A propaganda política eleitoral só é permitida após 5 de julho
Porto Velho (RO), 31.05.2010 – A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) emitiu uma recomendação aos responsáveis por cavalgadas, feiras e exposições agropecuárias e eventos regionais culturais abertos ao público na capital e no interior de Rondônia para que não promovam nem permitam propaganda eleitoral nos locais onde se realizam esses eventos. A recomendação também foi remetida ao governo estadual, Assembléia Legislativa, prefeituras e câmaras de vereadores. O descumprimento pode resultar em “medidas judiciais para assegurar a regularidade do processo eleitoral”.
Na recomendação, o procurador regional eleitoral, Heitor Soares, esclarece que considera-se propaganda eleitoral “aquela que leve ao conhecimento geral, ainda que de forma dissimulada, a candidatura, a ação política ou as razões das quais se infira que o beneficiário seja o mais apto para a função pública”.
Os responsáveis pelas feiras agropecuárias devem observar a proibição de promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos na publicidade visual ou sonora relativa ao apoio ou colaboração por parte do poder público ou de eventuais candidatos. A recomendação também informa sobre a proibição de distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, detentores de mandato eletivo ou pré-candidatos.
Legislação
Recomendação é um documento extrajudicial que tem por objetivo alertar para o cumprimento das leis do país e proteger os direitos da população. Na recomendação sobre as feiras agropecuárias, o procurador Heitor Soares lembra é preciso cumprir a legislação eleitoral e assegurar a igualdade de oportunidades entre candidatos nas eleições.
Os locais onde geralmente ocorrem as feiras agropecuárias e festividades regionais culturais são considerados bens de uso comum pela legislação eleitoral. Nestes lugares há proibição de realização de propaganda eleitoral de qualquer natureza. A normatização foi feita pelo Tribunal Superior Eleitoral por meio da Resolução 23.191/2010.
A Lei 9.504/97 proíbe aos agentes públicos, servidores ou não, fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo poder público em ano eleitoral.
Já a Constituição Federal determina que a “publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”. Eventuais excessos podem configurar abuso de poder político ou econômico.
Como denunciar
Quem identificar possíveis práticas de propaganda eleitoral antecipada ou irregular pode comunicar os fatos pelo disque denúncia 148, com ligação gratuita, pelo e-mail denuncia@prro.mpf.gov.br ou por meio de formulário disponível no site www.prro.mpf.gov.br.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
UM NOBRE BRASILEIRO
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!
DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A
DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS QUE DOMINAR.
--
Geraldo Cruz
30 anos de arte
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou
diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!
DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A
DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS QUE DOMINAR.
--
Geraldo Cruz
30 anos de arte
segunda-feira, 24 de maio de 2010
INCENTIVO A LEITURA
Um país que não lê
O Brasil é um país em que poucos têm acesso a livros e, por isso, poucos leem. Essa verdade, que já era conhecida dos brasileiros, agora foi confirmada pelo 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, feito pela FundaçãoGetúlio Vargas (FGV) para o Ministério da Cultura (Minc), em 4.905 cidades de todas as regiões.
OS NÚMEROS SÃO desanimadores.Em pelo menos 420 municípios, a população não conta com nenhuma biblioteca pública. E nem o crescimento significativo dos investimentos feitos pelo governo federal, que aumentaram 1.500% de 2003 a 2009, de R$ 6 milhões para R$95 milhões,mudoua situação negativa.
A PRINCIPAL RAZÃO apontada é a falta de estrutura nos municípios, além da necessidade de cumprir muitas exigências burocráticas.
Mas é claro que por trás do problema há uma questão muito mais ampla, que tem raízes culturais, econômicas e políticas, e é antiga na história do Brasil.
A EDUCAÇÃO PÚBLICA,em muitos municípios, ainda é encarada por administradores mais como despesa do que processo de crescimento social. Tanto que foi necessário definir na Constituição o percentual mínimo do orçamento que deve ser investido no setor.
À questão de custo se associa a falta de tradição de leitura dos brasileiros.
POR ISSO, É PRECISO que, além de liberar verbas, o governo desenvolva projetos de distribuição de livros e incentivo à leitura. E que eles não se restrinjam a bibliotecas. É preciso criar o hábito da leitura desde os primeiros anos na escola, com aulas específicas, profissionais preparados e acervo adequado.
O PAÍS NÃO PODE CAIR na armadilha de limitar o processo educacional à transmissão de conhecimentos básicos. A educação precisa ser transformadora e formadora de cidadãos com a melhor bagagem cultural possível. Afinal, como ensinouMonteiro Lobato, um país se faz com homens e livro.
O Brasil é um país em que poucos têm acesso a livros e, por isso, poucos leem. Essa verdade, que já era conhecida dos brasileiros, agora foi confirmada pelo 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, feito pela FundaçãoGetúlio Vargas (FGV) para o Ministério da Cultura (Minc), em 4.905 cidades de todas as regiões.
