sábado, 14 de agosto de 2010

NOVOS RUMOS LITERÁRIOS

Sérgio Ramos.

Academia de Letras debate novo estatuto

ACLER

A Academia de Letras de Rondônia deve decidir nos próximos dias sobre a proposta de reformulação do seu estatuto social, cujo texto já foi apresentado pela comissão responsável e se encontra, atualmente, em fase de receber sugestões dos membros, para sua redação final ir à discussão em plenário.

Segundo o acadêmico Antonio Serafim, presidente da comissão encarregada de apresentar a nova proposta, o texto que será levado à discussão e votação será bem mais enxuto do que o atual. "Muita coisa, conforme a nossa proposta, deverá ser tratada a seguir, pelo Regimento Interno, reduzindo assim para menos de 25 artigos o nosso documento principal", explicou o presidente. Além dele, a comissão contou ainda com os acadêmicos Abnael Machado de Lima, Antonio Cândido e Matias Mendes.

ATIVIDADES

A Academia de Letras de Rondônia já tem definido todo seu calendário de atividades neste segundo semestre, constando para setembro um evento especial em que serão lembrados os 67 anos de criação do Território Federal do Guaporé e o centenário de nascimento do médico e fundador da ACLER Ary Tupinambá Pena Pinheiro.
A proposta também prevê a realização de mais dois saraus lítero-culturais que, como o anterior, deverá ser aberto à participação de membros da comunidade que queiram se apresentar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MAIS UMA?

A CHINA DO FUTURO.


COMO FICARÁ A CHINA DO FUTURO???


Um determinado produto que o ocidente fabrica um milhão de unidades, uma
só fábrica chinesa produz quarenta milhões.

A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reacção é impressionante.

Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas.

Com preços que são uma fracção dos praticados aqui.

Um operário ganha 700 euros (no Brasil 300 dólares) quando comparados com os 100 dólares dos chineses,
que recebem praticamente
zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela...
alimentando-a.

Horas extraordinárias?!... Na China?!... Esqueça!!! O pessoal por lá é
tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras, sabendo
que nada vai receber por isso...

Essa é a grande armadilha chinesa.

Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia de poder.

Os chineses estão tirando proveito, da atitude dos PROMOTORES DE MARCAS
ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficando apenas com o que
ela "agrega de valor": A marca.

Dificilmente você adquire nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da
América um produto "made in Estados Unidos".

É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.

As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e
vendendo por centenas de dólares...

Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.

Mesmo a custo do encerramento das suas fábricas. É o que se chama de
"estratégia preçonhenta".

Enquanto os ocidentais terceirizam as tácticas e ganham a curto prazo, a
China assimila essas tácticas para dominar no longo prazo.

Enquanto as grandes potências de mercado ficam com as marcas, com o
design... Os chineses estão ficando com a produção, assistindo e
contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais
ocidentais.
....
Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de ténis ou de
calçado pelo mundo ocidental...

Só as haverá na China !!!!!

Num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços,
produzindo um "choque da manufactura", como aconteceu com o choque
petrolífero nos anos setenta.

Então já será tarde de mais...
E o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e
irá render-se.

Perceberá que alimentou um enorme dragão e que dele ficou refém...

Dragão que aumentará ainda mais os preços, já que será ele, quem ditará as
"novas leis de mercado" pois quem manda é ele.

É ele e apenas ele, quem possui as fábricas, inventários e empregos. É ele
quem vai regular os mercados e não os executivos (da "mão-de-obra
barata/lucro fácil") os "preçonhentos".

Iremos, nós e os nossos filhos, assistir a uma inversão das regras do
jogo que terão impacto de uma bomba atómica... chinesa!!!!!!!!!!

Nessa altura é que o mundo ocidental irá acordar... mas já será tarde!!!!!!!.

Nesse dia, os executivos os "preçonhentos"...
.
olharão tristemente, para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os
técnicos aposentados jogando bocha na esquina, para as sucatas dos
seus parques fabris desmontados,... etc.

E lembrarão, com muitas saudades, o tempo em que ganharam dinheiro
comprando baratinho dos "escravos" chineses, vendendo caro aos seus
conterrâneos.

E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas
que já deixaram de ser moda e, por isso, poderosas...

PEDE-SE A TODOS QUE REFLICTAM E COMEÇEM A COMPRAR - JÁ - PRODUTOS DE FABRICO
NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO DO SEU SEMELHANTE, DO SEU AMIGO, DO SEU
VIZINHO E ATÉ MESMO O SEU...


