sem perder a essência de suas origens, tratando de temas que vagueiam desde protestos, passando pelo romantismo e desembocando no regional.

O show também propõe uma forma de mostrar ao público como “nasce” cada composição, daí o nome entre Linhas. Com pretensão de que se entenda que entre uma linha e outra de cada letra musical existe uma história ou um motivo pelo qual determinada canção foi concebida. Com uma característica “Pop Regional” o show entre Linhas vem com a proposta de saciar curiosidades e envolver espectadores ecléticos que detêm um bom gosto musical.

Nascido em Porto Velho, Silvinho como é popularmente conhecido, compôs sua primeira canção, um samba, aos seis anos de idade. Não demorou muito e passou a fazer parte de fato do cenário artístico da cidade. Com trabalhos musicais expressivos passou a integrar o circuito musical dos festivais de musicas promovidos por instituições de peso como Sesc e Sesi, chegando a representar o estado de Rondônia obtendo posições de destaque no Distrito Federal, quando foi avaliado por grandes nomes da MPB como Francis Raimi e Tetê Spíndola.

Silvinho um artista do Norte como ele mesmo se identifica, que tem o maior orgulho de suas origens e faz questão de mostrar ao público sua herança musical sem hesitar em mostrar um repertório temperado para todas as idades. É assim que podemos definir esse artista. Um amazônida, compositor, cantor, um autêntico cidadão que vem do Norte para mostrar sua cultura e suas origens sem deixar de lado a boa poesia moderna.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

COM CERVEJA!!!

ESSA É PARA A VIDA TODA!


Um professor de filosofia, parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e o encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro.
Olhou para os alunos, e perguntou se o vidro estava cheio.

Todos disseram que sim.

Ele então, pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro agitando-o levemente, os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras.
Tornou a perguntar se o vidro estava cheio.

Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio!

Dessa vez, pegou uma caixa com areia e despejou dentro do vidro preenchendo o restante.
Olhando calmamente para as crianças o professor disse:

- Quero que entendam, que isto, simboliza a vida de cada um de vocês!

As pedras, são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a vida.

Os pedregulhos, são as outras coisas que importam: como o emprego, a casa, um carro...

A areia, representa o resto: as coisas pequenas...

Experimentem colocar, a areia primeiro no vidro e verão que não caberá as pedras e os pedregulhos...
O mesmo vale para suas vidas.

Priorizem, cuidar das pedras, do que realmente importa. Estabeleçam suas prioridades. O resto é só areia!

Após ouvirem a mensagem tão profunda, um aluno perguntou ao professor se poderia pegar o vidro, que todos acreditavam estar cheio, e fez novamente a pergunta:
- Vocês concordam que o vidro esta realmente cheio?

Onde responderam, inclusive o professor: - Sim está!

Então, ele derramou uma lata de CERVEJA dentro do vidro.
A areia ficou ensopada, pois a cerveja foi preenchendo todos os espaços restantes, e fazendo com que ele, desta vez ficasse realmente cheio.

Todos ficaram surpresos e pensativos com a atitude do aluno, incluindo o professor.

ENTÃO ELE EXPLICOU:

NÃO IMPORTA O QUANTO SUA VIDA ESTEJA CHEIA DE COISAS E PROBLEMAS...

SEMPRE SOBRA ESPAÇO PARA UMA CERVEJINHA!!!!!!!!