OS NÚMEROS SÃO desanimadores.Em pelo menos 420 municípios, a população não conta com nenhuma biblioteca pública. E nem o crescimento significativo dos investimentos feitos pelo governo federal, que aumentaram 1.500% de 2003 a 2009, de R$ 6 milhões para R$95 milhões,mudoua situação negativa.
A PRINCIPAL RAZÃO apontada é a falta de estrutura nos municípios, além da necessidade de cumprir muitas exigências burocráticas.
Mas é claro que por trás do problema há uma questão muito mais ampla, que tem raízes culturais, econômicas e políticas, e é antiga na história do Brasil.
A EDUCAÇÃO PÚBLICA,em muitos municípios, ainda é encarada por administradores mais como despesa do que processo de crescimento social. Tanto que foi necessário definir na Constituição o percentual mínimo do orçamento que deve ser investido no setor.
À questão de custo se associa a falta de tradição de leitura dos brasileiros.
POR ISSO, É PRECISO que, além de liberar verbas, o governo desenvolva projetos de distribuição de livros e incentivo à leitura. E que eles não se restrinjam a bibliotecas. É preciso criar o hábito da leitura desde os primeiros anos na escola, com aulas específicas, profissionais preparados e acervo adequado.
O PAÍS NÃO PODE CAIR na armadilha de limitar o processo educacional à transmissão de conhecimentos básicos. A educação precisa ser transformadora e formadora de cidadãos com a melhor bagagem cultural possível. Afinal, como ensinouMonteiro Lobato, um país se faz com homens e livro.
Hierarquias do Candomblé
•
Hierarquia no Culto de Ifá
1. Babálawó ou Iyánifá Sacerdote do Orixá Orúnmilá-Ifá do Culto de Ifá.
Após duas iniciações ("Mãos"), e sob a obediência a rígidos códigos morais, o Babálawó recebe o direito de utilizar o Opele-Ifá (ou Rosário de Ifá) e os ikins (sementes de dendezeiro - igui ope, em yorubá). O Merindilogun (Jogo de búzios) é franqueado também às Iyápetebis (Mulheres iniciadas a Ifá) e aos Awófakans (Aqueles que receberam a "primeira mão"). Alguns Babálawós recebem o título de Oluwó. Ver: Ifá
Hierarquia no Culto aos Egungun
Masculinos:
1. Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás),
2. Alagbá Sacerdote (Chefe de um terreiro),
3. Ojê (iniciado com ritos completos),
4. Ojê agbá (ojê ancião),
5. Atokun (ojê que guia de Egum),
6. Amuixan (iniciado com ritos incompletos),
7. Alagbê (tocador de atabaque).
Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.
Femininos:
1. Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens),
2. Iyá egbé (lider de todas as mulheres),
3. Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá),
4. Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora),
5. Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun).
Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.
1. Assogba Supremo sacerdote do culto de Obaluaiyê
2. Babalosanyin: Responsável pela colheita das folhas.
1. Iyá / Babá: significado das palavras iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
2. Iyalorixá / Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
3. Iyaegbé / Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia.
4. Iyalaxé (mulher): Mãe do axé, a que distribui o axé e cuida dos objetos ritual.
5. Iyakekerê (mulher): Mãe Pequena, segunda sacerdotisa do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
6. Babakekerê (homem): Pai pequeno, segundo sacerdote do axé ou da comunidade. Sempre pronto a ajudar e ensinar a todos iniciados.
7. Ojubonã ou Agibonã: É a mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação.
8. Iyamorô: ou BabamorôResponsável pelo Ipadê de Exú.
9. Iyaefun ou Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iaôs.
10. Iyadagan e Ossidagã: Auxiliam a Iyamorô.
11. Iyabassê: (mulher): Responsável no preparo dos alimentos sagrados as comidas-de-santo.
12. Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
13. Iyatebexê ou Babatebexê: Responsável pelas cantigas nas festas públicas de candomblé.
14. Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas.
15. Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
16. Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
17. Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
18. Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
19. Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
20. Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hirarquia.
21. Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Trabalha em conjunto com Iyalorixá / Babalorixá, iniciados e Ogans. Não pode errar. (não entram em transe).
22. Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. (não entram em transe). Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens. No Candomblé Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
23. Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
24. Ebômi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho). Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e na Angola,chamada "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil
25. Iaô: filho-de-santo (que já foi iniciado e entra em transe com o Orixá dono de sua cabeça), nem todo Iaô será um pai ou mãe de santo quando terminar a obrigação de sete anos. Ifá ou o jogo de búzios é que vai dizer se a pessoa tem cargo de abrir casa ou não. Caso não tenha que abrir casa o mesmo jogo poderá dizer se terá cargo na casa do pai ou mãe de santo além de ser um egbomi.
26. Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
27. Sarepebê ou sarapebê é responsável pela comunicação do egbe (similar a relações públicas).
Hierarquia do candomblé Jeje
No Jeje-Mahi.
1. Doté é o sacerdote, cargo ilustre do filho de Sogbô
2. Doné é a sacerdotisa, cargo feminino, esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó. similar à Iyalorixá
Os vodunsis da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviungo, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné
No Jeje-Mina Casa das Minas
1. Toivoduno
2. Noche
No Kwé Ceja Houndé
• Gaiaku, cargo exclusivamente feminino
• Ekede
Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados: Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor". O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.
Hierarquia do candomblé Bantu
Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo
1. Tata Nkisi - Zelador.
2. Mametu Nkisi - Zeladora.
3. Tata Ndenge - pai pequeno.
4. Mametu Ndenge - Mãe pequena(há quem chame de Kota Tororó, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida).
5. Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
6. Kambondos - Ogãs.
7. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
8. Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
9. Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
10. Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exú (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher mestrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não mestruar mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
11. Mametu Mukamba - Cozinheira da casa, que por sua vez, deve de prefer~encia ser uma senhora de idade e que não mestrue mais.
12. Mametu Ndemburo - Mãe criadeira da casa(ndemburo = runko).
13. Kota ou Maganga - Em outras nações EKEJI (todos os mais velhos que já passaram de 7 anos, mesmo sem dar obrigação, ou que estão presentes na casa, também são chamados de Kota).
14. Tata Nganga Muzambù - babalawo - pessoa preparada para jogar búzios.
15. Kutala - Herdeiro da casa.
16. Mona Nkisi - Filho de santo.
17. Mona Muhatu Wá Nkisi - Filha de santo (mulher).
18. Mona Diala Wá Nkisi - Filho de santo(homem).
19. Tata Numbi - Não rodante que trata de babá Egun(Ojé).
Sacerdotes na África
BANTU (ANGOLA-KONGO).
• Kubama..................adivinhador de 1a categoria.
• Tabi....................adivinhador de 2a categoria.
• Nganga-a-ngombo.........adivinhador de 3a categoria.
• Kimbanda................feiticeiro ou curandeiro.
• Nganga-a-mukixi.........sacerdote do culto de possessão (Angola).
• Niganga-a-nikisi........sacerdote do culto de possessão (Kongo).
• Mukúa-umbanda...........sacerdote do culto de possessão (Angola-Kongo).
Divisão Sacerdotais no Brasil
Angola - língua quimbundo - Kongo - língua quicongo
• Mam’etu ria mukixi......sacerdotisa no Angola.
• Tat’etu ria mukixi......sacerdote no Angola.
• Nengua-a-nkisi..........sacerdotisa no Kongo.
• Nganga-a-nkisi.........sacerdote no Kongo.
• Mam’etu ndenge..........mãe pequena no Angola.
• Tat’etu ndenge..........Pai pequeno no Angola.
• Nengua ndumba...........mãe pequena no Kongo.
• Nganga ndumba...........pai pequeno no Kongo.
• Kambundo ou Kambondo....todos os homens confirmados.
• Kimbanda................Feiticeiro, curandeiro.
• Kisaba.................pai das sagradas folhas.
• Tata utala..............pai do altar.
• Kivonda.................Sacrificador de animais (Kongo).
• Kambondo poko...........sacrificador de animais (Angola).
• Kuxika ia ngombe........Tocador (kongo).
• Muxiki..................tocador( Angola).
• Njimbidi................cantador.
• Kambondo mabaia.........responsável pelo barracão.
• Kota....................todas as mulheres confirmadas.
• Kota mbakisi............responsável pelas divindades.
• Hongolo matona..........especialista nas pinturas corporais.
• Kota ambelai............toma conta e atende aos iniciados.
• Kota kididi............toma conta de tudo e mantém a paz.
• Kota rifula.............responsável em preparar as comidas sagradas.
• Mosoioio................as (os) mais antigas.
• Kota manganza............título alcançado após a obrigação de 7 anos.
• Manganza.................título dado aos iniciados.
• Uandumba................designa a pessoa durante a fase iniciatória.
• Ndumbe..................designa a pessoa não iniciada.
•
Hierarquia no Culto de Ifá
1. Babálawó ou Iyánifá Sacerdote do Orixá Orúnmilá-Ifá do Culto de Ifá.
Após duas iniciações ("Mãos"), e sob a obediência a rígidos códigos morais, o Babálawó recebe o direito de utilizar o Opele-Ifá (ou Rosário de Ifá) e os ikins (sementes de dendezeiro - igui ope, em yorubá). O Merindilogun (Jogo de búzios) é franqueado também às Iyápetebis (Mulheres iniciadas a Ifá) e aos Awófakans (Aqueles que receberam a "primeira mão"). Alguns Babálawós recebem o título de Oluwó. Ver: Ifá
Hierarquia no Culto aos Egungun
Masculinos:
1. Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás),
2. Alagbá Sacerdote (Chefe de um terreiro),
3. Ojê (iniciado com ritos completos),
4. Ojê agbá (ojê ancião),
5. Atokun (ojê que guia de Egum),
6. Amuixan (iniciado com ritos incompletos),
7. Alagbê (tocador de atabaque).
Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.