--
Geraldo Cruz
30 anos de arte

terça-feira, 10 de agosto de 2010

CABELO NA VILA IZABEL

Vila: Martinho não vai fazer samba sobre o cabelo
TUDO DE SAMBA - Por Simone Fernandes

Henrique Matos/Divulgação

Vencedor da disputa de samba no ano passado e único autor da obra que a Vila Isabel levou para a Sapucaí no desfile sobre Noel Rosa este ano, Martinho da Vila disse que não vai participar do concurso que vai escolher a composição que será cantada pelos componentes da azul e branco no próximo Carnaval.

Em entrevista ao repórter Valmir Moratelli para o IG, o artista, que é presidente de honra da agremiação, disse que enredos criados com o objetivo de conseguir patrocínio não o agradam.

- Isso me entristece como sambista. Dá para fazer um desfile só com o dinheiro que vem da prefeitura e dos ensaios de quadra. Com três milhões e pouco, sem patrocínio, se faz um carnaval. Não tem a menor chance de eu compor um samba sobre cabelo (risos). Não tem assunto, né? - declarou o cantor e compositor.

O título do enredo da Vila para 2011 é "Mitos e histórias entrelaçadas pelos fios de cabelo". O desfile marcará a estreia da consagrada carnavalesca Rosa Magalhães na escola de Martinho. A escola espera obter patrocínio com o tema e, embora a diretoria não confirme, comenta-se que a agremiação estaria em negociações com a Pantene.

MUDANÇAS no Carnaval

A NOVA FESEC

* Por: Altair Santos (Tatá)

Em meio ao frisson da hora, o pleito eleitoral do dia 3 de outubro, a Federação das Escolas de Samba e Entidades Carnavalescas – FESEC fez a sua eleição no último sábado e elegeu o professor e artista plástico Ariel Argobe, o novo Presidente. Para fechar consenso sobre o nome do eleito, as escolas tiveram que sentar à mesa e promover um debate sobre a instituição, a sua realidade e os seus rumos. O Ariel também é do ramo. É carnavalesco e traz na sua linha de conduta o forte interesse em promover o trabalho das escolas para além da simples apresentação na passarela do samba. Entendemos também que assim deve ser. Entretanto, para cumprir metas e objetivos à frente da instituição, a nova diretoria precisa mergulhar nas águas da re-engenharia e discutir, repensar, projetar e atualizar a FESEC. Escola de samba deve e merece espraiar o seu raio de atuação para horizontes além do asfalto da avenida ao som da bateria e sob o brilho das fantasias para exibir o seu lume noutros campos, contextualizando melhor a sua existência. É a vida e seu dinamismo. Ela (a escola de samba) deve trabalhar a sua inserção no contexto comunitário e lá, no seu espaço, promover ações que animem crianças, jovens e adultos, conquistando-os à participação. Faz-se o ponto, criar-se a identidade. Isso é interatividade. Não mais cabe no processo cotidiano da efervescente e acelerada Porto Velho de hoje, Escolas de Samba nômades de si mesmas, ou seja: desfilam na avenida e residem onde mesmo? Um exemplo disso é a atual bicampeã do carnaval local, a Diplomatas do Samba que, do alto dos seus 50 anos de existência, muitos títulos e glórias, ainda não têm residência fixa. Talvez nenhuma das nossas agremiações de carnaval tenha concorrido no Edital dos Pontos de Cultura do Governo Federal que recentemente contemplou grupos folclóricos e de teatro, dentre outros, em todo o estado. Nada pejorativo mas, algumas escolas, ainda estão sediadas na residência ou nas pastas dos seus próprios presidentes e diretores. Os novos enunciados culturais nacionais que advém dos órgãos de cultura (MINC e seus tentáculos), associam a linha da produção cultural ao campo da inclusão social, da valorização das comunidades e da mão-de-obra lá existente, fortalecendo a economia da cultura, re-paginando e qualificando a produção artística e versando em favor do dueto cidadão/cidadania. Escola de samba antes de ser braço social é berço. De lá, convém, entoar novos cânticos de enredo para a remodelação da FESEC e suas afiliadas pelas vias de novos e audazes projetos. As escolas de samba têm história e seus currículos lhes credenciam a alçar novos vôos. O inquieto Ariel que conhecemos haverá sim de discutir com seus pares de diretoria, os novos traços fisionômicos e jurídicos para o carnaval local primando pelos contidos da autogestão, encampando uma política de ação onde, o repasse de recuso público para as agremiações seja apenas um, dentre os tantos itens de interesse e o velho livro de ouro uma peça a contar o passado cadenciado pelo rufar do surdo e colagem da lantejoula no estandarte. Parabéns e força Ariel.