Femininos:
1. Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens),
2. Iyá egbé (lider de todas as mulheres),
3. Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá),
4. Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora),
5. Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun).
Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.
1. Assogba Supremo sacerdote do culto de Obaluaiyê
2. Babalosanyin: Responsável pela colheita das folhas.
1. Iyá / Babá: significado das palavras iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
2. Iyalorixá / Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
3. Iyaegbé / Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia.
4. Iyalaxé (mulher): Mãe do axé, a que distribui o axé e cuida dos objetos ritual.
5. Iyakekerê (mulher): Mãe Pequena, segunda sacerdotisa do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
6. Babakekerê (homem): Pai pequeno, segundo sacerdote do axé ou da comunidade. Sempre pronto a ajudar e ensinar a todos iniciados.
7. Ojubonã ou Agibonã: É a mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação.
8. Iyamorô: ou BabamorôResponsável pelo Ipadê de Exú.
9. Iyaefun ou Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iaôs.
10. Iyadagan e Ossidagã: Auxiliam a Iyamorô.
11. Iyabassê: (mulher): Responsável no preparo dos alimentos sagrados as comidas-de-santo.
12. Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
13. Iyatebexê ou Babatebexê: Responsável pelas cantigas nas festas públicas de candomblé.
14. Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas.
15. Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
16. Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
17. Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
18. Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
19. Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
20. Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hirarquia.
21. Axogun: Responsável pelos sacrifícios. Trabalha em conjunto com Iyalorixá / Babalorixá, iniciados e Ogans. Não pode errar. (não entram em transe).
22. Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. (não entram em transe). Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens. No Candomblé Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
23. Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
24. Ebômi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho). Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e na Angola,chamada "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil
25. Iaô: filho-de-santo (que já foi iniciado e entra em transe com o Orixá dono de sua cabeça), nem todo Iaô será um pai ou mãe de santo quando terminar a obrigação de sete anos. Ifá ou o jogo de búzios é que vai dizer se a pessoa tem cargo de abrir casa ou não. Caso não tenha que abrir casa o mesmo jogo poderá dizer se terá cargo na casa do pai ou mãe de santo além de ser um egbomi.
26. Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
27. Sarepebê ou sarapebê é responsável pela comunicação do egbe (similar a relações públicas).
Hierarquia do candomblé Jeje
No Jeje-Mahi.
1. Doté é o sacerdote, cargo ilustre do filho de Sogbô
2. Doné é a sacerdotisa, cargo feminino, esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó. similar à Iyalorixá
Os vodunsis da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviungo, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné
No Jeje-Mina Casa das Minas
1. Toivoduno
2. Noche
No Kwé Ceja Houndé
• Gaiaku, cargo exclusivamente feminino
• Ekede
Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados: Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor". O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.
Hierarquia do candomblé Bantu
Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo
1. Tata Nkisi - Zelador.
2. Mametu Nkisi - Zeladora.
3. Tata Ndenge - pai pequeno.
4. Mametu Ndenge - Mãe pequena(há quem chame de Kota Tororó, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida).
5. Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
6. Kambondos - Ogãs.
7. Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
8. Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
9. Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
10. Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de exú (de preferência homem, pois mulher não deve cuidar porque mulher mestrua e só deve mexer depois da menopausa, quando não mestruar mais, portanto, pelo certo as zeladoras devem ter um homem para cuidar desta parte, mas que seja pessoa de alta confiança).
11. Mametu Mukamba - Cozinheira da casa, que por sua vez, deve de prefer~encia ser uma senhora de idade e que não mestrue mais.
12. Mametu Ndemburo - Mãe criadeira da casa(ndemburo = runko).
13. Kota ou Maganga - Em outras nações EKEJI (todos os mais velhos que já passaram de 7 anos, mesmo sem dar obrigação, ou que estão presentes na casa, também são chamados de Kota).
14. Tata Nganga Muzambù - babalawo - pessoa preparada para jogar búzios.
15. Kutala - Herdeiro da casa.
16. Mona Nkisi - Filho de santo.
17. Mona Muhatu Wá Nkisi - Filha de santo (mulher).
18. Mona Diala Wá Nkisi - Filho de santo(homem).
19. Tata Numbi - Não rodante que trata de babá Egun(Ojé).
Sacerdotes na África
BANTU (ANGOLA-KONGO).
• Kubama..................adivinhador de 1a categoria.
• Tabi....................adivinhador de 2a categoria.
• Nganga-a-ngombo.........adivinhador de 3a categoria.
• Kimbanda................feiticeiro ou curandeiro.
• Nganga-a-mukixi.........sacerdote do culto de possessão (Angola).
• Niganga-a-nikisi........sacerdote do culto de possessão (Kongo).
• Mukúa-umbanda...........sacerdote do culto de possessão (Angola-Kongo).
Divisão Sacerdotais no Brasil
Angola - língua quimbundo - Kongo - língua quicongo
• Mam’etu ria mukixi......sacerdotisa no Angola.
• Tat’etu ria mukixi......sacerdote no Angola.
• Nengua-a-nkisi..........sacerdotisa no Kongo.
• Nganga-a-nkisi.........sacerdote no Kongo.
• Mam’etu ndenge..........mãe pequena no Angola.
• Tat’etu ndenge..........Pai pequeno no Angola.
• Nengua ndumba...........mãe pequena no Kongo.
• Nganga ndumba...........pai pequeno no Kongo.
• Kambundo ou Kambondo....todos os homens confirmados.
• Kimbanda................Feiticeiro, curandeiro.
• Kisaba.................pai das sagradas folhas.
• Tata utala..............pai do altar.
• Kivonda.................Sacrificador de animais (Kongo).
• Kambondo poko...........sacrificador de animais (Angola).
• Kuxika ia ngombe........Tocador (kongo).
• Muxiki..................tocador( Angola).
• Njimbidi................cantador.
• Kambondo mabaia.........responsável pelo barracão.
• Kota....................todas as mulheres confirmadas.
• Kota mbakisi............responsável pelas divindades.
• Hongolo matona..........especialista nas pinturas corporais.
• Kota ambelai............toma conta e atende aos iniciados.
• Kota kididi............toma conta de tudo e mantém a paz.
• Kota rifula.............responsável em preparar as comidas sagradas.
• Mosoioio................as (os) mais antigas.
• Kota manganza............título alcançado após a obrigação de 7 anos.
• Manganza.................título dado aos iniciados.
• Uandumba................designa a pessoa durante a fase iniciatória.
• Ndumbe..................designa a pessoa não iniciada.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Soldado da Borracha/ o Filme
LOCAL: Espaço Cultural Vrena
DATA: 24 de maio de 2010
HORÁRIO: 10h
A Produtora concederá uma entrevista coletiva antes de embarcar para EUA
História dos soldados da borracha vai para Hollywood
Filha de Soldado da Borracha conta ao mundo a saga dos heróis esquecidos.
Legenda:
“Soldados da Borracha” é um filme documentário de longa-metragem em fase de conclusão que retrata o drama dos nordestinos, que sobreviveram ao inferno verde da selva Amazônica. A cineasta Eva Neide idealizadora deste brilhante trabalho autoral vai tecer o destino destes heróis anônimos, que ainda lutam obstinadamente para serem reconhecidos pelo governo brasileiro.
Esta dívida histórica, no entanto, já se arrasta desde a 2ª Guerra Mundial, na década de quarenta, (século passado). Nesta obra, os sobreviventes desta epopéia dos arigós contam em detalhes as suas histórias singulares, os seus dramas pessoais e as lembranças da terra amada.
O documentário é um retrato desta brigada esquecida, que contribuiu para povoar os rincões da Região Norte. A diretora nasceu no município de Feijó, no estado do Acre, filha do Soldado da Borracha Sr. Manoel Gomes da Silva, um cearense enviado para a região Amazônica pelo o governo brasileiro para atender o Acordo de Washington, com apenas vinte anos de idade, Eva Neide traz estas histórias à tona com muita sensibilidade por ter vivido essa experiência na pele.
Eva Neide conta que pela primeira vez, a sociedade brasileira e internacional conhecerá estes rostos carcomidos pelo tempo, os seus nomes e suas histórias, que sempre foram ignoradas pelas autoridades, que passaram pelo Governo Central. Durante as locações, a equipe de produção se surpreendeu com a coragem e a obstinação destes soldados da borracha, para superarem as adversidades da vida.
O filme “Soldados da Borracha” está com o lançamento previsto para o final deste ano. Há oito anos, a diretora luta para concretizar este sonho de infância, de levar para as telas do cinema a história destes abnegados nordestinos, que foram esquecidos nos confins da Floresta Amazônica. “Cresci escutando o meu pai falar sobre os seringais por onde ele cortou seringa, no Vale do Envira”, comenta Eva Neide em tom de resignação. “Este ainda vai ser um filme documentário, mas eu não vou sossegar enquanto eu não contar esta história de maneira ainda mais abrangente, numa grande produção.”
O material bruto, que correspondente a mais de 150 horas de gravação está sendo editado em Los Angeles. “A equipe percorreu cinco Estados da Federação, vasculhando bibliotecas à procura de acervos no Brasil e Estados Unidos em busca deste acontecimento ocorrido em plena 2ª Guerra Mundial”, enfatizou a diretora.