(*) o autor é Presidente da Fundação Cultural Iaripuna
tatadeportovelho@gmail.com

AINDA EM MADUREIRA!

Fina Flor do Samba Revela Ênio Melo Cantando Paulinho da Viola

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

Cantando na calçada do Bar do Zizi, Ênio de Oliveira Bento de Melo revelou-se um dos melhores porta-vozes da música de Paulinho da Viola em Rondônia e passou em revista a obra do compositor, inundando de magia e malemolência o centro histórico guaporé. Ele não nasceu pro samba. Nasceu pra jogar basquete. A exemplo do revolucionário Tchê Guevara, sofreu e lutou contra a asma por um bom tempo. Cantava miúdo e para dentro, hoje canta pra fora em bem dosada vocalização: nem tão sustenido que pareça boçal e agressivo ao bom ouvido da platéia, nem tão descaído em profundo bemol que lhe deixe aquém do tom ideal. Em perfeito diapasão com a performance de um gentleman falando musicalmente em nome de um lorde da Portela, Ênio Melo mostrou-se um eloqüente intérprete que não abre mão da decência e fidalguia na hora de servir à mesa do ouvinte o gênero inventado por Donga, Ismael Silva e Sinhô. Sua apresentação na sexta-feira passada, dia 06, no projeto Fina Flor do Samba, defronte ao Mercado Cultural, atraiu uma enorme quantidade de gente e bambas da mais nobre estirpe musical e fez o centro histórico de Porto Velho respirar os bons ares da poesia do autor de Pecado Capital, Foi um Rio Que Passou em Minha Vida e tantas outras pérolas negras da música popular brasileira. Babá, Dadá do Cavaco e Neguinho Meneses olharam bem fundo nos olhos do intérprete e copiosamente choraram, lembrando o que disse Vinícius: fazer samba não é contar piada/quem faz samba assim não é de nada/um bom samba é uma forma de oração!

A missão honrosa de fazer a abertura do show coube ao Presidente da Fundação Cultural Iaripuna, Altair dos Santos, o Tatá, que, mesmo sem a bendita iluminação artística no palco que mais vende a imagem do Mercado Cultural, não se fez de rogado e apresentou ao público a atração da noite, narrando em síntese um pouco da trajetória de vida do filho de Dona Tereza e do seu Esmite Bento de Melo, o Príncipe do Real Segredo Maçônico de Rondônia e um dos poucos a ter, in memorian, cadeira cativa no tradicional Bar do Zizi. Quanto ao despojamento, nota dez para o Tatá. Quanto à atitude administrativa de providenciar luzes para o show, a nota crítica não poderia ser outra: ZERO.

Sabendo que cantar Paulinho da Viola não é fazer um pagode qualquer em boteco de pé de esquina, Ênio se cercou de todos os cuidados musicais possíveis na produção do seu show e conseguiu o melhor dos resultados: interpretar com maestria a obra do grande compositor, sem pagar tributo nem ao culto exagerado à imagem do artista nem ao romantismo intenso que flui das construções poéticas de suas letras. Ninguém precisa empurrar o rio Madeira abaixo, pois ele corre pachorrentamente sozinho - é sabido. Na gestalt musical de Ênio Melo deu-se a mesma coisa: Paulinho da Viola jorrou naturalmente no leito cadencial dos acordes bem articulados do sargento Ney, com o auxílio luxuoso do pandeiro de Válber, do apurado tamborim de Edmilson Night, do tantã bem colocado de Neguinho, o ganzá e o reco-reco dos serenos Sérgio e Beto Ramos e o surdo hiperbólico de Álvaro, ex-integrante do Kizomba. Jogando no meio de campo desse time de bambas, via-se Oscar Night batucando em síncopes seu requintado repique de mão.