Eva Neide revela que começou a captação de “Soldados da Borracha”, no final do ano de 2004, depois de dois anos de pesquisa e um ano de preparação técnica. Apesar de estar ainda em fase de pós-produção, o documentário “Soldados da Borracha”, já conquistou o seu primeiro prêmio dado por uma audiência numa pequena amostra de cinco minutos, na cidade americana de Los Angeles, numa pequena competição, através da National Association of Latino Producers (Nalip).“Não imaginei que fôssemos ganhar, pois estávamos concorrendo com doze filmes de ficção que já haviam sido terminados e nossa amostra era de cinco minutos de imagens brutas”, disse Eva Neide, surpreendida com primeiro lugar.
Fonte: Geraldo Cruz
Casa da Cultura Ivan Marrocos
DATA: 24 de maio de 2010
HORÁRIO: 10h
A Produtora concederá uma entrevista coletiva antes de embarcar para EUA
História dos soldados da borracha vai para Hollywood
Filha de Soldado da Borracha conta ao mundo a saga dos heróis esquecidos.
Legenda:
“Soldados da Borracha” é um filme documentário de longa-metragem em fase de conclusão que retrata o drama dos nordestinos, que sobreviveram ao inferno verde da selva Amazônica. A cineasta Eva Neide idealizadora deste brilhante trabalho autoral vai tecer o destino destes heróis anônimos, que ainda lutam obstinadamente para serem reconhecidos pelo governo brasileiro.
Esta dívida histórica, no entanto, já se arrasta desde a 2ª Guerra Mundial, na década de quarenta, (século passado). Nesta obra, os sobreviventes desta epopéia dos arigós contam em detalhes as suas histórias singulares, os seus dramas pessoais e as lembranças da terra amada.
O documentário é um retrato desta brigada esquecida, que contribuiu para povoar os rincões da Região Norte. A diretora nasceu no município de Feijó, no estado do Acre, filha do Soldado da Borracha Sr. Manoel Gomes da Silva, um cearense enviado para a região Amazônica pelo o governo brasileiro para atender o Acordo de Washington, com apenas vinte anos de idade, Eva Neide traz estas histórias à tona com muita sensibilidade por ter vivido essa experiência na pele.
Eva Neide conta que pela primeira vez, a sociedade brasileira e internacional conhecerá estes rostos carcomidos pelo tempo, os seus nomes e suas histórias, que sempre foram ignoradas pelas autoridades, que passaram pelo Governo Central. Durante as locações, a equipe de produção se surpreendeu com a coragem e a obstinação destes soldados da borracha, para superarem as adversidades da vida.
O filme “Soldados da Borracha” está com o lançamento previsto para o final deste ano. Há oito anos, a diretora luta para concretizar este sonho de infância, de levar para as telas do cinema a história destes abnegados nordestinos, que foram esquecidos nos confins da Floresta Amazônica. “Cresci escutando o meu pai falar sobre os seringais por onde ele cortou seringa, no Vale do Envira”, comenta Eva Neide em tom de resignação. “Este ainda vai ser um filme documentário, mas eu não vou sossegar enquanto eu não contar esta história de maneira ainda mais abrangente, numa grande produção.”
O material bruto, que correspondente a mais de 150 horas de gravação está sendo editado em Los Angeles. “A equipe percorreu cinco Estados da Federação, vasculhando bibliotecas à procura de acervos no Brasil e Estados Unidos em busca deste acontecimento ocorrido em plena 2ª Guerra Mundial”, enfatizou a diretora.
Eva Neide revela que começou a captação de “Soldados da Borracha”, no final do ano de 2004, depois de dois anos de pesquisa e um ano de preparação técnica. Apesar de estar ainda em fase de pós-produção, o documentário “Soldados da Borracha”, já conquistou o seu primeiro prêmio dado por uma audiência numa pequena amostra de cinco minutos, na cidade americana de Los Angeles, numa pequena competição, através da National Association of Latino Producers (Nalip).“Não imaginei que fôssemos ganhar, pois estávamos concorrendo com doze filmes de ficção que já haviam sido terminados e nossa amostra era de cinco minutos de imagens brutas”, disse Eva Neide, surpreendida com primeiro lugar.
Fonte: Geraldo Cruz
Casa da Cultura Ivan Marrocos
quinta-feira, 20 de maio de 2010
48 ANOS DE ZIZI/ UM ANO DE MERCADO CULTURAL
No primeiro aniversário de inauguração do Mercado Cultural e nos festejos dos 48 anos de existência do Bar do Zizi, Porto Velho, pode dizer que realizou sua “1ª Virada Cultural”. Durante três dias a travessa Renato Medeiros abrigou dezenas de fãs da música produzida em Porto Velho. Se no sudeste do país as “Viradas” acontecem durante 24 horas, em Porto Velho durou muito mais, pois começou na quinta feira com o show da cantora Fátima Miranda, prosseguiu na sexta com a Fina Flor do Samba e continuou sábado com uma vasta programação cultural, desenvolvida dentro e fora do Mercado. Pela manhã os músicos da Escola de Música Jorge Andrade sob o comando do Telêmaco se apresentaram na Praça Getúlio Vargas com o “Som Instrumental na Praça”. Durante a tarde, o público pode apreciar exibições de vídeos que retratavam a Porto Velho antiga, produzidos pelo pesquisador João Luiz Kerd’s.
O grande momento da festa, aconteceu a noite. A Fundação Iaripuna responsável pela programação musical do evento, programou, para a partir das 19 horas, uma série de apresentações, entre elas o show musical dos integrantes do projeto Fina Flor do Samba, e do grupo de seresta, Os Anjos da Madrugada. Ainda deram canja a banda de rock “Bichos do Lodo”, o violonista e cantor Quintela e o compositor e cantor H. Montenegro. Não fora a falta de organização, poderíamos estar escrevendo que a festa de aniversário do Mercado Cultural teria sido a melhor entre todas já realizadas pela Fundação Iaripuna. Infelizmente não foi assim. O grupo Anjos da Madrugada programado para se apresentar por volta das 22h00, só começou a cantar, depois da meia noite, tudo provocado pela falta de pulso da pessoa responsável pela coordenação das apresentações. Nenhuma das atrações que se apresentaram antes dos Anjos cumpriu com o horário determinado. Cada uma queria ficar o maior espaço de tempo mostrando seu trabalho, isso fez com que os seresteiro só começassem a se apresentar após a meia noite. O pior foi quando eles iam começar a cantar uma neblina caiu e a produção resolveu transferir o show para dentro do Mercado, o que causou protesto da maioria do público presente.
O bom disso tudo, foi que podemos observar que Porto Velho tem artistas a altura de realizar e participar de qualquer evento cultural, artista de ótima qualidade. O que está faltando, é apenas mais um pouco de organização por parte de quem promove eventos desse Porte.
Ainda não foi a nossa “Virada Cultural”, mas, foi um super espetáculo musical.
Fonte: Zé Katraca
O grande momento da festa, aconteceu a noite. A Fundação Iaripuna responsável pela programação musical do evento, programou, para a partir das 19 horas, uma série de apresentações, entre elas o show musical dos integrantes do projeto Fina Flor do Samba, e do grupo de seresta, Os Anjos da Madrugada. Ainda deram canja a banda de rock “Bichos do Lodo”, o violonista e cantor Quintela e o compositor e cantor H. Montenegro. Não fora a falta de organização, poderíamos estar escrevendo que a festa de aniversário do Mercado Cultural teria sido a melhor entre todas já realizadas pela Fundação Iaripuna. Infelizmente não foi assim. O grupo Anjos da Madrugada programado para se apresentar por volta das 22h00, só começou a cantar, depois da meia noite, tudo provocado pela falta de pulso da pessoa responsável pela coordenação das apresentações. Nenhuma das atrações que se apresentaram antes dos Anjos cumpriu com o horário determinado. Cada uma queria ficar o maior espaço de tempo mostrando seu trabalho, isso fez com que os seresteiro só começassem a se apresentar após a meia noite. O pior foi quando eles iam começar a cantar uma neblina caiu e a produção resolveu transferir o show para dentro do Mercado, o que causou protesto da maioria do público presente.
O bom disso tudo, foi que podemos observar que Porto Velho tem artistas a altura de realizar e participar de qualquer evento cultural, artista de ótima qualidade. O que está faltando, é apenas mais um pouco de organização por parte de quem promove eventos desse Porte.
Ainda não foi a nossa “Virada Cultural”, mas, foi um super espetáculo musical.
Fonte: Zé Katraca
MÚSICA DE QUALIDADAE
SHOW: A música da Amazônia no Mercado Cultural
Por Silvio M. Santos
Que outros espetáculos no estilo “Gente da Mesma Floresta” sejam realizados na Aldeia Porto Velho
O Mercado Cultural de Porto Velho abrigou na noite do último sábado (8), o que podemos considerar como o maior encontro de compositores e cantores da Amazônia já realizado na capital do estado de Rondônia.
Inicialmente marcado para acontecer no lado de fora do prédio, em virtude da chuva que caiu no final da tarde, o espetáculo foi montado no palco interno do Mercado Cultural. Apesar da péssima acústica, Bado (RO), Eliakin Rufino (RR), Zé Miguel (AP), Célio Cruz (AM), Nilson Chaves (PA) e Graça Gomes (AC) os que fazem parte do show “Gente da Mesma Floresta” cujo DVD foi lançado naquela noite, se juntaram ao Zezinho Maranhão, Llitsia Moreno, Banda Leão do Norte e Ceiça Farias todos militantes musicais em Porto Velho e mostraram o que a Amazônia tem de melhor em se tratando de música.