Ênio Melo, a grande atração musical da última exibição do Fina Flor do Samba, é um intuitivo. Irmão de Ernesto Melo e marido de Dona Rosa, ele ingressou de forma transversa no domínio do violão, pois antes de saber ele já sabia que sabia. Hoje, com 5.0 de idade, reconhece, para o deleite do folclore popular, que seu caso de amor com a música e com a viola nasceu mesmo num ataque de birra provocado pelo amigo Ademir Romano, o Bacuri, que, medíocre e monocórdio, passava horas e horas encafifado num dó maior e não conseguia finalizar a música iniciada. Indignado, Ênio passou a estudar harmonia e execução, venceu a asma e soltou a voz. Por isso é hoje belo e inspirador, empunhando com altivez a viola e cantando o samba como ele deve ser cantado: com paixão e encantamento, como se todas as canções fossem dedicadas à mulher amada e o mundo fosse se acabar um minuto depois do último acorde dissonante.

No dia em que Ênio Melo se arvorou a mostrar a arte e o talento de Paulinho da Viola no centro histórico de Porto Velho, a noite só poderia mesmo terminar com uma bela homenagem a um monstro sagrado da musicalidade tupiniquim – e assim foi feito, diz a lenda. No plano espiritual, saiba Adoniran Barbosa que sua passagem na terra não foi em vão: a Saudosa Maloca, o Samba do Arnesto e o Trem das Onze continuam semeando, em todos os quadrantes, sentimentos os mais sublimes no coração da gente brasileira. E assim, com Ernesto Melo e Hudson no vocal, entoando o sambista da garoa, teve fim mais um capítulo da maior novela musical de todos os tempos em Rondônia: a Fina Flor do Samba. Salve o Bar do Zizi!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

AH! MINHA PORTELA!