O público literalmente lotou o ambiente e com paciência, encarou o atraso provocado pela mudança do ambiente e principalmente o calor quase insuportável dentro do Mercado. Aliás, o comentário, era que a prefeitura deveria tomar providencias no sentido de amenizar a alta temperatura no ambiente.
Nilson Chaves foi o encarregado pela abertura do espetáculo “Gente da Mesma Floresta”: “Aí você partiu pro Canadá e eu Fiquei no já vou já”. Foi a dica para a platéia dominar o espetáculo. A cada refrão o canto ecoava e era ouvia desde a Carlos Gomes até a Praça Rondon. “Põe tapioca, põe farinha d’água...”. Era o sabor açaí exalando e lembrando as "banqueiras" do velho Mercado Municipal hoje Mercado Cultural. Chega o Bado e o ambiente que já estava quente pegou “fogo” de vez, “Ô dona Arara...” invocou nosso cantor e a cada acorde do “Reggae no Ibirapuera” a vibração aumentava, E chega a Graça Gomes com sua maravilhosa voz e canta o samba da “Felicidade”. Felicidade que veio com o canto de “Pérola Azulada” do Zé Miguel “Como o povo gosta do Zé Miguel”, comentou a gerente de cultura da Secel Cândrica Madalena e o espetáculo prossegui com Célio Cruz com seu “Sentimento Cintilante” que prepara o público para a Dança “Parixara” de Eliakin Rufino o poeta da Amazônia dizendo que “Somos Todos da Mesma Aldeia – Tudo Índio”. O espetáculo está terminando e o público querendo mais.
Salve o canto da nossa floresta. Salve os cantores que cantam a Amazônia pelo mundo. Que outros espetáculos musicais no estilo “Gente da Mesma Floresta” sejam realizados na Aldeia Porto Velho.
Por Silvio M. Santos
Que outros espetáculos no estilo “Gente da Mesma Floresta” sejam realizados na Aldeia Porto Velho
O Mercado Cultural de Porto Velho abrigou na noite do último sábado (8), o que podemos considerar como o maior encontro de compositores e cantores da Amazônia já realizado na capital do estado de Rondônia.
Inicialmente marcado para acontecer no lado de fora do prédio, em virtude da chuva que caiu no final da tarde, o espetáculo foi montado no palco interno do Mercado Cultural. Apesar da péssima acústica, Bado (RO), Eliakin Rufino (RR), Zé Miguel (AP), Célio Cruz (AM), Nilson Chaves (PA) e Graça Gomes (AC) os que fazem parte do show “Gente da Mesma Floresta” cujo DVD foi lançado naquela noite, se juntaram ao Zezinho Maranhão, Llitsia Moreno, Banda Leão do Norte e Ceiça Farias todos militantes musicais em Porto Velho e mostraram o que a Amazônia tem de melhor em se tratando de música.
O público literalmente lotou o ambiente e com paciência, encarou o atraso provocado pela mudança do ambiente e principalmente o calor quase insuportável dentro do Mercado. Aliás, o comentário, era que a prefeitura deveria tomar providencias no sentido de amenizar a alta temperatura no ambiente.
Nilson Chaves foi o encarregado pela abertura do espetáculo “Gente da Mesma Floresta”: “Aí você partiu pro Canadá e eu Fiquei no já vou já”. Foi a dica para a platéia dominar o espetáculo. A cada refrão o canto ecoava e era ouvia desde a Carlos Gomes até a Praça Rondon. “Põe tapioca, põe farinha d’água...”. Era o sabor açaí exalando e lembrando as "banqueiras" do velho Mercado Municipal hoje Mercado Cultural. Chega o Bado e o ambiente que já estava quente pegou “fogo” de vez, “Ô dona Arara...” invocou nosso cantor e a cada acorde do “Reggae no Ibirapuera” a vibração aumentava, E chega a Graça Gomes com sua maravilhosa voz e canta o samba da “Felicidade”. Felicidade que veio com o canto de “Pérola Azulada” do Zé Miguel “Como o povo gosta do Zé Miguel”, comentou a gerente de cultura da Secel Cândrica Madalena e o espetáculo prossegui com Célio Cruz com seu “Sentimento Cintilante” que prepara o público para a Dança “Parixara” de Eliakin Rufino o poeta da Amazônia dizendo que “Somos Todos da Mesma Aldeia – Tudo Índio”. O espetáculo está terminando e o público querendo mais.
Salve o canto da nossa floresta. Salve os cantores que cantam a Amazônia pelo mundo. Que outros espetáculos musicais no estilo “Gente da Mesma Floresta” sejam realizados na Aldeia Porto Velho.
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