RIO, AZUL DA COR DO MAR
Carta de Navegação

A bravura e o destemor dos navegantes foram determinantes para que o homem criasse rotas marítimas e, através delas, promovesse o comércio e o intercâmbio entre os povos mais distantes e de diferentes culturas. Este aprendizado foi essencial para a evolução da humanidade; e a consolidação do que convencionamos chamar de “globalização”.
Desde os primórdios, o homem entendeu a importância do mar para alcançar os seus objetivos de interação, comunicação, comércio, conquistas e, em sentido mais amplo, de sobrevivência.
Nas civilizações mais remotas – e entre elas destacamos os egípcios, chineses e gregos – o homem se valeu de embarcações rudimentares para enfrentar o maior de seus desafios: o mar. Para se orientar na imensidão e no desconhecido, aprendeu a decifrar a configuração das constelações.
Estrelas foram companheiras em missões de comércio e conquista, transformando aventuras em expedições com metas pré-estabelecidas. Mesmo assim, esses homens foram obrigados a enfrentar o medo espalhado pelos sete mares.
Para encontrar um caminho que os levassem às terras das especiarias – condimentos usados para tempero e conservação dos alimentos – tiveram que cruzar regiões supostamente habitadas por monstros e terríveis criaturas das profundezas, acostumados a devorar quem ousasse cruzar os seus domínios.
Tratava-se de uma estratégia usada pelos mercadores árabes para atemorizar os concorrentes europeus, protegendo - com a criação dessas lendas e mitos - o monopólio de mercadorias que tinham, na época, a mesma importância que o petróleo possui atualmente para a economia mundial. Nesse Mar Tenebroso, a ambição dos colonizadores inaugurou também a rota do tráfico negreiro.
Essas linhas de comércio e conquista ultrapassaram os limites do Mediterrâneo, ganharam o Atlântico e o Pacífico, traçando novas etapas na História da Humanidade. Consolidaram “estradas” que até hoje são essenciais para o transporte dos mais diversos tipos de mercadorias e equipamentos, bem como de viajantes que se locomovem por todos os quadrantes. São vitais para a nossa sobrevivência.
Dentro desse contexto, a Portela dedicará um momento especial de sua apresentação para homenagear os 100 anos do Porto do Rio – historicamente, a porta de entrada de nosso país, por onde também exportamos produtos gerados pela mão-de-obra e tecnologia brasileiras. É lá que a Cidade Maravilhosa ganha um novo impulso, sendo referência do comércio exterior.
Manancial inesgotável de inspiração, consolidado em todos os gêneros de arte, o mar conduzirá a Portela a uma nova missão: mais do que um Rio, ela se propõe a ser um Mar que passará em nossas vidas. E, certamente, nossos corações se deixarão levar.
Venha, navegue conosco!
Autores: Marta Queiroz, Cláudio Vieira e Roberto Szaniecki
Desenvolvimento: Roberto Szaniecki
RIO, AZUL DA COR DO MAR
Sinopse
Porto de Sapucahy , verão de 2011
Soltem as amarras e deixem as velas enfunarem ao sabor do vento. Vejam o cais se distanciar e, com ele, as lembranças que ficaram. Na bagagem, trazemos sonhos e esperança. Nossos olhos já não conseguem divisar o que é mar, o que é céu, e tentam traçar uma linha de equilíbrio no horizonte. Singramos no azul!
Subamos à gávea para conversar com as estrelas, companheiras de saudades e solidão. Ora, direis, ouvir estrelas… Por que não?
Estrelas são quase tudo o que temos. Além delas, trazemos instrumentos que nos ajudarão a decifrá-las. Elas se espalham pelo céu formando desenhos e um deles nos chama a atenção. É uma águia! Sim, uma águia em forma de constelação. E será esta que escolheremos para nos guiar pela imensidão.
Dizem que o destino está traçado nas estrelas. Ensinam que precisaremos de muita coragem para enfrentar os perigos e, sobretudo, determinação. E, com fé em Deus, navegaremos pelos sete mares que abrirão os portais do coração.
No Reino de Poseidon, tempestade e bonança
Estamos a muitas braças do continente, nessa noite tenebrosa. A fúria do vento força a resistência dos cabos que sustentam o mastro principal. O tecido das velas parece que não conseguirá resistir. Ondas se agigantam, cobrindo o casco. Raios, relâmpagos e trovões abrem fendas no firmamento.
Começamos a enfrentar o desafio do desconhecido. E, sem que tenhamos tempo de raciocinar, nos deparamos com o medo escondido em nossos porões.
Das profundezas surgem criaturas fantásticas! São polvos, serpentes e dragões abrindo uma estrada na espuma, levando-nos por um turbilhão sem fim.
Ao abrirmos os olhos, porém, tudo se transforma. Cavalos marinhos conduzidos por guerreiros transportam o cortejo de reis e rainhas que governavam a crença de civilizações que desapareceram no mar abissal.
O que tenta nos dizer a tempestade, afinal?
Respeitar o que é do mar, mas nunca temer. Acima de toda maldade, o bem sempre há de vencer.
Mare Nostrum, sob a luz de Alexandria
Estas galés que cruzam o nosso caminho transportam toras de cedro, tapetes, tecidos, cerâmicas, corantes, jóias, peças de metal e outros produtos que as mãos do homem foram capazes de moldar.
Do Oriente partem gigantescas embarcações. São os chineses oferecendo novas trocas, ampliando suas rotas, construindo relações.
São mercadorias que remontam aos tempos dos primeiros navegantes, que se lançaram ao mar. Para trocá-las em outros portos, fenícios e egípcios não imaginavam que também deixariam vestígios de sua cultura milenar.
Gregos e romanos inauguraram um tempo de conquistas, ampliando as frentes de comércio e os limites de seus territórios.
Da distante Alexandria, brilha uma chama, transformando a noite em dia.
A caminho de Calicut
Debruçados sobre mapas, lendas e antigos relatos tentamos encontrar o caminho que nos levará às misteriosas terras das especiarias. É para lá que apontam nossos olhos, mergulhados em fascínio.
Para proteger este comércio, mercadores árabes semearam lendas de monstros e gigantes que devoravam quem ousasse cruzar os seus domínios.
Tudo mentira. O pesadelo agora é um sonho. As águas ganham novos matizes e como atrizes representam cada uma de nossas expectativas: cravo, canela, açafrão, flor de lótus e também porcelanas, tapetes, sedas e joias que não se cansam de brilhar.
As mais variadas fragrâncias se misturam no ar. Conseguimos, estamos em Calicut! Mas não devemos nos demorar.
Atlântico, em direção ao Pacífico
O Velho Mundo despertou para um novo século sabendo que não estava mais só. Por trás do horizonte, entre o nascente e o poente, existiam outras terras e riquezas a se alcançar.
Eram terras primitivas, que ficavam muito além da calmaria e daqui podemos vê-las. Ao dia, parece uma deslumbrante miragem, ocupada por nativos, adornadas pelas praias e a plumagem dos pássaros mais bonitos que já se viu. Eis a visão do paraiso tropical.
São tantas terras que nossos olhos se perdem ao tentar abraçá-las. Elas se escondem sob florestas, percorrem montanhas e flutuam nas nuvens, onde guardam segredos e mistérios de antigos impérios, que se curvavam diante do Sol.
Quantas riquezas brotam de suas nascentes! Ouro, prata, pedras preciosas e uma madeira estranha, que tinge de sangue o tecido mais nobre. Dizem que o futuro a perpetuará na força de um gigante chamado Brasil.
Mare Liberum, numa ilha do Caribe
Quantas estradas se abrem neste azul sem fim! O Atlântico é cortado em todas as direções. Embarcações de diversas bandeiras transportam cana-de-açúcar, café, tabaco e algodão.
Já não existem fronteiras para o comércio, nem medidas para a ambição. Outras galés rumam para a África, inaugurando a rota do tráfico negreiro. Trazem milhões de escravos, despejando-os em solo americano. Aceleram a produção, deixando uma dor que não se apaga e uma chaga que ainda marca o sentimento humano.
Negros vão, corsários vem. O mar já não pertence nem à Armada do Rei. Agora, é terra de ninguém.

Brasil, entre riquezas e belezas
Abençoada natureza, que sempre encantará os olhos de quem veleja no aconchego dessa Baía. A mesma brisa que traz lembranças do passado, sopra na direção do futuro, ensinando que o mar foi, é e será a principal via de comunicação entre os povos mais distantes.
Salve, Porto centenário, e esse intenso vai-e-vem do comércio exterior. Foi aqui que começaram e depois se intensificaram nossas relações com o estrangeiro.
Esse marulhar fustiga a todo instante, recordando investidas e o leva-e-traz . As ondas não se cansam de contar todos os tesouros que ficaram para trás; mas ainda guardam nas profundezas a mais preciosa das riquezas, que, por muito tempo, nos impulsionará.
Rio de Janeiro, ponto de encontro de brasileiros de Norte a Sul, de Leste a Oeste; que recebe de braços abertos o jangadeiro e outros irmãos do Nordeste. Rio das praias, das raias, cruzeiros, pescadores da noite e da vida marinha. Terra de São Sebastião, paraíso dos golfinhos.
Porto dos Amores, Fonte da Inspiração
Aqui da proa, quando olhamos para trás, não conseguimos dar conta do tempo que passou. Orientados pelas estrelas, desafiamos tempestades, enfrentamos inimigos e aprendemos que navegar é preciso – mas na mesma direção!
Foi assim que descobrimos novos continentes, inauguramos a rota do Oriente e encontramos em pleno mar a Fonte da Inspiração.
Traduzimos os sentimentos em música, transportamos a emoção para a ópera e o teatro, recriamos aventuras em romances, no cinema eternizamos sagas e amores em paginas de clássicos memoráveis. Quando pintamos uma marina, tentando retratar a fascinação que existe em tanto mar, deixamos o azul brincar na tela.
Descobrimos que o mar não é apenas um tema: ele tem início, meio e fim, é um enredo. E toda essa experiência começou quando vencemos o medo, desfraldando as velas no Carnaval.
Pois, o amor é azul. O céu é azul. O mar é azul.
E entre eles, navega a nossa querida Portela!

GRES PORTELA
Presidente: Nilo Figueiredo
Coordenadora de Projetos Sociais: Val Carvalho
Carnavalesco: Roberto Szaniecki
Harmonia: Alex Fab e Marcelo Jacob
Assessoria de Imprensa: Enildo do Rosário (Viola)
(Texto divulgado à Imprensa)

domingo, 8 de agosto de 2010

DO LADO ESQUERDO DO PEITO

Existem 5 estágios em uma carreira :

O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá,
porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.

No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa
e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por
exemplo, Heitor de contas a pagar.

No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o
nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.

No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele:
Heitor, diretor do banco tal.

Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal
conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor,
diretor do banco tal'.. Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo
contra sua vontade, em 'amigo profissional'.

Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo, e um amigo
profissional.
Amigos que são amigos trocam sentimentos.
Amigos profissionais trocam cartões de visita.

Uma Amizade dura para sempre.
Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto
um estiver sendo útil ao outro.

Amigos de verdade perguntam se podem ajudar.
Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração.
Amigos profissionais estão em uma planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais. É isso que, hoje, chamamos
"networking", um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom
não confundir uma coisa com a outra.

Amigos profissionais são necessários.
Amigos de verdade, indispensáveis.

Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos
contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de
amadores.

(Max Gehringer)